Antibióticos podem causar asma e rinite em crianças

Antibióticos, podem causar asma e rinite em crianças

Estudo publicado na revista científica Jama Pediatrics (publicada nos Estados Unidos) trouxe um alerta sobre o uso sem controle de antibióticos na infância. Na pesquisa foi constatado que crianças podem desenvolver problemas como alergias alimentares, asma, dermatites, rinites e conjuntivites caso não tenham controle no consumo do medicamento. 

Para concluir o levantamento, o Sistema Militar de Saúde (rede que atende militares e familiares nos EUA) colheu informações de 798.426 crianças, entre 2001 e 2013. Na pesquisa foi possível identificar que 17% delas foram tratadas com um ou mais tipos de antibióticos em algum momento de suas vidas. Entre os produtos tinham medicamentos à base de penincilina, penincilina com inibidor de beta-lactamase, cefalosporina, sulfonamida e macrólido.

No estudo, os pesquisadores chegaram à conclusão que o uso de penincilina aumentou o risco de alergias em cerca de 30%, o de macrólido em 28% e o de cefalosporina em 19%, se comparado às crianças que não tomaram antibióticos.

No entanto, o autor do trabalho, Sidney E. Zven, pede cautela. Segundo ele, o objetivo não é criar pânico na população em relação aos antibióticos, nem desmerecer a eficácia dos medicamentos. “Não queremos aumentar o medo de antibióticos. Quando uma criança precisa de um medicamento desse segmento, ela deve, absolutamente, tomá-lo. Mas temos que dizer aos pais porque estamos prescrevendo ou não”, explica.

O pesquisador também fala sobre a importância da orientação no consumo de medicamentos, função que é exercida diariamente pelos  profissionais farmacêuticos. “É realmente importante concentrar-se na administração de antibióticos. Na minha perspectiva, essa é uma das principais implicações do estudo”, enfatiza.

Antibióticos e superbactérias

Em novembro de 2018, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o uso inadequado de antibióticos e outros medicamentos. Isso porque o consumo desses produtos sem prescrição médica ou orientação do farmacêutico pode resultar no que as autoridades sanitárias definem como resistência antimicrobiana, fenômeno caracterizado pelo desenvolvimento de superbactérias capazes de resistir aos efeitos dos tratamentos.

Os casos acontecem quando bactérias são expostas, repetidas vezes, ao uso de medicamentos como antibióticos e antivirais, por exemplo. Com o consumo inadequado, esses compostos químicos param de funcionar, deixando o organismo desprotegido dos agentes etiológicos que causam as doenças, limitando as possibilidades terapêuticas para o paciente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a reação adversa a medicamentos (RAM) é definida como qualquer evento nocivo, não intencional e indesejado, que ocorre durante o uso de determinado medicamento para prevenção, diagnóstico ou tratamento de enfermidades.

O problema é tão sério que, em 2015, a OMS lançou o Plano de Ação Global em Resistência a Antimicrobianos. A iniciativa serviu como base para que diversos países pudessem traçar estratégias de combate ao uso indiscriminado de medicamentos. 

Antibióticos e reações alérgicas

Em recente entrevista ao Portal do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, o farmacêutico e professor da Instituição, Edson Luiz Oliveira, falou sobre a classe de medicamentos que mais costuma causar reações alérgicas em pacientes.

“Os medicamentos mais frequentemente envolvidos nas alergias são os antibióticos (betalactâmicos), antitérmicos e AINEs. Clinicamente as reações são divididas em imediatas ou tardias, sendo a pele o órgão mais envolvido nas alergias aos medicamentos”, explica ele (leia a matéria completa aqui).

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