Cresce mais de 200% o número de farmacêuticos na Saúde Pública do RS

Cresce mais de 200% números de farmacêuticos na Saúde Pública do RS

Uma nova conquista dos farmacêuticos já pode ser comemorada, principalmente, pelos profissionais do Rio Grande do Sul. Segundo levantamento do Conselho Regional daquele Estado (CRF-RS), o número de farmacêuticos atuando nas farmácias públicas aumentou 201,6% em oito anos, ou seja, de 2010 a 2018 esse montante saltou de 185 para 558 profissionais.

O número de farmácias públicas no Estado também cresceu 90,5% no mesmo período, mudando de 295 para 562 unidades. Com esse acréscimo no número de estabelecimentos públicos de saúde e de farmacêuticos já é possível perceber que quase todos os locais mantém um profissional atuando - realidade que não era verificada em 2010, quando havia um déficit de mais de cem farmacêuticos nas farmácias públicas do Rio Grande do Sul.

O estudo ainda apontou que, em 2019, o Estado mantinha 601 farmácias públicas, sendo que, em 459 municípios, havia, ao menos, uma farmácia pública registrada (38 municípios sem nenhum estabelecimento público).

Grande parte desse sucesso pode ser atribuída aos próprios farmacêuticos do Estado, que perceberam a sua importância nesses locais e começaram a exercer serviços públicos de melhor qualidade, além de se capacitar melhor para essa atividade. Com isso, os gestores entenderam a importância de sua atuação e começaram a solicitar, cada vez mais, farmacêuticos para as farmácias públicas. É um exemplo de valorização provocada pela atuação com excelência.

Segundo a presidente do CRF-RS, Silvana Furquim, o crescimento do número de farmácias públicas e de farmacêuticos atuando nesses estabelecimentos, no Estado, foi possível por um conjunto de fatores: “Em 2012 se iniciou um trabalho no Conselho, em que um dos compromissos de gestão era a inserção dos farmacêuticos nas farmácias públicas. O planejamento teve sequência com as diretorias seguintes, e no período tivemos um significativo convênio estabelecido com a Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), para a conscientização dos gestores a respeito da importância da atuação do farmacêutico no cuidado em saúde da população e na racionalização dos recursos públicos”.

Silvana ressalta que, por meio da fiscalização e das atividades desenvolvidas pelo Grupo Técnico de Apoio aos Municípios na Assistência Farmacêutica, o CRF-RS promoveu uma articulação político-institucional que contribuiu, inclusive, para a mobilização dos farmacêuticos que exercem suas funções na saúde pública.

Dessa forma, os profissionais também passaram a lutar pelo progresso e qualificação da assistência farmacêutica na área. “Os indicadores evidenciam os avanços nos últimos anos, mas sabemos que há muito que fazer para proteger e ampliar a assistência farmacêutica nos municípios gaúchos”, ressalta Silvana.

É importante destacar como o trabalho do farmacêutico, especialmente por meio da orientação que é realizada diretamente com a comunidade, é decisiva para proteger a saúde da população e, da mesma forma, acontece a valorização da dedicação e da responsabilidade do farmacêutico no cuidado em saúde da população.

A pesquisa contém outros dados, porém, a farmacêutica assessora de Assuntos Estratégicos do CRF-RS, Zelma Padilha, decidiu não divulgá-los para o jornalismo do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, pois preferiu privilegiar a apresentação que ela fará sobre o estudo na Reunião Plenária do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que ocorrerá ainda em janeiro deste ano.

Perfil do profissional

A carreira farmacêutica especializada em assistência pública de saúde vem sendo cada vez mais valorizada dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e permite ao profissional atuar na formulação de políticas e planejamento das políticas de saúde de sua esfera de atuação. A maioria das oportunidades está no âmbito governamental, sendo imprescindível a prestação de concurso público. A carreira possui razoável capilaridade, podendo ser exercida em grandes centros urbanos e cidades de pequeno porte.

Ser especialista em assistência pública de saúde exige que o profissional tenha um perfil multidisciplinar, habilidade de comunicação e liderança, capacidade de tomar decisões e de interagir com os pacientes e com os agentes políticos. O profissional deve possuir conhecimentos aprofundados em fisiologia humana, patologia, farmacologia e farmacoterapia. Ter fluência na língua inglesa facilita o acesso à literatura técnica da área.

O Portal de Conteúdo do ICTQ publicou matéria completa sobe essa carreira, intitulada A carreira do farmacêutico da assistência pública de saúde (leia matéria completa aqui).

Suas atribuições

Na gestão da assistência farmacêutica no âmbito do SUS:

- Realiza e insere a assistência farmacêutica no sistema de atenção à saúde;

- Elabora, juntamente com outros profissionais envolvidos, o plano de saúde e outras ferramentas relacionadas com a gestão na área em que atua;

- Garante o adequado armazenamento, distribuição e dispensação dos medicamentos;

- Desenvolve e utiliza ferramentas que facilitem o acompanhamento do plano de saúde;

- Garante o cumprimento das normas sanitárias e legais pertinentes;

- Formula, juntamente com outros profissionais envolvidos, políticas relacionadas à saúde;

- Promove o uso racional dos medicamentos;

- É responsável, juntamente com outros profissionais envolvidos, por selecionar os medicamentos adquiridos em sua área de atuação;

- Realiza treinamentos de capacitação do pessoal envolvido na assistência farmacêutica;

- É responsável, juntamente com outros profissionais envolvidos, pelo descarte de resíduos gerado pelos serviços de saúde;

- Participa do desenvolvimento de editais utilizados para a obtenção de medicamentos e correlatos, e das demais etapas do processo de seleção;

- Faz parte do planejamento de ações, de acordo com a política de saúde adotada;

- Coordena atividades relacionadas à assistência farmacêutica no âmbito do serviço público.

No caso do Rio Grande do Sul, os números são voltados à farmácia pública, mas esse profissional pode atuar em postos, Unidades Básicas de Saúde e hospitais, em diversas funções.

Como se preparar

O curso de graduação em Farmácia é imprescindível para profissionais que desejam seguir carreira em assistência pública de saúde. Especializações nesta área são obrigatórias para o profissional se destacar na carreira. O ICTQ é pioneiro no curso de especialização intitulado Assistência Farmacêutica nos Serviços Públicos de Saúde e Gestão de Farmácias Públicas.

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