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O que nós farmacêuticos podemos aprender com Rodrigo Hilbert?

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O que o modelo nacional de “homão da p#rr@” tem a ver com a profissão farmacêutica? Antes que você diga que essa é uma comparação “sem noção”, e queime a língua, aconselho você a ler nosso artigo e aprender com o mais novo garoto propaganda do banco Itaú. Bem-vindo ao mundo daqueles que empreendem em várias frentes, bem-vindo ao mundo de Rodrigo Hilbert!

Pois bem, se você habita este planeta já deve ter se deparado com as inúmeras qualidades atribuídas ao Rodrigo. O ator é conhecido por conciliar as atividades de modelo, escritor, carpinteiro, ferreiro, pintor, chef de cozinha e apresentador de TV. Como se não bastasse, ele ainda caça, planta os legumes e vegetais que a família consome, lava, passa e faz crochê. Tenho certeza que você já deve ter se deparado com algum MEME do marido de Fernanda Lima. O que você não sabe é que prestar mais atenção ao case de Rodrigo Hilbert pode lhe ensinar 3 lições para se tornar um farmacêutico melhor, as quais estão descritas a seguir.

1a) UM MULTI-PROFISSIONAL TEM MAIS CHANCE DE TER SUCESSO NO MERCADO

Atualmente o programa Tempero de Família, apresentado pelo ator, é um dos maiores sucessos do canal fechado GNT. Mas o que diferencia este programa das dezenas de programas culinários da TV brasileira? O programa é gravado numa mistura de oficina e carpintaria, onde, além de ensinar a cozinhar, Rodrigo Hilbert mostra como construir desde churrasqueiras até fornos de barro, atingindo desta forma um público mais diverso, com diferentes interesses.  

Percebeu como Rodrigo Hilbert conseguiu diferenciar um programa culinário utilizando uma habilidade que, aparentemente, não tem nenhuma relação com a arte de cozinhar? Agora lhe pergunto: quantos farmacêuticos dizem não ter interesse em gestão farmacêutica porque o seu foco de atuação é a área clínica? Estes profissionais ainda não conseguiram enxergar que novas habilidades podem agregar valor à sua especialidade. Alguns farmacêuticos ainda não entenderam que conhecimentos de administração podem melhorar o seu marketing pessoal, além de lhes permitir desenhar um processo de atenção farmacêutica que possa criar um diferencial competitivo para o varejo farmacêutico. O mesmo raciocínio se aplica aos farmacêuticos gestores. Muitos desses profissionais acreditam que é possível gerir os processos de uma farmácia sem nenhum conhecimento de farmácia clínica. É preciso que estes gestores abram o leque de atuação e entendam que sem conhecimentos básicos de farmácia clínica, nunca se conseguirá entender o negócio farmacêutico na sua plenitude, não sendo possível converter a oferta de serviços em fidelização e captação de clientes para o negócio. Essa mesma lógica se aplica ao farmacêutico hospitalar, industrial, magistral, etc.

2a) SEJA TÃO BOM A PONTO DE NÃO PRECISAR FAZER PROPAGANDA DE VOCÊ MESMO

Eu estou escrevendo sobre o Rodrigo Hilbert e você está lendo esta reportagem porque a comparação da profissão farmacêutica com o ancora da GNT chamou sua atenção. Grandes empresas querem vincular sua imagem à do ator e, enquanto isso, Hilbert deve estar caçando um animal selvagem para assar no fogão a lenha que construiu hoje pela manhã... rs. Brincadeiras a parte, é inegável o poder do marketing pessoal do ator.

Tudo isso acontece sem que ele gaste um centavo. Mas como o bonitão consegue isso? Simples: o cara manda muito bem nas suas principais profissões (ator, apresentador e modelo) e faz questão de mostrar todas as suas outras habilidades para o público. Vou repetir: FAZ QUESTÃO DE MOSTRAR TODAS AS SUAS HABILIDADES. Ou seja, o segredo não reside simplesmente em ser bom, mas no fato de não ter medo de se expor.

Agora lhe pergunto amigo farmacêutico: Como está o seu marketing pessoal? O que você anda publicando nas redes sociais? Qual o link para sua página profissional no facebook? Você tem atualizado seu Linkedin? Não basta fazer diferente, nem fazer bem feito. O caminho do sucesso profissional passa pela exposição de marca. Só assim as pessoas que não convivem com você no dia a dia terão subsídios suficientes para falar bem do seu trabalho. Aqui deixo a máxima: não basta botar o ovo é preciso cacarejar!

3a) TENHA A CAPACIDADE DE ASSUMIR O ERRO E SEGUIR EM FRENTE

Em um episódio do seu programa de TV, exibido em 2016, o apresentador causou uma grande polêmica ao abater, tirar a pele e assar um filhote de ovelha. Rodrigo e o fazendeiro tiraram a pele do animal e cortaram a carne em vários pedaços para fazer o assado. Este evento causou uma grande revolta nas redes sociais. Após o ocorrido, o apresentador pediu desculpas e disse que a intenção era mostrar a vida de um homem do interior, e que, em respeito aos que se sentiram ofendidos, as cenas exibidas seriam tiradas do ar. O artista também informou que NÃO IRIA SE PRONUNCIAR NOVAMENTE SOBRE O ASSUNTO. Passados 18 meses do ocorrido, a imagem de bom moço de Hilbert está mais forte do que nunca.

Nós farmacêuticos precisamos desenvolver esta capacidade de seguir em frente, de aprender com os erros e não deixar que os mesmos nos atormentem. Uma cabeça cheia de medos não tem espaço para sonhos, quanto mais você ficar “remoendo” erros cometidos, e imaginando o que os outros pensarão a respeito do seu tropeço, menor será sua capacidade de realização. O segredo de Hilbert é se preocupar com que há por vir e colocar uma pedra sobre o que ficou para trás. Faça isso e você terá uma vida mais leve.

Por fim, estamos iniciando um novo ano, momento ideal para fazermos uma retrospectiva profissional. Sugiro então que você leia, em voz alta, três perguntas simples:

a) Que habilidades e competências eu adquiri em 2017?  
b) Como estou colocando estas habilidades em prática?
c) Estou conseguindo repercutir para outras pessoas a seriedade do trabalho que desenvolvo?

Se você precisar de tempo para pensar na resposta de algum dos questionamentos acima, é uma boa hora para rever os rumos da sua carreira. Movimente-se! O sucesso é amigo da ação e amante da atitude. Aprendi isso há algum tempo, e não foi com o Rodrigo Hilbert. Porém, ter analisado a carreira deste multi-profissional para escrever este artigo, só veio a reforçar uma das minhas convicções: (parafraseando Zeca Pagodinho) “camarão que dorme a onda leva”. Espante o sono e vá caçar, plantar ou construir algo!

* Professor do ICTQ (Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico), Bacharel em Farmácia, Administração de Empresas e Ciências Contábeis. Atua como consultor em gestão de varejo farmacêutico e é autor dos livros “Gestão Estratégica para Farmacêuticos” e “A Arte da Guerra para Farmacêuticos”.

Tags: piso farmaceutico, profissão farmacêutica, carreira farmacêutica

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