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Laboratório Teuto – 24 horas, não para nunca

Laboratório Teuto

Carlos Andrade, diretor industrial do Laboratório Teuto, é um gestor bem articulado, que não se intimida diante de desafios que lhe propõem oportunidades. Há 12 anos residindo em Goiás, o paulistano deixou o Laboratório Aché a convite do fundador do Laboratório Teuto, Walterci de Melo (falecido em 2014), de quem se tornou amigo.

Depois de 30 minutos de conversa com a equipe de jornalismo do ICTQ, na sala de reuniões intitulada Sedalgina, Andrade apresentou toda a produção de sólidos, semissólidos e estéreis, além da construção da ampliação da planta de sólidos, com um entusiasmo comum de quem se sente parte de um sonho de um projeto que extrapola o âmbito profissional.

Sob o seu comando e responsabilidade estão 2.700 pessoas que, quando cruzam o seu caminho, não deixam de receber um aceno, um aperto de mão, um cumprimento e, em algumas situações, perguntas estratégicas como: “Estamos produzindo muito hoje?”. “Você neste paletrans, está com os treinamentos em dia?” “Você está promovendo a nossa cultura de qualidade?”.

A fábrica trabalha 24 horas. Não para nunca. E ele também passa a sensação de nunca parar... Enquanto apresentava a planta de produção, concedia entrevista, posava para foto, atendia ao celular, direcionava colaboradores, indicava atividades a serem realizadas, subia escadas, descia escadas, tudo ao mesmo tempo e mantendo bom humor e receptividade.

No final da conversa com ele, foi perguntado ao entrevistado: com tanto investimento em alta tecnologia na produção, o que vem em primeiro lugar: a tecnologia ou as pessoas? Sem hesitar, de imediato ele respondeu: “as pessoas. Elas fazem a diferença, são donos do negócio, são responsáveis por desenvolver, manipular e melhorar diariamente a tecnologia e os processos”. No decorrer da visita e entrevista, foram apresentados vários programas motivacionais na produção, como Olímpiadas da Qualidade, Blitz do Marketing, Corujão Teuto, Qualidade de Vida e T-Ideias. Acompanhe sua entrevista exclusiva ao ICTQ.

ICTQ – Quais os novos projetos de expansão do Laboratório Teuto e a tecnologia de produção?

Carlos Andrade - O Laboratório Teuto, maior complexo farmacêutico da América Latina, ocupa uma área de aproximadamente um milhão de metros quadrados no Distrito Agroindustrial de Anápolis (GO). Nos últimos dois anos tem dois grandes projetos de expansão:

1º - A expansão da planta de produção de sólidos e semissólidos, cujo início da operação aconteceu no segundo semestre de 2015;

2º A expansão da planta de produtos injetáveis, com início da operação no primeiro semestre de 2016.

ICTQ – Como se deu o aumento da capacidade da planta?

Carlos Andrade - A capacidade produtiva de sólidos, que era de 640 milhões de unidades/mês na etapa de embalagem final, foi maximizada. O laboratório alcançou a capacidade de produção de 1 bilhão de unidades/mês, desde outubro de 2015. No setor de injetáveis, mais um investimento, em março de 2016, aumentará a capacidade produtiva de 18 milhões para 34 milhões de ampolas/mês.

ICTQ – E qual foi o investimento para que o laboratório pudesse atingir essa capacidade?

Carlos Andrade - Foram investidos R$ 200 milhões na expansão das áreas de sólidos e injetáveis, em qualidade, construção de infraestrutura, pessoal e outros serviços terceirizados.

ICTQ – Quais outros benefícios foram atingidos?

Carlos Andrade - Outra grande melhoria obtida está na otimização dos fluxos produtivos dentro da fábrica, aumentando significativamente a produtividade das atuais linhas existentes. Além das linhas de produção, a nova área de sólidos tem em sua composição várias salas de treinamentos e suportes à produção, que garantem a excelência na qualidade de nossos processos e produtos.  Totalizando assim 110.000 m² de área construída em um total de 1 milhão de metros quadrados.

ICTQ – Há outras características a serem destacadas?

Carlos Andrade – Sim. Um aspecto curioso é que a construção dessa planta seguiu um padrão de limpeza e segurança fora do comum no ambiente de construção civil. O piso, por exemplo, quando instalado, não teve qualquer contato com poeira ou resíduo de construção. O cuidado se deu para evitar pequenas perfurações que poderiam gerar pontos de acúmulos de resíduos que, por consequência, poderiam gerar contaminações no ambiente produtivo. As paredes foram cobertas por uma proteção especial e também não tiveram qualquer contato com resíduos de construção. Na obra, além do tradicional capacete usado em construções civis, usava-se também todos os Equipamentos de Proteção Interna (EPI’s) de acordo com a legislação vigente.

ICTQ – O que o senhor poderia nos dizer sobre a implantação de tecnologia na produção?

Carlos Andrade - A tecnologia escolhida pelo laboratório para a ampliação da área de embalagens  dos sólidos é a mesma já utilizada na operação. Trata-se de uma tecnologia nacional, Fabrima, que, apesar de ser conhecida pelo mercado, traz recursos sofisticados de controle de automação de todo o processo produtivo por meio de sensores inteligentes que eliminam o risco de qualquer falha na produção. Para a ampliação do setor de injetáveis, foram adquiridos novos equipamentos da Bosch, empresa 100% alemã. O investimento contempla duas etapas, o primeiro foi a compra das máquinas que são tecnologia de ponta, trazidas para o Brasil em primeira mão pelo Teuto, e o segundo, o serviço de instalação (turn key), também realizado pela equipe da Bosch.

ICTQ – E com relação ao maquinário?

Carlos Andrade - Aliás, todo o maquinário, sistema e softwares distribuídos em toda a planta industrial são compostos por tecnologia de última geração. É o que há de mais high-tech no mercado produtivo farmacêutico.

No setor de injetáveis, as máquinas da Bosch são o que existe de melhor no mundo. Somente os grandes laboratórios no País investem e têm acesso a esse tipo de tecnologia de produção. São tecnologias brasileiras integradas com tecnologias alemã, suíça e italiana.

ICTQ - O senhor poderia destacar algumas delas?

Carlos Andrade - Dentre as diversas tecnologias de ponta distribuídas pela fábrica, um sistema de visão com sensores que fazem leituras via QR CODE permite, por exemplo, a auditoria imediata de todos os produtos em processo de produção. Qualquer mínimo desvio, defeito ou não conformidade é imediatamente identificado e, assim, o produto é separado sistematicamente dos demais.  Um blister, por exemplo, com um pequeno defeito no alumínio ou um comprimido a menos, é identificado automaticamente e separado dos demais. Para se ter uma ideia da eficiência dessa tecnologia, o sistema verifica e audita 300 blister por minuto.

Sobre o Teuto:

O Laboratório Teuto/Pfizer, pioneiro na produção de medicamentos genéricos no Brasil, hoje é modelo para a indústria farmacêutica internacional. Há mais de 68 anos no mercado, a indústria tem o maior complexo farmacêutico da América Latina - com 110 mil metros quadrados de área construída em uma área total de um milhão de metros quadrados. A companhia, que é sinônimo de qualidade e confiança a preços acessíveis, busca proporcionar mais qualidade de vida aos seus clientes, colaboradores e parceiros e valoriza a responsabilidade socioambiental. No final de 2010, a empresa teve 40% de suas ações adquiridas pela norte-americana Pfizer. A parceria do Teuto com a Pfizer, a maior indústria farmacêutica do mundo, reafirmou ainda mais que "Se é Teuto, é de confiança".

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