Annita reduz carga viral da Covid-19, afirma Governo

Annita reduz carga viral da Covid-19, afirma Governo

Segundo informação divulgada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, o medicamento nitazoxanida (conhecido como Annita) é capaz de reduzir a carga viral do novo coronavírus (Covid-19). A declaração foi feita em cerimônia no Palácio do Planalto ontem (19/10), após um estudo clínico ter comprovado, de acordo com o Governo, de forma científica, a eficácia do fármaco no tratamento de pacientes.

“As vantagens desse medicamento: ele é de baixo custo, não tem efeitos colaterais sérios e pode ser usado com segurança. Ele não pode ser usado para fazer a prevenção, só depois da detecção do vírus. Temos agora uma ferramenta que o Ministério da Saúde (MS) pode utilizar para ajudar a salvar vidas”, declarou o ministro do MCTI.

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Segundo Pontes, em fevereiro de 2020, a pasta criou a RedeVírus MCTI, que contou com cientistas que auxiliaram nas diretrizes de combate à Covid-19. Nesse sentido, uma das iniciativas foi a busca de um medicamento de reposição que fosse eficaz contra a doença, pois, caso a substância se mostrasse capaz de tratar o vírus, ela já estaria nas farmácias disponível à população.

“Foi um trabalho incansável de cientistas, desde fevereiro, testando dois mil medicamentos, inteligência artificial, usando modelamento matemático, computação gráfica, desse dois mil foram escolhidos cinco para testes em laboratório. Dos cinco, a nitazoxanida mostrou 94% de capacidade de inibir o vírus, então, foi para os testes clínicos”, afirmou Pontes.

Ainda na cerimônia, o ministro se mostrou bastante otimista com os resultados: “O que eu posso dizer é que nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. Com essa redução da carga viral, significa que reduz o contágio nas pessoas que tomam o medicamento nos primeiros dias, reduz a capacidade de contágio e diminui a probabilidade dessa pessoa aumentar os sintomas, ir para o hospital e falecer", destacou.

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O estudo

De acordo com a pasta, os testes foram realizados com mais de 1.500 voluntários, que apresentaram sintomas comuns da infecção, como febre, tosse seca e fadiga, por mais de três dias. Esses pacientes teriam sido submetidos a exames clínicos e coletas de RT-PCR para confirmar se, de fato, testaram positivo para a doença.

Esses pacientes receberam a medicação em casa, com acompanhamento de uma equipe médica e, posteriormente, retornaram para realizar exames.

"Esses pacientes eram acompanhados de forma remota até sete dias após a terapia. Constatamos que a nitazoxanida, em comparação com o placebo, acarretou, ao final da terapia, redução significativa da carga viral e um maior número de pacientes com resultado negativo para o Sars-Cov-2", explicou a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Patrícia Rocco, responsável pela condução do estudo.

Por fim, ela complementou: “Esse resultado é de extrema importância, já que a nitazoxanida é uma medicação que tem ampla distribuição em território nacional, podendo ser utilizada por via oral, não necessitando internação hospitalar. Na dose utilizada, não apresenta reações adversas graves. A redução da carga viral implica em menor gravidade, em menor transmissibilidade do vírus”, finalizou.

Vale ressaltar que a informação passada pelo Governo tem sido alvo de críticas pela imprensa nacional e por pesquisadores, pois, não apresentou, durante o anúncio em 19 de outubro de 2020, dados sobre os testes clínicos.

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