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Indústria farmacêutica projeta crescimento em 2016, mesmo na crise

Em contraponto com a crise financeira que o país atravessa em 2016, o acesso a medicamentos tem sido cada vez mais importante para o Brasil, visto que a população está envelhecendo, e há uma maior incidência no diagnóstico de doenças crônicas. Segundo dados do IMS, a projeção de mercado nos próximos cinco anos deve atingir os R$ 90 bilhões. Mundialmente, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking farmacêutico e a previsão é que ganhe uma posição até 2019, o que faz dele o motor de crescimento entre os países da América Latina. Para isso, as indústrias estão investindo em tecnologia de produção e aumentando significativamente a produtividade e melhorando os custos, o que reverte diretamente para maior eficiência em toda a cadeia, chegando até o consumidor.

Há bons exemplos nas indústrias farmacêuticas instaladas no Brasil. A equipe do ICTQ percorreu em 2015 algumas das principais companhias do País com foco em tecnologia, alta eficiência e qualidade, como os laboratórios Teuto, Sandoz, Abbott, EMS, Prati-Donaduzzi e Geolab.

No caso do Laboratório Teuto, cuja área ocupada é de aproximadamente um milhão de metros quadrados no Distrito Agroindustrial de Anápolis (GO), seu o diretor Industrial, Carlos Andrade, disse que há dois grandes projetos de crescimento para este ano de 2016: a expansão da planta de produção de sólidos e semissólidos, com início da operação que ocorreu no segundo semestre de 2015; e a expansão da planta de produtos estéreis, cujo início de operação está acontecendo em 2016.

A capacidade produtiva de sólidos, que atualmente é de 600 milhões de unidades/mês na etapa de embalagem final, está sendo maximizada em 15%. Ou seja, um incremento de 90 a 100 milhões de unidades/mês. Com isso, o laboratório produz, desde outubro de 2015, aproximadamente 700 milhões de unidades/mês.

“Somente em tecnologia, na ampliação desta planta de produção de sólidos, o laboratório investiu R$ 10 milhões, além de outros R$ 30 milhões em construção de infraestrutura, pessoal e outros serviços terceirizados para a execução da obra de ampliação. R$ 40 milhões é o montante do investimento”, fala o diretor.

Outra grande melhoria obtida está na otimização dos fluxos produtivos dentro da fábrica, aumentando significativamente a produtividade das atuais linhas existentes. Além das linhas de produção, a nova área tem em sua composição várias salas de treinamentos e suportes à produção que garantem a excelência na qualidade dos processos e produtos. Toda a ampliação soma três mil metros quadrados.

Já a Sandoz, que também tem foco na inovação, dobrou os investimentos na sua fábrica em 2015, promovendo melhorias para o aumento de sua capacidade produtiva e pretende seguir investindo no crescimento da planta de Cambé nos próximos anos. O foco dessa fábrica, como parte do complexo produtivo da Sandoz no mundo, é a produção de orais sólidos e hormônios. Dentre as moléculas produzidas, o destaque é a Sinvastatina. Lançado em 2009, é indicado para o controle do colesterol e líder de mercado. A molécula destaque de exportação em 2014 foi o Atenolol, indicado para doenças cardiovasculares. Outro destaque é a linha de contraceptivos genéricos. A Sandoz possui o maior portfólio comercializado neste segmento no Brasil e é o único centro global de produção de hormônios da companhia.

A planta da Sandoz do Brasil foi inaugurada em 2004 como Hexal. Em 2005, passou a integrar a rede global de 45 sites produtivos da Sandoz. A fábrica brasileira é a única da empresa na América Latina, sendo que 90% de sua capacidade produtiva abastecem o mercado local e 10% o mercado global com exportações para países da Europa, Américas do Sul e Central.

Em 2014, a Sandoz registrou produção recorde com mais de 115 milhões de comprimidos por mês. A expectativa para este ano é ultrapassar 1,6 bilhão de comprimidos produzidos no ano.

Ampliação da fábrica

Outro laboratório que investiu pesado na ampliação da produção foi a Prati-Donaduzzi. “Estávamos, em 2010, no 36º lugar do ranking dos laboratórios e passamos para a 7º posição no varejo neste último ano. E sempre fomos o primeiro laboratório no setor hospitalar”, ressalta o presidente da empresa, Luiz Donaduzzi. Ele diz que a empresa tem empregado estratégias muito produtivas e, com isso, vem crescendo a passos largos. Em 2015, mesmo diante da crise, houve crescimento de 51% no varejo, comparado a mesmo período do ano passado.

“O mercado de genérico no Brasil é de, aproximadamente, 32 bilhões de doses terapêuticas por ano. Nós produzimos aqui, aproximadamente, 12 bilhões. Hoje somos o maior laboratório de genéricos, com quase 12 bilhões de doses”, comemora ele.

No final de 2015 a empresa inaugurou uma nova planta onde foi incorporada a tecnologia mais avançada no mundo. São três linhas de produção ativas e capacidade pra produzir até seis linhas, em 65 mil metros quadrados. Com isso, alcança a marca de, aproximadamente, 18 bilhões de doses totais de capacidade produtiva.

É uma planta compacta, com um conceito totalmente inovador, principalmente o sistema de HVAC (siglas que significam aquecimento, ventilação e ar-condicionado - em inglês heating, ventilating and air conditioning). Todos os processos de refrigeração, pressão atmosférica, controle de umidade e controle o microbiológico são computadorizados.

“É um sistema único, que controla esses quatro elementos. Qualquer descompressão na sala ou qualquer outro desvio, automaticamente, para todo o sistema, soa um alarme e exige a intervenção da garantia de qualidade para liberar novamente a área. Nós somos um dos poucos laboratórios do Brasil que tem esse sistema”, explica o vice-presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Fernando Maffissoni.

Essa planta nova recebeu investimento total de R$ 250 milhões. Ele conta que este sistema foi totalmente desenvolvido no laboratório, pela equipe de mecatrônica, e que certamente representou um dos maiores custos da implantação da nova fábrica. “Atualmente, as maiores máquinas de compressão do mundo estão lá dentro. Elas têm capacidade para até um 1.150 milhão de comprimidos por hora. É o que tem de maior disponível no mercado mundial hoje. Nós temos três máquinas dessas lá dentro e temos mais sete máquinas dessas na estrutura toda”, conta Maffissoni.

A nova planta está fabricando apenas comprimidos. A maior parte são genéricos, mas há também novos produtos, como os de referência, produtos com inovação incremental e outros com formação radical a serem lançados.

Há outra fábrica que recebeu esforços, não na ampliação, mas na sua reconstrução. Houve um incêndio na planta da Geolab Indústria Farmacêutica, que fica em Anápolis (GO), em 2013, que destruiu grande parte de sua estrutura. “Depois desse sinistro, nós partimos do zero e, por conta disso, decidimos utilizar as tecnologias mais modernas que usualmente são implementadas na produção de sólidos”, conta a gerente Industrial, Rafaella Chimiti.

Após o incêndio, a gestão da empresa deparou com três grandes desafios. O primeiro era manter a produção para não perder a presença no ponto de venda. Para isso, a Geolab estabeleceu parcerias no mercado para a produção das linhas produtivas que foram descontinuadas por conta do incêndio. Com isso, se manteve no mercado.

O segundo grande desafio foi a reconstrução física propriamente dita. Foram necessários novos projetos e maquinários. Naquele momento, o laboratório optou por utilizar tecnologia de ponta, sem mudar as características de base da empresa.

“O terceiro desafio foi a questão técnica. Tivemos de refazer todos os processos e, para isso, a empresa investiu pesado para evitar qualquer risco sanitário”, lembra a executiva.

A Geolab tem a produção de sólidos, líquidos orais, líquidos estéreis, sólidos efervescentes e semissólidos. Em 2013 eram produzidas 18 milhões de unidades/venda e, com a reconstrução da planta, a capacidade de produção cresceu para 27 milhões de unidades. “O sinistro apenas antecipou a ampliação de nossa capacidade produtiva, que já estava em projeto. Atualmente, produzimos cerca de 23 milhões de unidades, mas há demanda crescente para atingirmos a capacidade total da fábrica”, conta Rafaella.

Melhoria de processos

O Laboratório Sandoz irá implementar uma nova linha de embalagem com o propósito de 300 cartuchos por minuto, além do sistema de rastreabilidade de medicamentos que precisa ser implementado devido à nova legislação. Os investimentos na linha produtiva são sempre buscando qualidade e segurança, garantindo o manuseio seguro para os pacientes e os colaboradores. Além disso, a empresa possui um alto padrão de gerenciamento de risco no transporte e logística dos seus produtos, garantindo a eficácia, segurança e qualidade.

É uma empresa do Grupo Novartis, que tem se firmado como líder entre as multinacionais, com vendas anuais sólidas acima de R$ 3 bilhões no Brasil. A Sandoz fechou o ano de 2014 com vendas em US$ 9,5 bilhões no mundo. Em 2015 a previsão é que a fábrica siga com o crescimento de dois dígitos no volume de comprimidos produzidos. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base em dados do IMS Health, o volume comercializado de genéricos nos seis primeiros meses do ano cresceu 12,3%, representado 467,3 milhões de unidades (caixas) vendidas.

“Apesar do cenário econômico, acredito que o setor de genéricos mantenha o crescimento de dois dígitos. Ainda existe um caminho para conscientização e entendimento do que significa o genérico para os pacientes. O Brasil já amadureceu em questões de produção e legislação, mas ainda temos muito trabalho a fazer, assim como nos outros países”, defende Keller.

Já o laboratório Abbott, atualmente, opera em algumas áreas terapêuticas como cardiologia, gastro, saúde feminina e sistema nervoso central. A empresa acaba de inaugurar um centro de distribuição com foco em fórmulas sólidas (comprimidos e cápsulas) e foi construído com todos os processos e tecnologias necessárias ao desenvolvimento de produtos farmacêuticos. Os produtos desenvolvidos na planta-piloto poderão ser transferidos para uma produção em larga escala na atual fábrica da Abbott, dependendo da demanda local.

Em sua unidade brasileira são produzidos 210 diferentes produtos e 33 milhões de unidades por ano. Cerca de 90% é destinada para o consumo local e 10% exportada para 10 países da América Latina. “O nosso objetivo é atingir a marca de 50 milhões de unidades produzidas por ano por meio da utilização da nossa capacidade atual disponível e melhorando a nossa eficiência, qualidade e segurança”, revela a diretora de Operações da Unidade Fabril da Abbott Brasil, Ana Paula Antunes.

No segundo trimestre de 2015, as vendas mundiais foram de US$ 5,2 bilhões, um aumento de 10,8% em uma base operacional e de 2,2% em uma base reportada. As vendas mundiais aumentaram 6,4% excluindo o impacto das aquisições de 2014 e do câmbio. A estratégia é ter crescimento de dois dígitos por ano para os próximos cinco anos.

“Na Abbott, nosso foco é oferecer produtos de alta qualidade e com tecnologias inovadoras – em nutrição, diagnósticos, dispositivos médicos, criando mais possibilidades, para mais pessoas, em todas as fases da vida. No caso da fábrica, o nosso foco é produzir produtos em forma de dosagem sólida utilizando tecnologias avançadas”, fala a diretora.

A fábrica da Abbott está instalada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ). Junto a ela, está sendo construído o Centro de Desenvolvimento Farmacêutico, que irá disponibilizar produtos farmacêuticos adaptados às necessidades crescentes da população brasileira. “Com ele estaremos aptos a responder mais rapidamente às necessidades dos consumidores, que hoje representam mais de 50% do público final de nossas vendas no Brasil”, menciona Ana Paula.

Genéricos

O laboratório EMS viu sua unidade de genéricos crescer 13% no primeiro semestre de 2015, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A empresa encerrou o ano de 2014 como líder no segmento, com 20% de market share em reais e 19% em unidades.

Segundo o diretor Comercial da Unidade de Genéricos da EMS, Aramis Domont, o laboratório, que possui o maior portfólio de genéricos do País, com cerca de 500 apresentações de produtos, continua investindo em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), reforçando seu histórico de contribuição para a expansão do acesso a medicamentos no Brasil. Mesmo diante de um cenário em que os blockbusters tendem a ser cada vez mais escassos, a meta da EMS é prosseguir na liderança desse segmento, principalmente lançando de maneira pioneira genéricos ainda inéditos - como em 2010, quando disponibilizou o primeiro genérico para disfunção erétil, repetindo depois o feito com a atorvastatina, a olanzapina e outras moléculas - e, além disso, ocupando fatias importantes de mercado com medicamentos complexos, de difícil desenvolvimento e produção.

“A empresa aposta em genéricos de alta complexidade inéditos no Brasil para os próximos anos, confirmando mais uma vez sua ousadia no mercado farmacêutico. Como exemplo, podem ser citados os genéricos inalatórios, já que poucas empresas no mundo dominam tal tecnologia”, comenta Domont.

Com mais de 50 anos de história, a EMS busca a manutenção da liderança em genéricos como parte de seu plano de crescimento, que visa ainda o fortalecimento e liderança em todas as suas áreas de atuação, incluindo medicamentos de prescrição, de marca, OTC e hospitalar.

Já um dos destaques da planta da Sandoz é a produção de hormônios contraceptivos. “Dentre as tecnologias de ponta na produção dos genéricos, a Sandoz se destaca em alguns pontos, como o novo sistema de pesagem com receita eletrônica (sem papel), sistema de granulação de alto torque com transferência a vácuo, um novo equipamento de revestidora e novas linhas de embalagens, com sistema de selagem contínua. A alimentação é automática, evitando assim o contato humano com o comprimido”, segundo o diretor industrial da Sandoz no Brasil, João Keller.

A companhia é referência nesta área, sendo que sua fábrica no Brasil é o único centro global da companhia de produção desta linha de medicamentos. O País tem a maior linha de contraceptivos genéricos comercializada e que foi ampliada pelo lançamento da combinação de dois medicamentos desogestrel e etinilestradinol no último ano. Essa tecnologia é mundial, desenvolvida pelo Grupo, e tem como origem países como a Alemanha e a Suíça.

“A escolha dessa tecnologia aconteceu porque são fornecedores globais que já atendem à maioria das fábricas do Grupo Novartis, além de serem os melhores equipamentos aliados com as melhores tecnologias. Outro ponto importante no que diz respeito aos equipamentos importados é a padronização, uma vez que os colaboradores da Sandoz já possuem conhecimento sobre determinados equipamentos”, ressalta o diretor.

Outras tecnologias nacionais e importadas

“A tecnologia escolhida pelo laboratório Teuto para a ampliação da produção de sólidos é a mesma já utilizada na atual operação. Trata-se de uma tecnologia nacional, Fabrima, que, apesar de ser conhecida pelo mercado, traz recursos sofisticados de controle de automação de todo o processo produtivo por meio de sensores inteligentes que eliminam o risco de qualquer falha na produção. Somente os grandes laboratórios no País investem e têm acesso a este tipo de tecnologia de produção”, destaca o diretor da empresa, Andrade.

Aliás, todo o maquinário, sistema e softwares distribuídos em toda a planta industrial são compostos por tecnologia de última geração. É o que há de mais high tech no mercado produtivo farmacêutico. São tecnologias brasileiras integradas com a alemã, a suíça e a italiana.

Dentre as diversas tecnologias de ponta distribuídas pela fábrica, um sistema de visão com sensores que fazem leituras via QR CODE permite, por exemplo, a auditoria imediata de todos os produtos em processo de produção. Qualquer mínimo desvio, defeito ou não conformidade são imediatamente identificados e, assim, o produto é separado sistematicamente dos demais. “Para se ter uma ideia da eficiência dessa tecnologia, o sistema verifica e audita 300 blisters por minuto”, fala o executivo.

Na EMS, a inovação radical, com iniciativas e investimentos no mercado norte-americano, segue também como foco estratégico da empresa, que inaugurou em 2013 a Brace Pharma nos EUA. O laboratório, como uma das farmacêuticas nacionais acionistas da joint venture Bionovis, também investe decisivamente no segmento de medicamentos biotecnológicos, considerados o futuro da indústria farmacêutica.

“Outras importantes frentes da empresa para se consolidar no setor incluem o investimento em inovação incremental, com o lançamento de produtos com tecnologias exclusivas, sem similares no mercado brasileiro”, diz Domont.

A EMS, que possui mais de 80 patentes pelo mundo, também é proprietária de mais de 400 registros de medicamentos no exterior, o que mostra a força do laboratório. Além disso, a empresa exporta seus produtos para mais de 40 países, inclusive Alemanha, Polônia e Inglaterra, que possui uma das legislações sanitárias mais rigorosas em todo o mundo, reforçando o padrão de qualidade internacional do laboratório.

Com números acima do mercado, a EMS fechou 2015 o ano com crescimento entre 20% e 25% e para 2016, essa meta deve se repetir. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a Pró-Genéricos, com base em dados do IMS Health, o volume comercializado de genéricos nos seis primeiros meses do ano passado cresceu 12,3%, para 467,3 milhões de unidades (caixas). Nesse período, 25 novos produtos chegaram ao mercado, uma marca histórica para o setor. Ainda conforme a associação, os genéricos detêm participação de mercado de 28,6%.

No caso da Abbott, a diretora Ana Paula conta que o principal foco da fábrica ao longo dos anos tem sido o investimento em tecnologias de ponta para a produção de produtos sob a forma farmacêutica sólida. Com isso, a fábrica vem promovendo a modernização de seu processo produtivo, sempre visando oferecer melhores soluções para os consumidores, como:

• Instalação de uma nova linha de encartuchamento totalmente automática o que aumentará ainda mais o nível de segurança e qualidade do processo produtivo;

• A linha de embalagem da levotiroxina sódica, um medicamento voltado para pacientes com hipotireoidismo, possui um processo de purga de nitrogênio na bolsa do blister, ou seja, o oxigênio dentro da embalagem é substituído por nitrogênio, o que evita a oxidação da substância ativa e assegura a manutenção da qualidade do produto ao longo do seu prazo de validade;

• Implementação de um sistema estatístico para acompanhamento de todo o controle de processo dos lotes fabricados; e

• Implementação de um sistema para acompanhamento de resultados de performance na produção.

“No nosso novo centro de desenvolvimento, nós pretendemos desenvolver produtos farmacêuticos que atendam às necessidades de saúde da população brasileira. O investimento para o novo Centro de Desenvolvimento é de cerca de R$ 20 milhões”, destaca Ana Paula.

O local está sendo projetado para atender às exigências regulamentares e de vigilância sanitária do Brasil, acelerando assim a internalização de produtos desenvolvidos para o registo local e posterior comercialização, a responder mais rapidamente às necessidades do mercado farmacêutico e dos consumidores.

Nos últimos cinco anos, a Abbott investiu mais de US$ 600 milhões em P&D e em instalações produtivas em todos os seus negócios, de modo a responder ao crescimento da empresa nos mercados emergentes, como o Brasil. Somente em 2014, a Abbott investiu globalmente cerca de U$ 1.345 bilhões em P&D.

Já na Geolab, a gerente Rafaella comenta que, em termos de tecnologia, o maquinário de manufatura e os equipamentos são todos importados e a parte de embalagem é nacional. O controle de qualidade é quase que 100% importado, pois não há tecnologia similar nacional em grande escala. “Nosso setor é extremamente regulado, por isso optamos por tecnologia mais usual. É uma segurança para manter a linha operando, já que, para fazer qualquer alteração tenho de passar por processos regulatórios que, muitas são um impeditivo para tecnologias mais inovadoras”, comenta ela.

Segundo a executiva, a regulação brasileira pode ser alterada muito facilmente. A Agência é uma das cinco mais qualificadas no mundo. Por isso, o processo de registro para genérico é lento e leva em torno de 36 meses. Leva mais um ano e meio a dois anos para o desenvolvimento de produto. Com isso, são cinco anos para o empresário ver seu produto no mercado.

A Geolab é uma empresa de similares e vem tendo, cada vez mais, uma expressiva atuação na área de genéricos, o que acontece a cada registro. “Temos uma área exclusiva para desenvolvimento de produtos com mais de 60 pessoas entre profissionais e estagiários. Estamos focados em pesquisa para genéricos e similares”, revela Rafaella.


A Geolab investe de 4% a 5% do faturamento anual em desenvolvimento de produtos. É uma das empresas que mais cresce de acordo com o IMS. “Temos investido pesado em novos produtos. Nós lançamos de 10 a 15 apresentações por ano. A média é ficar em um produto/apresentação todo mês” conclui a gerente.

Matérias-primas próprias

Na Prati-Donaduzzi há alta tecnologia empregada também na área de desenvolvimento de farmoquímicos. Há um projeto para a empresa entrar na área de oncologia, em que participará, não apenas com medicamentos, mas produzindo mais sete matérias-primas próprias, que estão em fase final de desenvolvimento.

“Em 2010, 80% da nossa receita vinha do governo e, atualmente, essa relação está meio a meio. Não somos mais um laboratório hospitalar, somos um laboratório farmacêutico, de cunho geral. Atendemos todas as áreas, e poucos, no Brasil, têm esta característica”, orgulha-se Maffissoni.

Segundo o vice-presidente, a nova planta tem um novo conceito. Esta buscando a certificação não apenas no Brasil, mas nos Estados Unidos e na Europa, pois há a pretensão de a Prati-Donaduzzi ter o primeiro genérico brasileiro produzido no Brasil e vendido nos EUA e outros países. “Em vez de trazer produto de fora para ser comercializado aqui, nós queremos produzir aqui e comercializá-los lá. Eu não vejo ninguém, até hoje, nesse movimento”, finaliza ele.

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