Farmacêutica entra para série de cientistas após descobrir molécula que combate inflamações

Farmacêutica entra para série de cientistas após descobrir molécula que combate inflamações

A farmacêutica e pesquisadora Michelle Sugimoto se tornou a nova personagem da série Mulheres Cientistas, do canal oficial do youtube da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), após realizar um estudo e descobrir que a plasmina é uma molécula pró-resolutiva que induz ao término de inflamações, além possuir efeito anticoagulante.

A pesquisa foi publicada pela jovem por meio da tese Estudo do Sistema Plasminogênio/Plasmina na Resolução da Inflamação: efeitos nas funções de macrófagos e neutrófilos, defendida no Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da UFMG.

O estudo é considerado uma descoberta inovadora sobre a substância produzida no fígado, pois é um avanço no tratamento de doenças inflamatórias crônicas ou com componentes inflamatórios. "É um passo à frente para termos novos fármacos que ajudarão a enfrentar os desafios que persistem para tratar pessoas com enfermidades, como artrite, gota, Alzheimer, obesidade”, explica Michelle, durante entrevista ao canal.

A farmacêutica também explica que o estudo rastreou a maneira pela qual o organismo responde às inflamações. “Meu grupo de pesquisa estuda uma fase da inflamação, que é a resolução. A gente sabe que uma inflamação ideal tem um início, mas que o corpo já começa produzir moléculas que levam ao término dela. Essas são chamadas de pró-resolutivas”, ressalta.

Em seguida, a pesquisadora enfatiza como foi o processo: “Então, durante o meu doutorado, nós procuramos investigar novas moléculas pró-resolutivas. Foi nesse momento que tivemos a surpresa de encontrar a plasmina, uma molécula que induz ao fim da inflamação”, conta.

E complementa: “Ficamos surpresos, pois a plasmina já é conhecida por dissolver coágulo de fibrina no sangue, então, ela já era lembrada por evitar coagulação, mas a comunidade científica aceitou muito bem essa nova descoberta, que coloca a molécula como indutora da resolução”.

Vale lembrar que, além de ser reconhecido por meio da série, o estudo da farmacêutica também foi o ganhador do Prêmio Capes de Tese 2019. "Além da premiação, nós publicamos a pesquisa em revistas de alto impacto, justamente, porque explicamos que existe uma comunicação entre os sistemas considerados independentes, o fibrinolítico e o sistema da resolução da inflamação", conta.

A farmacêutica também enfatiza os efeitos da pesquisa na saúde da população. “Eu vejo um grande impacto do nosso estudo na sociedade, porque, todos os dias, deparamos pacientes que são portadores de doenças inflamatórias, crônicas, ou com componentes inflamatórios, que ainda têm dificuldades no seu tratamento. E, somente por meio do estudo das bases moleculares de cada inflamação, é que vamos conseguir dar um passo à frente", esclarece.

Para finalizar, a pesquisadora fala sobre os novos desafios: “Ainda existem muitas doenças, entre elas a artrite, o Alzheimer, a gota, além de um componente inflamatório na obesidade e na senescência. No entanto, quanto mais nós [a ciência] conseguimos entender as bases moleculares da inflamação, ficamos mais próximos de fármacos que nos ajudem a superar as dificuldades dessas enfermidades”, conclui.

Assista ao vídeo da farmacêutica no canal da UFMG

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