Farmacêutico combate fake news sobre Covid-19 e monta projeto social

Farmacêutico combate fake news sobre Covid-19 e monta projeto social

O farmacêutico clínico intensivista Arnon de Melo Andrade Junior criou um projeto social de esclarecimento e combate a notícias falsas sobre a Covid-19 em Caetés (PE). O foco do projeto são pessoas idosas e do grupo de risco que moram em bairros com alto índice de casos suspeitos e na zona rural do município.

Andrade reuniu um grupo de voluntários da área da saúde que inclui, além farmacêuticos, enfermeiros, fisioterapeuta, nutricionista e outros apoiadores. Eles distribuem material informativo com instruções e medidas de prevenção ao novo coronavírus e kits de máscaras e álcool em gel aos moradores da região. Durante o final de semana são feitas visitas à população rural – aproximadamente 100 sítios são visitados.

Localizada a 245 quilômetros da capital, Caetés tem cerca de 29 mil habitantes. Segundo o farmacêutico, o município tem grande parte da população idosa, acometida de doenças crônicas, muitos acamados ou de locomoção reduzida e com baixo grau de escolaridade, perto do analfabetismo. “Diante de tudo isso, ações sociais, em um momento tão difícil, que reduzissem os impactos da Covid-19, foram a base para a idealização do projeto”, frisa.

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A iniciativa conta com o apoio dos comerciantes da região. “Pedimos ajuda aos empresários da cidade e conseguimos máscaras e álcool em gel. Mesmo no momento de crise econômica, ainda encontramos drogarias, como a rede Caetés, que forneceram grande parte das doações até agora”, afirma o farmacêutico.

De acordo com Andrade, a ideia do projeto surgiu a partir da observação da falta de informação de boa parte da população local acerca da Covid-19. “Em uma entrevista à rádio comunitária de Caetés, percebi o quanto a população estava desprotegida, sendo guiada por informações de leigos e principalmente fake news”, diz o farmacêutico.

“Diante da pandemia, vi a oportunidade de ajudar minha cidade por meio de ações que visassem diminuir os impactos vindouros”, continua. “Minha família é do campo, de agricultores, isso foi uma das maiores motivações. Doar-me por minha gente, minhas origens, e promover o cuidado farmacêutico em forma de agradecimento ao meu povo”, assinala Andrade.

O farmacêutico lembra que mais chamou a sua atenção nas visitas realizadas foram os idosos e seus cuidadores não saberem sequer utilizar corretamente os equipamentos de proteção individual (EPI’s). “Visitamos idosos com doenças demenciais em que os cuidadores necessitavam de orientações técnicas básicas, e fizemos treinamentos com eles”.

Em uma ação à parte do projeto, o grupo levou cestas básicas para famílias em situação de pobreza estrema. “Em uma residência que realizamos as ações, o agradecimento por gestos tão simples nos motivaram a permanecermos firmes no propósito de alçarmos toda a população em situação de risco”, salienta o farmacêutico.

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Andrade é também professor universitário e de pós-graduação e faz residência na área de nefrologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele realiza a transmissão de aulas virtuais direcionadas aos profissionais de saúde e mantém um canal de comunicação com a sociedade para esclarecimento de dúvidas sobre o novo coronavírus.

 

As aulas são difundidas pelo seu canal no Instagram (@caetes_maior) uma vez por semana, previamente divulgadas em grupos de redes sociais e no próprio canal. Todos podem fazer perguntas durante a transmissão das aulas e a temática tem como base as fake news disseminadas, que têm causado insegurança até nos profissionais da saúde. “Na maioria das aulas elaboro conteúdo com base na virologia, farmacologia e biossegurança, desfazendo cientificamente quaisquer fake news”, afirma.

Fazem parte do treinamento ainda instruções sobre a melhor forma de utilizar os EPIs. “Nós elaboramos vídeos para repassar informações, como por exemplo, fazer soluções desinfetantes. Participamos de um programa de rádio para falar sobre uso racional de medicamentos. Alguns desses materiais, como as entrevistas em rádio, estão disponibilizados na nossa página do Instagram”, conta Andrade.

Segundo ele, desde do início do projeto, em maio, foram mais de 2.000 kits com máscaras e álcool em gel distribuídos, além de 20 lives apresentadas com vários profissionais, discutindo diversas temáticas e tirando dúvidas da população.

Ele diz ter se sentido realizado profissionalmente e ainda mais certo de ter escolhido uma profissão dignificante. “Ser Farmacêutico é sentir as dores dos pacientes, entender todos os aspectos do cuidado. Hoje, após meses de projeto, me sinto humanamente melhor e mais disposto a lutar por dias melhores por nossos pacientes”, finaliza.

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