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Biotecnológicos - Os medicamentos do futuro

Focar sua atuação em classes terapêuticas específicas e no desenvolvimento de medicamentos biotecnológicos é a grande tendência global dos laboratórios farmacêuticos. Segundo o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, este movimento está levando à especialização das indústrias, no sentido de concentrar recursos em pesquisas de determinadas enfermidades.

“No Brasil, grandes empresas de capital nacional, que ganharam musculatura com o crescimento do mercado, mantêm há anos projetos consistentes de inovação. Algumas investem nisso de 10% a 12% de seu faturamento e já possuem medicamentos patenteados”, ressalta.

O grande desafio da indústria farmacêutica instalada no Brasil é ingressar na esfera mundial da inovação. Para tanto, algumas correções de rumo precisam ser feitas. Uma delas é a necessária revisão da regra de preços, para que passe a remunerar os investimentos em pesquisa. Outro avanço diz respeito à redução do prazo de aprovação desses projetos. Atualmente, a análise dos protocolos de pesquisa clínica no Brasil leva de seis meses a um ano, enquanto o prazo em outros países é de apenas 60 dias.

Caráter incremental

Com relação às inovações, o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter Jorge João, cita um trabalho de autores nacionais, intitulado Indústria farmacêutica - Inovações tecnológicas, Pesquisa e Desenvolvimento, Medicamentos Genéricos. “Destaco um trecho que resume a questão da inovação no setor farmacêutico que diz que o diagnóstico feito com as maiores empresas farmacêuticas nacionais na pesquisa de campo revela que as trajetórias inovativas ainda são bastante incipientes e que a maior parte dos seus laboratórios internos de pesquisa e desenvolvimento se ocupam essencialmente de um caráter incremental dessas atividades”, lembra.

O presidente do CFF diz que as atividades internas de pesquisa e desenvolvimento vêm sendo implementadas, mas há um processo ainda bastante difuso com respeito às estratégias inovativas e concorrenciais. “Corrobora para isso o fato de que as maiores empresas farmacêuticas não lançaram ainda produtos inovadores para o mercado internacional, onde se obtém os incentivos econômicos para obtenção dos retornos dos investimentos em pesquisas”, menciona ele.

Medicamento biológico

O grande trabalho da indústria farmacêutica está voltado aos medicamentos biológicos. De acordo com o presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Antônio Britto, eles assumem um papel crescente, seja na inovação seja na participação de mercado.

Com relação às pesquisas oncológicas, a medicina mundial vem buscando alternativas para curar os 14 milhões de pessoas diagnosticadas anualmente com câncer. A todo o momento se criam alternativas de tratamentos na intenção de promover a cura ou a melhoria da qualidade de vida dos portadores da doença. Apesar de todo o avanço, ainda morrem anualmente 8 milhões de pacientes por ano.

Há uma inovação causada pela associação entre a indústria farmacêutica e os laboratórios de algumas universidades e hospitais americanos para o desenvolvimento de um procedimento para o tratamento do câncer que vai além das tradicionais radioterapia, quimioterapia e cirurgia.

É o que está sendo chamado de terapia celular (Chimeric Antigen Receptor -CAR) - um tratamento que consiste na retirada de sangue do paciente e do trabalho do laboratório de reengenharia genética nas células T – de extrema importância para o sistema imunológico.

Ao serem modificadas, elas passam a exterminar as células do câncer. Essa célula T ainda tem a capacidade de contaminar outras células para que elas também lutem contra o tumor. A Novartis, que até o momento investiu quase US$ 10 bilhões no projeto, prevê que todo trabalho de testes e estudos estarão concluídos até 2016, quando ela entrará com o pedido de registro no FDA.

No Brasil, o desenvolvimento de medicamentos biológicos revolucionários, como este, ainda está longe de ser uma realidade. Apesar de grande estrutura produtiva, há deficiência na base tecnológica ao setor. “O Brasil precisa acordar rapidamente para essa questão e se lançar em projetos próprios de pesquisa, desenvolvimento e inovação em medicamentos para que a população possa se beneficiar com essas descobertas”, defende o diretor de Pesquisa do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Marcus Vinicius de Andrade.

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