Liderança Farmacêutica sem teorias de Coaching

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Os conhecimentos na área de liderança e gestão de processos são fundamentais para que um gestor de farmácias atinja alta performance no seu negócio. Ao contrário do que muitos pensam, a liderança não é uma característica unicamente nata, ela pode ser adquirida por meio do estudo de seus métodos.

Para o farmacêutico professor do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, dr. Leonardo Doro Pires, antes de tudo, o farmacêutico precisa entender o papel da liderança dentro de um ambiente corporativo. É a liderança que leva a equipe ao atingimento de resultados. É o engajamento do líder que inspira os liderados a derrubar as barreiras que separam o mediano daquele de alta performance. “Além de trabalhar sua inteligência emocional, para o farmacêutico se tornar um líder ele precisa desenvolver as competências de negociação e comunicação”, fala ele.

Em termos de conhecimentos para a gestão e liderança na farmácia, o farmacêutico professor do ICTQ, dr. Eduardo Abreu, afirma que o primordial é entender de pessoas, como elas pensam, como agem, ao que reagem e de que forma elas o fazem.

Um negócio é baseado em processos, mas executado por pessoas. Cada processo exige características fundamentais para sua execução e competências críticas que farão toda a diferença. Por exemplo, para o atendimento ao público é necessário que a pessoa seja desinibida, comunicativa.

Essas competências precisam ser desenvolvidas pelo farmacêutico gestor. “É essencial considerar que essas competências não são treinadas na faculdade e que é necessário se desenvolver, praticando. Organização, gestão do tempo, análise situacional, elaboração de planos e boa comunicação são o básico para desenvolver estratégias de liderança. As pessoas são lideradas por quem tem visão e obstinação pelo cumprimento das metas”, defende Abreu.

Já para o farmacêutico professor do ICTQ, dr. Horison Lopes, é fundamental o farmacêutico ter conhecimento sobre Gestão Participativa, com base na Liderança Situacional (LS). “Para isso, ele precisa desenvolver algumas competências, principalmente, comportamentais, que são imprescindíveis para dirigir uma equipe de alta performance”. Ele exemplifica:

  1.  Utilizar novos modelos mentais, quebrando preconceitos (comportamento disruptivo);
  2.  Capacidade de inovar (busca constante do novo);
  3.  Desenvolver resiliência (superar problemas e desafios sem perder o foco);
  4.  Visão e comportamento proativos (antecipar acontecimentos);
  5.  Planejamento (um olhar constante para o futuro, respondendo às situações inesperadas com eficácia);
  6.  Ser intraempreendedor (desenvolver visão holística, preocupar-se com o futuro e buscar soluções de grande alcance interno);
  7.  Possuir comunicação ativa (expressar opiniões, desenvolver argumentos e escutar sugestões e críticas);
  8.  Ser otimista (crer que todos podem desenvolver produtividade com eficiência e eficácia); e
  9.  Estar alinhado com a Missão, a Visão e os Valores da organização.

Ferramentas de liderança

Lopes defende que a ferramenta Liderança Situacional possui todos os ingredientes para desenvolvimento de equipe altamente eficaz. Ela considera o desenvolvimento individual como base para a capacitação e a atuação como coach de equipe para integração e de acompanhamento de resultados.

As dinâmicas são aplicadas de modo crescente com base no amadurecimento de cada integrante da equipe e levam a um estágio final: a fase do especialista com maturidade e empoderamento.

Abreu cita outras ferramentas, como análise de perfil comportamental de cada integrante da equipe, definição de perfil comportamental para cada função, análise de desempenho e treinamento individualizado, feedback constante e presença (ter tempo para os liderados). “Existem algumas técnicas para aumento do engajamento da equipe, como atividades em grupo, incluindo reuniões produtivas, comemoração de resultados, desafios (atos de liderança), capacitação por meio de cursos, visitas em outras empresas etc.”, lista ele.

Conceitualmente, liderança situacional é aquela moldada de acordo com a variação das situações apresentadas. Um líder situacional tem a capacidade de adequar-se ao momento, fazendo com que seus liderados reajam positivamente aos desafios enfrentados. “Costumo dizer que liderar de forma situacional é aplicar uma ‘vacina anti-mimimi’ na equipe. O feedback franco, positivo e negativo, é a única forma de atingir este nível de gestão. Esse líder deve, dentro de todo mês corrente, separar 30 minutos de seu expediente para ter um momento transparente de feedback, de forma individual, com cada um de seus liderados”, defende Pires.

Ele acrescenta que o feedback, sincero e estruturado, é uma das ferramentas mais poderosas de gestão de pessoas. Após a sua realização, o líder deve, junto com o liderado, montar um plano de desenvolvimento individual, para neutralizar os pontos fracos do seu colaborar.

Diferentes níveis, diferentes lideranças

Para Abreu, pensando como um time de futebol, a estratégia é como posicionar o time em campo, portanto todos devem entender seu papel no grupo e qual espaço ocupam. A tática é como o time se movimenta, quem cobre o espaço de quem quando ele se movimenta em alguma direção. Quem corre pra cabecear quando vem escanteio. O operacional é a troca de passes em si, o chute, a corrida. Enfim, o que cada um faz no dia a dia.

Lopes também explica os níveis estratégico, tático e operacional:

  • Estratégico: a gestão no nível estratégico e institucional é fundamental para o cargo mais alto da organização. Nesse nível, além da necessidade de relacionamento produtivo com todos os stakeholders, é fundamental promover a integração de todos os departamentos e setores sob seu comando. A gestão de conflitos é qualidade intrínseca do gestor.
  • Tático: nesse nível, o gestor deve aplicar toda a experiência discutida anteriormente, valorizando os níveis situacionais e, principalmente, a comunicação e a confiança de mão dupla com todos os comandados, os iguais e os superiores. Normalmente, os gerentes médios estão nesse nível.
  • Operacional: o gestor necessita possuir alto nível de conhecimento técnico para liderar produtivamente a equipe. Deve ter alto poder de ação prática e determinação para desenvolvimento sustentável.

“De maneira geral, podemos dividir os líderes nos seguintes estilos: a) Liderança Autocrática – esse é o estilo centralizador de liderança, exercida pelos antigos chefes; b) Líder Democrático – é aquele que envolve toda a equipe nas decisões, isso gera engajamento e potencializa a liderança; c) Líder Liberal – é aquele que delega responsabilidades, muitas vezes em demasia, podendo comprometer o resultado do trabalho, e, por fim; d) Liderança Situacional, em que o líder adapta a liderança conforme os desafios enfrentados. Particularmente, prefiro a liderança democrática a todas as outras”, dispara Pires.

Para Lopes, o chefe não funciona mais. A liderança atua entre o autocrata e o democrata. A atuação autocrata é somente útil quando o liderado está no estágio inicial do trabalho. Delegar para um novato é o mesmo que ‘delargar’ (abandonar). A partir do desenvolvimento, o liderado vai amadurecendo, paulatinamente, e merecendo o empoderamento até virar um especialista. “Lideranças coercitivas e tirânicas não são mais aceitas no mundo globalizado”, pondera ele.

Valorização da equipe para retenção de talentos

De acordo com Abreu, a primeira ferramenta para a valorização da equipe é a democracia, envolvendo as pessoas nas decisões e oportunizando que tenham voz. “Também é válida a promoção de amizades dentro do ambiente de trabalho, assim como o reconhecimento dos esforços, mais do que dos resultados”, acredita.

Para o desenvolvimento da equipe, Abreu recomenda que, após análises swot individuais, seja feita a verificação da evolução do que foi apontado. Não há como generalizar isso, pois cada pessoa tem seus pontos fortes e fracos, assim como oportunidades e ameaças inerentes à sua função.

Pires comenta que a maior ferramenta de valorização é o reconhecimento, seja ele na forma financeira (bônus) ou numa forma simbólica, como reconhecer o trabalho de alguém na frente de todos da equipe.

Em termos de indicadores de desempenho, se a equipe for operacional, eles devem ser de produtividade (ex. número de unidades vendidas). Para equipes táticas, Pires sugere indicadores ligados à execução de projetos (%) e performance de equipe (metas financeiras de vendas, por exemplo) e, no nível estratégico, as metas estão 100% atreladas ao atingimento da visão da empresa, como índice de satisfação dos clientes, faturamento da companhia etc.

Lopes defende que o líder coach orientador consegue aplicar positivamente campanhas motivacionais e cargos e carreiras com base na meritocracia. Quando o liderando confia na gestão e na empresa, ele permanece mais tempo, pensando na sua carreira. “A geração Y tem pouca paciência em ambientes conservadores e sem desafios, com pouca possibilidade de capacitação e desenvolvimento”, ressalta ele.

Ele defende que as pessoas é que fazem a diferença nas empresas. São elas que atendem aos clientes passando confiança e fazendo com queiram retornar e se tornarem fiéis.

A força do líder

Pires escreveu em seu artigo, intitulado O Despertar da Liderança Farmacêutica (leia aqui), publicado no Portal de Conteúdo do ICTQ, que no País, durante muito tempo, a profissão farmacêutica esteve em segundo plano, fora dos holofotes. “Por mais que busquemos culpados por uma condição profissional desprivilegiada que figurou num passado recente, não os encontraremos. A verdade é que a falta de liderança profissional, de brilho nos olhos e entusiasmo, por décadas, maculou a imagem da farmácia brasileira”, destacou ele.

Mas Pires menciona que isso ficou para trás e que, atualmente, muitos olhos brilham. Há o medicamento genérico, a prescrição farmacêutica, a lei 13.021/14 (que trata a farmácia como unidade de prestação de serviços voltados para assistência à saúde) e um interesse crescente pela gestão farmacêutica. Não faltam temas para serem discutidos e, tampouco, profissionais que durante uma palestra, ou mesmo nas redes sociais, erguem o dedo para colocar sua opinião, defender seu ponto de vista e exercer sua liderança profissional.

Os farmacêuticos estão assumindo seus lugares nas clínicas e consutorios farmacêuticos, retomam o protagonismo na frente de loja do varejo farmacêutico e se orgulham de bordar a palavra farmacêutico e o nome no bolso dos jalecos. Tornam-se imprescindíveis no bilionário mundo da indústria farmacêutica e debatem as eleições para seus representantes de classe.

“Enfim, lideranças surgem por todo o País, nas mais diversas áreas, revigorando nossa profissão. As cabeças não estão mais baixas e os olhares flertam com o horizonte. Nós retomamos as rédeas da farmácia e não a largaremos mais. Somos farmacêuticos, somos líderes e vamos implantar nosso novo conceito de liderança: líderes são aqueles que formam líderes. A próxima geração olhará para cima!”, finaliza Pires.

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