Farmácia é denunciada após vender ivermectina por R$ 570

Farmácia é denunciada após vender ivermectina por R$ 570

Uma farmácia de manipulação em Cuiabá (MT) foi denunciada após, supostamente, colocar à venda o medicamento ivermectina por R$ 570, aumentando em uma semana mais de 866% no valor do produto. Na quarta-feira (01/07), o estabelecimento sofreu uma ação de fiscalização com a presença Polícia Civil e do Procon. O fármaco tem sido indicado, por alguns médicos, para o tratamento do novo coronavírus (Covid-19).

A denúncia foi realizada por uma consumidora que alega ter comprado 60 cápsulas  do medicamento, em 16 de junho de 2020, pelo valor de R$ 59. Contudo, no dia 23 do mesmo mês, o preço da mesma quantidade do produto teria sido ajustado para R$ 570.

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Segundo o G1, a consumidora ficou revoltada com o aumento no preço da substância, que aconteceu em poucos dias. Inconformada, ela procurou as autoridades e registrou ocorrência. Com base na denúncia, os policiais da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) e a equipe de agentes do Procon se deslocaram até a farmácia de manipulação. No local, eles foram recebidos pela empresária responsável pelo estabelecimento, que apresentou cópias das notas com informações de compra do insumo.

Custo alto

De acordo com a empresária, a matéria-prima do fármaco sofreu um reajuste abusivo, em um curto período. Em 2019, a farmácia teria comprado o quilo do insumo utilizado na manipulação da ivermectina, que é importado da China e da Índia, pelo valor de R$ 105. No entanto, em junho de 2020, a mesma quantidade teria custado R$ 3,4 mil, representando um acréscimo de 3200% no preço, conforme destaca o portal O Bom da Notícia.

Segundo a dona da farmácia, outros medicamentos que também estão sendo utilizados no tratamento da Covid-19, como a hidroxicloroquina, por exemplo, também tiveram o preço ajustado pelo fabricante do insumo. Nessa situação, o valor do quilo do produto aumentou de R$ 1,7 mil para R$ 8 mil.

Após sofrer a ação de fiscalização, a dona da farmácia de manipulação terá um prazo para apresentar defesa formal junto ao Procon. Além disso, ela também deverá prestar depoimento à polícia. Caso a investigação constate a prática abusiva por parte do estabelecimento, será lavrado um auto de infração e o local poderá sofrer sanções administrativas.

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Aumento de denúncias

Segundo o secretário-adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, Genilto Nogueira, em meio à pandemia, as denúncias de preços abusivos têm sido constantes. Contudo, ele garante que muitos estabelecimentos estão atuando corretamente, mesmo com muitas dificuldades, principalmente, para importação de insumos.

“Dentre várias fiscalizações, em conjunto com a Decon, fizemos ações importantes de verificar esse aumento maluco que houve do distribuidor de hidroxicloroquina, que teve um percentual de 500% de aumento para as farmácias de manipulação e da ivermectina que também teve aumento do revendedor para a farmácia de manipulação de mais de 3.200% de aumento. Quer dizer, foram aumentos abusivos nesse sentido. Vamos procurar investigar de onde eles estão comprando e o que justificou esses aumentos dos revendedores para as farmácias de manipulação”, disse ele, em entrevista publicada no portal O Bom da Notícia.

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