Farmacêutico descobre terapia genética para reverter o envelhecimento

Farmacêutico descobre terapia genética para reverter o envelhecimento

O farmacêutico graduado pela Universidade de Valência, na Espanha, Juan Carlos Izpisúa Belmonte, 59 anos, virou notícia em diversos sites pelo mundo após descobrir uma terapia genética que, de acordo com ele, pode reverter o envelhecimento e aumentar a expectativa de vida dos seres humanos.

Os primeiros testes foram realizados em ratos, no Laboratório de Expressão de Genes do Instituto Salk para Estudos Biológicos, em San Diego, nos Estados Unidos, atual local de trabalho do pesquisador. Em sua fase inicial, a terapia obteve bons resultados. No entanto, ele explica que, para o procedimento ser testado em humanos, ainda há alguns caminhos para percorrer.

O estudioso define o processo de envelhecimento como "aberrações moleculares que ocorrem ao nível celular". Uma delas seria a metilação do DNA, que acontece quando grupos intitulados de metilas (moléculas formadas por um átomo de carbono e três de hidrogênio) se juntam ao aglomerado molecular que contém material genético, ligando e desligando os genes.  

Com isso, a metilação do DNA faz com que as células funcionem de maneira menos eficiente, provocando a velhice. A ideia é remover essas moléculas que ele chama de aberrações, provocando o restabelecimento da cadeia celular ao seu estado mais jovem e funcional.

Para realizar os testes o farmacêutico usou proteínas conhecidas como Fatores de Yamanaka, que receberam esse nome após serem descobertas, em 2006, pelo cientista japonês, Shinya Yamanaka. Com o auxílio de um antibiótico chamado doxiciclina, dado em doses controladas, ele conseguiu reverter fatores que provocavam a velocidade de enfraquecimento das células.

No entanto, apesar dos bons resultados da pesquisa, ainda é preciso ter cautela. Divididos em dois grupos, os ratos responderam à terapia de forma diferente. Todos os roedores possuíam progeria, doença que causa envelhecimento acelerado e morte prematura. Para os testes, alguns deles receberam várias doses de água com doxiciclina. Outros só puderam tomar o antibiótico apenas duas vezes por semana.

Após o experimento, os ratos do primeiro grupo apresentaram rejuvenescimento. No entanto, muitos desenvolveram tumores e morreram por mal funcionamento celular. A pesquisa identificou que foi como se os roedores tivessem sofrido uma “overdose de juventude”.

Já no segundo grupo, os ratos aumentaram suas expectativas de vida em até 30% do normal para a espécie. Ficaram mais fortes, dispostos e rejuvenescidos. Além disso, órgãos vitais, como coração, rins e baço, passaram a funcionar melhor.

Em sua segunda fase, a pesquisa já está sendo realizada em roedores que não sofrem de envelhecimento acelerado. Entretanto, a divulgação dos próximos resultados deve levar algum tempo, pois ratos costumam viver ao menos por dois anos.

Em entrevista ao Technology Review, Belmonte afirmou que reconhece que está longe de encontrar a fórmula para a vida eterna. No entanto, o farmacêutico acredita que seu estudo poderá prolongar a longevidade dos seres humanos. “Acredito que a primeira pessoa que viverá 130 anos já está entre nós. Ela já nasceu, estou certo disso”, finalizou.

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