Consumo em excesso de álcool, aspirina e paracetamol deve ser evitado após ser vacinado contra a Covid-19

Deve-se evitar o consumo de álcool, aspirina e paracetamol após ser vacinado

Pesquisadores europeus concluíram que o consumo de bebidas alcoólicas em excesso e de medicamentos como aspirina e paracetamol devem ser evitados após receber vacina contra a Covid-19, revelou a Istoé Dinheiro.

Segundo a professora e imunologista da Universidade de Manchester Sheena Cruickshank, quando uma pessoa consome bebidas alcoólicas na noite anterior ou alguns dias depois de ser vacinada, o sistema imunológico não funciona totalmente, o que pode prejudicar o objetivo final da vacinação.

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Também a Sociedade Espanhola de Imunologia lembra que o consumo de álcool e drogas tem um efeito imunossupressor. O farmacêutico e professor da pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica no ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Daniel Jesus, concorda e revela que há outros problemas, como “piorar sistemas como o hepático, assim como ocorre com o paracetamol”.

Quanto ao paracetamol, a Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária elaborou uma diretriz na qual afirma que não é necessário recomendar sistematicamente o uso do medicamento para prevenir possíveis efeitos secundários da vacina. Segundo o órgão, o correto é tomar paracetamol após a vacinação somente se forem verificadas reações adversas.

De outra forma, o fármaco não é recomendado, pois não tem qualquer utilidade. Já o professor do ICTQ diz que seu uso em excesso pode até prejudicar o imunizante. “Existe comprovação que o uso de parcetamol prévio à vacina pode diminuir sua eficácia. Em excesso pode-se causar problemas graves no fígado”, adverte Jesus.

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Já a aspirina é um dos medicamentos recomendados para aliviar os efeitos secundários das vacinas. No entanto, uma parte da população passou a tomá-la como forma de prevenir coágulos sanguíneos que algumas vacinas podem causar, uma vez que há estudos científicos que sugerem que o ácido acetilsalicílico previne tromboses ou AVC’s.

Para Daniel Jesus, tomar ácido acetilsalicílico não contribui para redução dos riscos. “Acredito que tomar ácido acetilsalicílico não vai alterar substancialmente nenhum risco, principalmente em relação aos efeitos colaterais. A aspirina, como qualquer outro fármaco, tem efeitos colaterais que podem somar-se ao aumento do sangramento e efeitos gastrointestinais”.

Outras vacinas 

Já um estudo divulgado em 2009 na revista britânica "The Lancet" descobriu que o hábito comum dos pais de darem aos filhos paracetamol para evitar reações adversas após vacinas pode comprometer a eficácia dos imunizantes, principalmente quando em excesso. 

Nesse sentido, vale reforçar que, recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta sobre os riscos do uso indiscriminado de paracetamol, em todas as apresentações. Segundo o órgão regulador, isso pode levar a eventos adversos graves, incluindo hepatite medicamentosa e morte.

De acordo com a Anvisa, o paracetamol vem sendo utilizado para aliviar sintomas de eventos adversos pós-vacinais, como febre e dores de cabeça. Entretanto, a utilização incorreta pode causar eventos adversos graves, com desfecho fatal quando o uso é prolongado ou acima da dose máxima diária. Por isso, a orientação do médico ou do farmacêutico é fundamental. 

“Deve-se ter em mente que para qualquer medicamento existe um risco associado ao seu consumo. Por isso, é fundamental que o produto seja utilizado de forma correta, seguindo as recomendações de bula e as orientações dos profissionais de saúde”, destacou a Agência.

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