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Clínicas Farmacêuticas despertam protestos das Entidades Médicas

Mais de 70% dos brasileiros declaram praticar autoconsumo de medicamentos e quarenta por cento afirmam não saber como consumir um medicamento de forma adequada a fim de assegurar seus efeitos e eficácia com segurança. Esses dados fazem parte de uma pesquisa do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico em parceria com o Datafolha.

Frente a este cenário lamentável, uma excelente notícia para a sociedade é a abertura de clínicas farmacêutica, com a missão de contribuir com a promoção da saúde pública, resolvendo problemas simples, prescrevendo medicamentos isentos de prescrição médica e protegendo a qualidade de vida da população que, segundo o estudo do ICTQ, não sabe por exemplo, como lidar com os medicamentos.

No entanto, a péssima noticia é que algumas entidades ligadas à área médica são contra essas clínicas e resolveram apresentar denúncias contra elas. Dois casos nos chamam a atenção: um deles é no estado do Rio de Janeiro e outro em Minas Gerais.

O farmacêutico Silvio Antão, que abriu sua clínica farmacêutica na cidade maravilhosa, recebeu uma denúncia do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), alegando que, diante de várias indagações dos médicos afiliados ao órgão, o farmacêutico não poderia prescrever. “A denúncia partiu diretamente do presidente, Pablo Vazquez Queimadelos. Acredito que isso ocorreu por motivos políticos e institucionais. O pior é que ele desconhece a resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF)” relata o farmacêutico denunciado.

Antão conta que a primeira denúncia contra sua clínica ocorreu diretamente ao CRF-RJ e o presidente, Marcus Athila, deu ciência ao assunto, porém pediu ao órgão que identificasse onde estava sendo transgredida a lei, para o qual não houve resposta.

O Cremerj, não satisfeito, deu sequência à denúncia. Antão participou de audiência em março e conta que o juiz entendeu que não há indícios para a denúncia e que ele não infringiu a resolução 586/13 do CFF.

“Cada classe luta pelos próprios interesses. No caso da classe médica, além da vaidade, há o fator econômico. Como somos da classe que mais entende de medicamentos, ganharemos nosso espaço e cada paciente dentro do meu consultório é um paciente a menos em um consultório médico”, polemiza ele.

Antão ressalta que a classe médica sempre teve a certeza de ser onipotente e, com isso, se esqueceu que o principal membro da equipe multidisciplinar é o próprio paciente, já que sem ele não há atendimento. “Temos que redescobrir a humanização do atendimento ao paciente, trazê-lo a acompanhar o tratamento para que tenha maior eficácia. Quem vai prescrever é o que menos importa. O importante é o restabelecimento da saúde do paciente”, fala ele. O farmacêutico declara que recebeu total apoio do Conselho Regional de Farmácia do Estado que, além de defender a sua causa, comprou essa briga com ele.

O caso de Minas Gerais

A outra polêmica recente aconteceu em Belo Horizonte, quando o farmacêutico Henrique Marquez Henriques desenvolveu um projeto de gravar vídeos e criar um canal no YouTube com o intuito de divulgar conhecimento verdadeiro e ético sobre homeopatia, florais e fitoterápicos, além do serviço de prescrição farmacêutica. O projeto é novo, mas já conquistou importante repercussão por muitas pessoas em todo o Brasil. Dentre elas estão clientes, pacientes, leigos, homeopatas e outros profissionais da saúde.

Desta vez, o autor da denúncia foi a Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB), por intermédio do seu presidente, Ariovaldo Ribeiro Filho. A entidade enviou um ofício de denuncia à Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH). Para a associação, Henriques estava invadindo o espaço do médico homeopata. Porém, felizmente, denúncia não gerou resultados para o reclamante.

“Acredito que a homeopatia não tem dono, não é do médico, não é do farmacêutico, não é do terapeuta e de nenhum outro profissional. A homeopatia é uma ciência universal que pertence a todos. Para exercê-la precisamos seguir as leis vigentes, muito estudo e muita capacitação, respeito, verdade e amor”, defende o farmacêutico.

Para ele, a união e definição de atuação entre todos os homeopatas é uma solução para o caso. Só assim conseguirão auxiliar e atender a todas as demandas da população em relação à homeopatia. “Não há número suficiente de homeopatas no Brasil para atender à população, ou seja, há campo de trabalho para todos. Necessitamos conversar e ajustar os pontos de atrito com urgência, pois a população não pode mais esperar as brigas de egos”, dispara ele, que acrescenta dizendo que o médico enxerga o farmacêutico somente como manipulador de medicamentos, nada mais. “Eu acredito que ele se sente ameaçado com a possibilidade de perder mercado. Resolveremos isso com muito diálogo e fazendo nossa tarefa de farmacêutico prescritor muito bem feita, para sensibilizar a sociedade”.

Já para Antão, ver farmacêuticos caminhando em busca de seus sonhos, saindo de casa para fazer cursos de pós-graduações em prescrição farmacêutica é uma vitória para a categoria. “Tenho certeza de que os colegas não aceitam mais ser simplesmente farmacêuticos burocratas. Quero contribuir com a classe e contar minha história e a forma como luto diariamente para ter meus consultórios lotados e com grande aceitação pela população”, enfatiza o farmacêutico.

Exemplo ímpar

Fundamental também ressaltar o lançamento, em Curitiba, do Projeto de Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica, que faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (QualifarSUS), do Governo Federal.

Com o objetivo de aplicar no SUS o conceito de clínica farmacêutica, o Ministério da Saúde identificou na rede municipal de saúde de Curitiba um polo para a implementação do projeto piloto que deverá ser estendido a outros municípios brasileiros. O projeto recebeu investimento em torno de R$ 400 mil. A experiência foi financiada por meio do projeto Qualisus Rede – cooperação entre o Banco Mundial e o Mistério da Saúde, que tem como proposta de intervenção apoiar a organização de redes de atenção à saúde no Brasil.

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