Igreja vende falso medicamento para Covid-19 e câncer com ativo de desinfetante

Igreja vende falso medicamento para Covid-19 e câncer com ativo de desinfetante

Vários líderes da Igreja Genesis II de Saúde e Cura foram presos acusados pela venda de um falso medicamento intitulado Solução Mineral Milagrosa, ou MMS (na sigla em inglês), como se o produto fosse um fármaco eficaz contra várias doenças, entre elas: Covid-19, malária, câncer e até para o autismo. As investigações aconteceram nos Estados Unidos e as autoridades daquele país revelaram mais detalhes sobre o caso.

O suposto medicamento, MMS, é uma solução de cloreto de sódio e água destilada. A instrução era que ele fosse misturado com um ‘ativador’, por exemplo, ácido cítrico, para transformá-lo em dióxido de cloro. Segundo a BBC, o produto é considerado tóxico para o consumo de seres humanos, conforme detalha especialistas.

O cloreto de sódio e o dióxido de cloro são ingredientes ativos de alguns desinfetantes, além de ter outras utilizações industriais, como para fabricar papel, por exemplo.

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Após a repercussão do caso, o Food And Drug Administration (FDA), órgão que controla a liberação de medicamentos em território americano, emitiu um alerta de que o MMS pode causar vômitos, diarreia ou reduzir a pressão arterial a níveis considerados perigosos.

Os envolvidos

Um dos fundadores da igreja, Mark Grenon, foi preso, recentemente, na Colômbia, junto com um de seus filhos que também é investigado, Joseph Grenon. Ambos são acusados pela polícia dos Estados Unidos de promover e comercializar o falso medicamento contra o novo coronavírus e outras doenças.

Outros membros da família, que também são filhos do fundador da igreja, Jonathan Grenon e Jordan Grenon, foram presos nos Estados Unidos sob a mesma acusação.

Além da família Grenon, outro homem é investigado no caso, Jim Humble, que é um dos fundadores da igreja e chegou a dizer no seu site pessoal: "Queremos criar um mundo sem doenças".

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Lucro com as vendas

Documentos vistos pela BBC dão conta de que os Grenons chegaram a faturar cerca de US$ 120 mil (algo em torno de R$ 670 mil) por mês com as vendas do MMS.

Até o momento, os membros da família Grenons são os únicos réus no processo. Os quatro são acusados de conspiração para cometer fraude em território americano, violação da lei federal de alimentos, medicamentos e cosméticos, e de não colaborar com investigações.

Atividade em outros países

Segundo autoridades da Colômbia, país em que foram presos alguns dos acusados, os Grenons "também venderam a 'poção' em território colombiano e, de Santa Marta, coordenaram os embarques para países africanos". Contudo, a promotoria não quis se manifestar em virtude da investigação ter sido aberta nos Estados Unidos.

Em Santa Marta, na Colômbia, local em que os acusados foram presos, eles também eram responsáveis por um ‘centro de recuperação’ com foco no MMS, de acordo com os documentos da investigação.

Segundo a BBC, as relações internacionais da Igreja Genesis II também incluem seguidores em outros países da América Latina.

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