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Fundador do ICTQ fala de uma nova forma de especializar que vai revolucionar a educação farmacêutica

Com um posicionamento muito voltado à inovação de conceitos e práticas do negócio, o fundador do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Marcus Vinicius de Andrade, fala de seus projetos novos e do DNA da Instituição, que sempre ganhou mercado oferecendo programas e trabalhos exclusivos no País. Alguns exemplos são:

 

1. O programa pioneiro no Brasil de especialização em Assuntos Regulatórios;

2. A inserção de pesquisas mercadológicas sobre o consumo farmacêutico na mídia brasileira, com estudos nunca pensados antes por outras entidades do setor;

3. E, mais recentemente, a proposta de aulas práticas em pontos de venda (PDV) para alunos da pós-graduação em farmácia clínica e prescrição farmacêutica em todo o País.

Outra grande inovação na educação farmacêutica proposta pelo ICTQ aos profissionais no Brasil fica por conta do programa de Residência em Serviços Clínicos Farmacêuticos voltado exclusivamente para os que atuam ou que desejam atuar no varejo.

Por essas e outras, o ICTQ é reconhecido por ser um gerador de conteúdo e um instituto de vanguarda, onde só congregam os profissionais que buscam crescimento e capacitação diferenciada. O Instituto torna-se ainda referência de conhecimento e informação, não somente para os profissionais e empresas, mas também para entidades e até concorrentes no mercado, que veem no ICTQ inspiração para projetos, produtos e serviços. Na entrevista a seguir, conheça um pouco das ideias, projetos e pontos de vistas do fundador.

ICTQ - Qual sua análise sobre a formação do farmacêutico na graduação em Farmácia no Brasil?

Marcus Vinicius de Andrade – Deficiente e, em algumas faculdades, até precária. A grade curricular não condiz, em muitos aspectos, com a formação necessária para indivíduos que vão atuar na indústria, no varejo, nos hospitais ou em qualquer uma das mais de 70 áreas possíveis no mercado para o farmacêutico. E, nós do ICTQ, que atuamos com a especialização desse profissional, sentimos na pele o tamanho do desafio. Não há prova de proficiência para que o indivíduo seja habilitado como profissional apto a exercer plenamente suas funções no mercado. E, em muitas situações, nossos professores se veem em um trabalho de resgate de profissionais que sabem quase nada de farmacologia, regulação farmacêutica, gestão, e por aí vai...

Temos ainda um problema de excesso de teoria e falta de prática. Não é raro encontrar faculdades sem a farmácia escola em pleno funcionamento. E, quando a farmácia escola existe, ela é muito reclusa e oferece poucas oportunidades de experiências para o aluno.

Obviamente, existem exceções, mas a título de exemplo, conheci de perto a farmácia escola de uma das maiores universidade do Brasil, que atende por mês 29 pacientes em apenas (e exclusivamente) um programa de acompanhamento farmacoterapêutico, de uma patologia. Como acreditar que esse profissional sairá pronto para um atendimento clínico no varejo? E essa é uma deficiência de praticamente todos os cursos de graduação de quaisquer áreas no Brasil: eles não oferecem a perspectiva de como se dá a atuação prática do conteúdo que é visto teoricamente em sala de aula.

ICTQ – O que o farmacêutico, uma vez graduado, deve fazer para mudar esse quadro de formação deficiente?

Marcus Vinicius de Andrade – A princípio, o dever de qualquer profissional que pretende empreender uma carreira de sucesso é estar em contínuo processo de aprendizagem e reciclagem de conhecimentos. Para quem deseja atuar ou já trabalha na indústria de medicamentos ou no varejo farmacêutico, a graduação (em faculdade boa ou ruim) é apenas um ponto de partida, a especialização é quesito básico, e a constante atualização em cursos rápidos, congressos e fóruns é uma necessidade do dia a dia. Já para os que buscam uma carreira acadêmica, da mesma forma, a graduação é um ponto de partida para especializações, mestrados e doutorados.

É claro que a formação proposta na graduação, de modo geral, é deficiente, no entanto, isso não significa que o profissional está fadado ao fracasso ou que ele não tenha a capacidade de absorver mais conhecimentos. É muito importante ter em mente que o farmacêutico, uma vez graduado, tem a necessidade de buscar, principalmente, conhecimentos que estejam intimamente ligados com a área de atuação que ele escolheu para desenvolver sua carreira.

Também é necessário ter critério e cuidado na hora de buscar conhecimentos complementares à graduação, principalmente a título de especialização. Não é raro, por exemplo, encontrar profissionais pleiteando atuar em um consultório farmacêutico no varejo, participando apenas de cursinhos online, que vão somando horas, até ele se achar um especialista em alguma coisa. E aí eu pergunto: será mesmo que a deficiência em conhecimentos advindos da graduação será resolvida? Uma audição online funciona como especialização para quem irá lidar com o dinamismo da atuação clínica dos serviços farmacêuticos? A resposta é não!

Como recurso de atualização básica e imediata, os cursos online são excelentes ferramentas para ampliação de conhecimentos. Mas para atuação clínica de um profissional que vai se titular especialista em prescrição ou em serviços farmacêuticos, por exemplo, é como se fosse um médico cardiologista aprendendo procedimentos cirúrgicos pela internet. Você confiaria nesse profissional?

ICTQ – Na formação de um profissional farmacêutico, quais são os diferenciais buscados pelo mercado?

Marcus Vinicius de Andrade – Os diferenciais valorizados por recrutadores que trabalham nos processos seletivos das empresas são diversos e dependem do perfil da vaga ofertada. Mas há alguns diferenciais que são considerados para a atuação em qualquer cargo e área na indústria e no varejo farmacêutico. Dentre eles: idioma (inglês/espanhol), especialização Lato Sensu, experiência, network e relacionamento, conhecimentos aprofundados em legislação e habilidades de gestão.

Além do conhecimento teórico e técnico, o mercado anseia por profissionais que tenham conhecimentos práticos. São as famosas vagas bases que colocam como desejável o quesito experiência. Mas... como exigir experiência em uma vaga para iniciantes? E, como o profissional iniciante pode ter essa experiência? È nesse momento que entra a importância de uma farmácia escola, de uma especialização que tenha aulas práticas de verdade, em um ambiente de atuação real. E mais: uma residência no currículo também faz toda a diferença.

No varejo é muito valorizado o profissional com habilidades que vão além do âmbito técnico. Piso salarial é lenda para farmacêuticos gestores que entendem tanto de farmacologia e atenção farmacêutica quanto de marketing, vendas e gestão administrativa de negócios.

Na indústria de medicamentos, principalmente para cargos em níveis de coordenação e gerência nas áreas de garantia, controle de qualidade e assuntos regulatórios, exige-se do farmacêutico conhecimentos aprofundados de legislação nacional e internacional. As habilidades de liderança e o poder de gerenciamento de riscos e conflitos são considerados diferenciais de grande relevância.

ICTQ – O senhor mencionou que a experiência é um diferencial para o profissional e que as pós-graduações do ICTQ ofertam essa experiência para aos alunos. Como se dão essas aulas práticas na especialização em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica?

Marcus Vinicius de Andrade – O método é inovador, aliás, como tudo o que o ICTQ faz. Nós estamos ofertando aulas práticas para os alunos que já estão em estudo e também para aqueles que irão entrar nas próximas turmas em todo o País.

Em grupos de no máximo três pessoas, mediante agenda em nossa secretaria administrativa, nossos alunos são encaminhados para uma farmácia que funciona diretamente no atendimento de uma comunidade local. Trata-se de uma loja comercial, como qualquer rede ou estabelecimento independente do varejo farmacêutico. A diferença desse estabelecimento das demais farmácias é que essa loja mantém parceria exclusiva com o ICTQ para basearmos nossa farmácia escola.

Acompanhados de forma integral por um professor do Instituto, os alunos vivenciam, na prática, todas as possibilidades de atendimento clínico que podem ocorrer dentro de uma drogaria, farmácia ou consultório farmacêutico. Dessa forma, o aprendizado prático do aluno é dinâmico e adquirido com pacientes/clientes reais, com problemáticas de saúde reais, com situações normais e outras inusitadas que surpreendem os alunos a cada hora do dia, dando a ele a experiência exata do que ele deve encontrar pela frente, em qualquer outra farmácia que for trabalhar.

Nossa proposta vai além de uma farmácia escola, confinada nos muros de uma faculdade/universidade que atende um número reduzido e selecionado de pessoas para um acompanhamento farmacoterapêutico específico. Para nós, os estágios em farmácias escolas nas graduações não passam de laboratórios de simulação autolimitada. A farmácia escola no ICTQ, sediada dentro de um PDV real, coloca nossos alunos de frente com pacientes cardíacos, diabéticos, fumantes, resfriados, depressivos, vaidosos, jovens, idosos, homens e mulheres de todos os tipos que buscam serviços farmacêuticos diariamente na farmácia. Nesses casos nosso aluno farmacêutico vai adquirir experiência com o apoio e expertise de nosso professor!

ICTQ – Onde acontecem essas aulas práticas?

Marcus Vinicius de Andrade – As aulas práticas estão disponíveis a todos os alunos que cursam nossa pós-graduação em qualquer uma das 16 unidades do ICTQ no Brasil – inclusive para os alunos que participam das turmas In Company. A primeira sede de nossa farmácia escola está em São Paulo (SP), mais precisamente no tradicional bairro da Mooca, onde a concentração de idosos carentes de serviços farmacêuticos é significativa. Nosso objetivo é que, no futuro, a farmácia escola esteja presente em todas as cidades com as nossas turmas presenciais em funcionamento.

ICTQ – Essa prática é destinada apenas aos alunos em curso?

Marcus Vinicius de Andrade – As aulas práticas estão abertas para os alunos que já concluíram o curso, para os que estão cursando neste momento e ainda para os que estarão entrando nas próximas turmas. Esses poderão ter a certeza de que terão um diferencial significativo em seu currículo, porque eles não vão sair apenas como especialistas. Terão a teoria e a experiência prática de mercado. Será como se eles tivessem trabalhado no varejo com atuação clínica de prescrição por um determinado período, que seria a carga horária dentro da aula prática. Essa é uma das inovações que definem o DNA de nossa instituição, assim como a residência farmacêutica.

ICTQ – Residência farmacêutica? O que vem a ser esse projeto?

Marcus Vinicius de Andrade – Não é mais um projeto. Já é um programa singular com previsão de lançamento do edital para o dia 15 de julho de 2016.

O estudo em nível de especialização na modalidade residência não é uma novidade no Brasil, já existe na área da saúde. No entanto, o que temos atualmente são residências ligadas ao SUS para atender às demandas daquele sistema. Todas as residências atualmente são remuneradas pelo Governo e são, exclusivamente, ligadas à área hospitalar. Existem residências médicas e residências multiprofissionais em saúde. Essas multiprofissionais em saúde incluem farmacêuticos, enfermeiros, nutricionistas e médicos, entre outros.

A proposta de residência do ICTQ segue os mesmos padrões acadêmicos e estruturais da Residência Multiprofissional em Saúde, a qual já é financiada pelo Governo Federal através do Ministério da Saúde, no entanto, com uma diferença fundamental: a formação não será no meio público e também não será na área hospitalar. Nossa residência acontecerá no âmbito privado, na qual o ICTQ ofertará bolsa de estudo de R$ 3.200,00 aos candidatos selecionados, e formará especialistas em serviços clínicos para o varejo farmacêutico.

Isso significa que, com a participação do profissional em nosso programa de residência, ele estará apto para construir consultórios farmacêuticos, desenvolver e executar a prestação de serviços clínicos e prescrever com total segurança em qualquer farmácia de rede ou independente. Isso porque ele se dedicará integralmente ao estudo prático e ainda será remunerado por isso. Os primeiros residentes serão amplamente disputados pelo mercado, pois serão os únicos com experiência profunda em farmácia clínica aplicada à realidade do varejo farmacêutico.

ICTQ – Essas bolsas de estudos são consideradas bem atrativas para o mercado, certo?

Marcus Vinicius de Andrade – Sim. A nossa bolsa de estudos para o aluno residente é superior à grande maioria dos pisos salariais em diversos Estados, ofertados ao farmacêutico, e é muito similar ao que o SUS oferece em residências multiprofissionais. Vale a ressalva de que a residência não será oferecida apenas para os profissionais especializados pelo ICTQ. Qualquer profissional que tiver saído da graduação ou de qualquer curso de especialização poderá se candidatar a essa residência e passar dois anos com o ICTQ, dentro de um PDV, aprendendo todas as práticas clínicas e todos os serviços farmacêuticos.

ICTQ – Para finalizar, vivemos um período de crise política e econômica profunda no Brasil. O senhor sente certa temeridade dos farmacêuticos em investir em capacitação neste momento?

Marcus Vinicius de Andrade – Entre os profissionais que têm o objetivo de crescimento e consolidação de carreira não existe receio nos investimentos ligados à construção de conhecimentos, habilidades e competências. Esses farmacêuticos sabem que não há, com exatidão, um momento adequado ou inadequado para se preparar, pois o futuro irá chegar, e só os mais bem capacitados irão prosperar.

Para alguns profissionais, nem é necessário olhar para o futuro para enxergar a necessidade de qualificação constante. O presente, com o avanço da crise econômica, já faz uma seleção natural, e só ficam nas empresas e organizações os melhores, os que trazem resultados positivos de alguma maneira para a empresa no setor industrial ou no varejo.

Para outros farmacêuticos - os acomodados com a segurança da lei que exige sua presença profissional - a crise econômica ou a vontade de evoluir na carreira não os tira da zona de conforto. No entanto, mal sabem que eles estão fadados a reclamar do limitado piso salarial pelo resto de suas vidas.

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