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População não teme a dengue

Apesar de a doença ter acometido cerca 1,4 milhão de brasileiros em 2013, apenas 11% dizem ter medo de contrair a dengue, segundo pesquisa do ICTQ.

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de cem países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em consequência desse mal. Apesar desses números, cerca de 89% da população brasileira não temem a doença, o que pode ocasionar falta de comportamento preventivo contra o vírus.

Esse número faz parte da pesquisa inédita do ICTQ – Instituto de Pesquisas e Pós-Graduação para Farmacêuticos, realizada em parceria com o Datafolha, que revelou quais doenças mais causam medo na população brasileira. A dengue fica em sexto lugar, com 11%, atrás do câncer, AIDS, diabetes, infarto e acidente vascular cerebral (derrame).

Com a chegada do verão, cresce a incidência do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. A disseminação da doença acontece principalmente até o mês de maio, com o aumento das chuvas. Em 2013, o Brasil notificou mais de 1,4 milhão de casos suspeitos, um aumento de mais de 54% em relação a 2012. No ano passado, entre janeiro e novembro, foram registrados 500 mil casos no Brasil.

Universo pesquisado

Para esse estudo do ICTQ foram realizadas quase duas mil entrevistas, em abril de 2013, distribuídas em 132 municípios, de forma a representar todas as regiões do País. Do universo pesquisado, 43% são jovens, até 34 anos, 20% têm entre 35 e 44 anos e 37% possuem 45 anos ou mais. A classe C compõe metade da amostra. Sete em cada dez entrevistados têm renda familiar mensal de até três salários mínimos, sendo que 69% são formados por pessoas economicamente ativas, com destaque para os assalariados registrados.

Entre a baixa citação dos que temem contrair a doença, a maioria está na região Sudeste e Sul do Brasil. Com relação à escolaridade, a população de nível superior é a que menos se preocupa com o problema, o que se repete no universo estabelecido por classes sociais, ou seja, a classe A é a que menos teme a doença, o que se repete no público com renda mensal mais alta.

“É fato que a dengue pode acometer qualquer pessoa, de qualquer classe social. Todos estão expostos a esse risco, mas parece haver uma concepção de que a doença está ligada a um determinado perfil socioeconômico – o que não é verdade. Infelizmente a dengue é muito democrática e, se não houver um comportamento de prevenção, ela poderá acometer a todos, indistintamente”, ressalta o diretor de Pesquisa, Comunicação e Marketing do ICTQ, Marcus Vinicius de Andrade.

Outros dados

O estudo revela ainda que, entre as doenças que mais assustam, o câncer, majoritariamente, e AIDS são as que mais trazem medo ou assustam a população. Num segundo plano, mais abaixo, situam-se algumas doenças crônico-degenerativas, como diabetes, problemas do coração e AVC.

O câncer foi mais citado entre os que possuem ensino superior e, tendencialmente, é mais temido entre as mulheres. A AIDS/HIV é mais preocupante entre os jovens, de 18 a 24 anos.

Problemas do coração e hipertensão são doenças que preocupam os mais velhos, especialmente a partir de 60 anos.

Doenças como câncer, diabetes e Alzheimer são mais temidas nas classes mais elevadas e entre os de maior renda familiar. Por outro lado, doenças contagiosas como AIDS têm mais citações nos segmentos menos favorecidos de classe e renda.

Esta mesma pesquisa do ICTQ também perguntou à população se consome algum tipo de medicamento regularmente e quais são esses produtos. Como resultados obteve que quase 74 milhões dos brasileiros (54% da população) usam algum tipo de medicamentos todos os dias e 20% da população têm acesso a produtos de tarja vermelha sem prescrição médica.

Entre as classes terapêuticas os analgésicos e anti-hipertensivos ocupam a liderança na lista dos medicamentos consumidos regularmente. Num segundo plano foram citados os anticoncepcionais, anti-inflamatórios e vitaminas. Maior taxa de consumo regular de medicamentos é encontrada entre as mulheres (65%) e entre os mais velhos, com 60 anos ou mais (79%).

Por região, verifica-se maior consumo regular no Norte e Centro-Oeste. O consumo de medicamentos está associado ao poder aquisitivo do entrevistado, sendo mais expressivo na classe A (63%) e entre os que possuem renda superior a dez salários mínimos (64%).

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