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A profissão farmacêutica

A profissão farmacêutica

A liberdade de imprensa, uma das mais belas conquistas da democracia, é aliada e irmã siamesa da livre manifestação do pensamento. Pensares iluminados não teriam ganho o mundo para transformá-lo em algo melhor, não fosse a imprensa e a liberdade de que goza, nos países democráticos. Mas a livre manifestação do pensamento é capaz, também, de instigar pessoas de visão estreita a produzirem aberrações e infantilidades, crentes que estão trazendo ao mundo a mais bela pérola da intelectualidade.

Recentemente, deparei-me com uma tolice dessas. Era um artigo publicado, em julho, em um jornal de grande circulação, em que o seu autor, que se credita como cientista política (Ph.D pela University of Chicago) bradava que as profissões – todas elas – deveriam ser desregulamentadas. E mais: que cada pessoa tivesse o livre arbítrio para escolher entre um médico e um praticante de terapias alternativas, por exemplo.

Ora, a inclusão de práticas alternativas já está prevista no SUS (Sistema Único de Saúde), como auxiliares. Não há novidade nisso. O autor está chegando atrasado com as suas informações. Mas aposto que ele não buscaria essas práticas, se tivesse o diagnóstico de uma apendicite.

A profissão farmacêutica não escapou ao despreparo do autor. Para ele, o farmacêutico é um profissional sem importância, e só está presente, nas filiais dos laboratórios e nas farmácias e drogarias, porque a lei exige. E exige, porque nós teríamos conseguido pressionar o Congresso Nacional a elaborar normas para fazê-lo importante ao "vender a caixinha dos comprimidos mágicos". Foi o que arrotou o soberbo e desqualificado intérprete das profissões.

Disse, ainda, que os preços dos medicamentos pagos pela sociedade são altos, porque é um tipo de ressarcimento que ela faz pelos anos de estudo dos profissionais. E estendeu a realidade dos farmacêuticos aos advogados, médicos, arquitetos, engenheiros e demais profissionais.

Ora, são tão infelizes as palavras da lavra do autor do artigo, que gostaria de me ater apenas aos aspectos relacionados à Farmácia. Dizer que a nossa (e outras) profissão precisa ser desregulamentada para que a sociedade tenha o direito de escolher entre os serviços do farmacêutico e de um leigo desqualificado é a mais pura manifestação de desconhecimento sobre o que está falando. É uma apologia ao erro, ao charlatanismo; é a manifestação retrógrada do desejo de ver voltar a era das trevas, quando a humanidade vivia mergulhada em assombros, preconceitos e escuridão dos conhecimentos técnicos e científicos.

As profissões vêm sendo construídas com um esforço visceral, e isso custa dinheiro, suor e sangue de abnegados e iluminados. A profissão farmacêutica, hoje, acumula - e distribui - conhecimentos, busca a excelência profissional, com o objetivo de servir melhor a sociedade. Assim, os farmacêuticos assumem os seus papéis sociais.

A orientação prestada pelo farmacêutico, na farmácia - serviço que o autor do artigo diz ser desnecessária -, é uma segurança para a sociedade. Nos países civilizados é assim e, no Brasil, há uma boa energia levando o País para esta modernidade sanitária.

Aproveito para lembrar ao autor do artigo que as "caixinhas dos comprimidos mágicos" a que ele se refere contêm princípios ativos (desenvolvidos por farmacêuticos, com o objetivo de salvar vidas) que tanto podem curar, quanto matar. A diferença está na dose, e disso entende o farmacêutico. Esta particularidade (de promover a cura, ou de ser um tóxico letal) é intrínseca a qualquer medicamento.

Portanto, aconselho o autor Ph.D. pela University of Chicago, sempre que precisar de tomar um medicamento, a procurar um farmacêutico que, seguramente, não será nem um pouco despreparado quanto ele. Assim, o Ph.D. estará resguardando-se dos possíveis efeitos negativos dos medicamentos, quanto do veneno de sua língua ferina e irresponsável.

Para dar segurança à população quanto ao uso do medicamento, o farmacêutico tem que se qualificar. São anos de um curso superior puxado e, para uma grande parte dos profissionais, mais alguns anos de especialização, na busca febril da excelência, o que, diga-se de passagem, honra esta profissão regulamentada e a faz uma das áreas mais procuradas e em ascensão, no País.

Os farmacêuticos brasileiros, hoje, atuam em 74 diferentes campos de atividade, todas elas regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de resolução. As atividades vão da umbilical Farmácia Magistral (manipulação alopática e homeopática) à engenharia genética; da assistência farmacêutica (com foco não só no medicamento, mas no paciente) ao armazenamento de células-tronco colhidas de cordão umbilical com fins terapêuticos; das análises clínicas à citopatologia; da Rádiofarmácia à produção e controle de qualidade de medicamentos, entre outras.

Por isso – e contrariando recomendações em contrário do desastrado autor do artigo -, os farmacêuticos não têm vergonha de cantar o seu Hino. E, ao fazê-lo, certamente, estarão celebrando a história desta profissão que traduz a busca do homem pela cura das doenças e pela manutenção da saúde, não sua, mas de toda a humanidade. Inclusive dos que a condenam.

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