Covid-19: fabricante de cigarros poderá lançar vacina à base de tabaco

Covid-19: fabricante de cigarros poderá lançar vacina à base de tabaco

A British American Tobacco (BAT), fabricante dos cigarros Lucky Strike, entrou na corrida contra indústrias farmacêuticas de todo o mundo para lançar uma vacina eficaz na imunização do novo coronavírus (Covid-19). Atualmente, a empresa aguarda a autorização do Food and Drug Administration (FDA) para testar seu antígeno à base de plantas de tabaco.

A informação foi confirmada pelo diretor de marketing da empresa, Kingsley Wheaton: "Estamos otimistas. É uma parte importante da nossa estratégia para tentar construir um futuro melhor", disse ele, em comunicado à imprensa.

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As pesquisas estão sendo feitas na Kentucky BioProcessing (KBP), subsidiária da BAT, nos Estados Unidos, e utilizam plantas de tabaco para o desenvolvimento da substância imunizante experimental, que é derivada da sequência genética do novo coronavírus. Segundo a BAT, elementos presentes no antígeno se acumulam nas plantas de tabaco dentro de seis semanas, enquanto outros métodos levam muitos meses.

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Ironicamente, plantas pertencentes à família do tabaco, produto que está, diretamente, associado aos problemas pulmonares, estão servindo de base para o antígeno de algumas empresas que estão na busca da substância imunizante contra a Covid-19. Em 13 de julho de 2020, a Medicago, empresa bioquímica do Canadá, controlada parcialmente pela Philip Morris International, iniciou os testes de sua vacina em humanos.

No entanto, a novidade é que a fabricação da candidata a se tornar vacina é baseada na Nicothiana Benthamiana, também conhecida como tabaco selvagem, que é uma planta nativa da Austrália e considerada prima da espécie do tabaco utilizado para a produção de cigarros e charutos, a Nicotiana tabacum.

Os testes

No caso da Medicago, os testes de fase 1 deverão ser realizados de maneira randômica duplo-cega, que é quando nem os médicos ou os pacientes sabem se foi aplicado a vacina ou um placebo. Nesse caso, a análise contará com a presença de 180 voluntários saudáveis, entre homens e mulheres com idades de 18 até 55 anos, que receberão doses administradas de 3.75, 7.5 ou 15 microgramas.  

Em informação divulgada à imprensa, a empresa disse que estima produzir 100 milhões de doses do antígeno, até o final de 2021, caso a eficácia da substância seja confirmada.

Corrida

Atualmente, existe algo em torno de 24 vacinas em fase avançada de testes contra o novo vírus. Contudo, a cientista da Organização Mundial de Saúde, Soumya Swaminathan, destaca que, provavelmente, 10% têm chance de obter êxito contra a doença.

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