Como é trabalhar na Drogaria Araujo

CONTEÚDO PREMIADO: Registre seus dados e concorra a um iPhone 8

A rede de Drogarias Araujo está entre as sete maiores do País, com faturamento de mais de R$ 2,1 bilhões. Possui 220 unidades, onde atuam cerca de sete mil funcionários. Com isso, ela atende a mais de 45 milhões de clientes e pacientes por ano.

Como ela consegue tamanho sucesso e prosperidade? O presidente da empresa, Modesto Araújo Neto, explica, em entrevista exclusiva ao ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico: “Nós temos sempre que procurar dar serviços ao cliente, porém, todos esses serviços têm de ser cobrados, porque se não ele não tem valor. Eu parto do princípio de que nada, de graça, tem valor. Como você é uma empresa que tem acionistas, que tem funcionários, paga impostos, você tem que rentabilizar. Você pode fazer um belo serviço que gere resultado e que, ao mesmo tempo, traga resultados para a comunidade onde você está inserido”.

Outra pergunta que não quer calar e que remete ao tema desta matéria: é bom trabalhar na Araujo? Bem...os números do mercado dizem que é bom, mas há controvérsias, ou seja, há índices a favor e outros nem tanto. Vamos avaliar os dois lados.

Por exemplo, a rede aparece no ranking de consulta da Infojobs sobre a classificação das melhores empresas para trabalhar no Brasil. No site é possível consultar 1.224 avaliações sobre a empresa. Esse ranking é atualizado mensalmente.

Assim, na plataforma Infojobs, a pontuação média da Araujo é de 4,2 pontos, de um total de 5 pontos. Foram avaliados os quesitos: Oportunidade de Promoção (3,8), Conciliação com a Vida Familiar (3,7), Ambiente de Trabalho (4,0) e Benefícios (3,1). Individualmente, a maior pontuação é em Ambiente de trabalho e a menor em Benefícios. Cerca de 89% dos profissionais dizem que indicariam a Araujo para um amigo e 82% aprovam a diretoria, com base em 440 avaliações.

Já segundo o site de oportunidades profissionais, Love Mondays, a satisfação geral dos funcionários com a companhia é de 3,1 pontos, de um total de 5 pontos, com base em 150 avaliações. Essa pontuação considera a média de pontos obtidos em Remuneração (2,7) e Benefícios (2,7), Oportunidade de Carreira (3,9), Cultura da Empresa (3,0) e Qualidade de Vida (2,5). No portal, a média salarial do farmacêutico fica em torno de R$ 4.197,00 com 12 salários postados. E entre os profissionais que já trabalharam ou trabalham na empresa, 59% a recomendariam a um amigo.

No portal da Catho – outra plataforma online de empregos - os profissionais também podem avaliar as empresas. A pontuação média da Drogaria Araujo é de 3,7 pontos, com base em 24 avalições. A categoria Oportunidade de Carreira é a mais bem classificada, com nota 3,5. Em seguida, vem Ambiente de Trabalho (3,3), Qualidade de Vida (2,5) e Benefícios (2,4). Já a Alta Gerência e Diretoria (3,1) e o nível de estresse foi classificado como médio.

No site Indeed, uma plataforma de carreiras e empregos, a rede possui 544 avaliações. Sobre Equilíbrio entre Trabalho e Vida Pessoal a companhia é classificada com uma pontuação de 3,8; Salários e Benefícios, 3,3; Estabilidade e Promoção, 3,6; Gerência, 3,6; e sobre a Cultura da empresa a pontuação é 3,8.

A respeito da liderança da rede, 85% dos funcionários aprovam o desempenho do CEO. A aprovação é baseada em 302 avaliações. No portal é possível avaliar também os locais e os cargos com as melhores avaliações. Nova Lima possui 4,3; Belo Horizonte, 4,0; Contagem, 3,9; e Betim, 3,8. Com relação aos cargos com as melhores avaliações se destacam Aprendiz Administrativo (4,8), Assistente Administrativo (4,8), Operador de Caixa (4,7) e Farmacêutico (4,6).

As plataformas digitais de classificados de emprego, como Love Mondays, Catho, Indeed e Infojobs, ajudam os profissionais a identificar pontos positivos e negativos nas empresas brasileiras. A favor da Drogaria Araujo estão pontos como pagamento do salário em dia, remuneração satisfatória, oportunidade de crescimento, treinamentos, possibilidade de ganhos extras por meio de metas atingidas e valorização do funcionário por parte da empresa.

Pesam contra a Araujo, a carga horária excessiva, a falta de empatia por parte de alguns funcionários que possuem cargos superiores e falta de um processo de promoção.

Ponto de vista de quem trabalha e já trabalhou na rede

O farmacêutico M.L.G., de 34 anos, de Belo Horizonte, preferiu não se identificar. Ele conta que trabalhou em uma unidade da Araujo, na capital mineira, por dois anos e oito meses. Ele diz: “A rede investe em oportunidade de crescimento, treinamentos, salário e possibilidade de ganhos extras por meio de metas atingidas. Eles valorizam o funcionário, mas a equipe de liderança não possui muita empatia com seus colaboradores. Na teoria, eles são treinados para agir de forma imparcial, sempre buscando a motivação dos seus liderados, mas na prática isso não ocorre. Precisam reavaliar o processo de promoção. Perdem ótimos funcionários que se desmotivam pela atitude arbitrária dos gerentes e líderes. No meu ponto de vista é necessário focar no treinamento das lideranças, buscando mais empatia com o funcionário, obtendo resultados pela motivação e não pela imposição”.

Já o farmacêutico, Luiz Fernando Bezerra, trabalhou por três anos em uma farmácia em Contagem (MG). Ele conta que saiu em 2018 por motivos pessoais: “Eu fiquei impressionado com o potencial de investimento do segundo centro de distribuição, o mais moderno do País, onde a engenharia toma vida diariamente devido à integração dos sistemas WMS e ERP. A área é muito segura e organizada e os colaboradores têm muito domínio técnico e experiência. Mas a insatisfação é geral, e isso causa a perda estimada de um R$ 1 milhão por mês”.

Ele continua: “A comunicação é altamente agressiva e não há coletivismo ao lidar com falhas. O ambiente de trabalho prejudica a saúde mental dos colaboradores, o que fica evidente na produtividade. É uma empresa altamente verticalizada, os salários são muito baixos, não há plano de carreira (que depende de indicações) e faltam benefícios básicos. É urgente uma mudança de cultura na empresa, de cima para baixo, afinal de contas, as pessoas não se sentem motivadas por serem pressionadas na base do terror psicológico”.

Por outro lado, a farmacêutica Tatiana Freitas, 29 anos, trabalhou em uma farmácia na capital mineira, Belo Horizonte, por cinco anos. Ela relata que a empresa oferece possibilidade de crescimento, que a equipe é unida, os funcionários são comprometidos e os estabelecimentos são bem localizados, facilitando as vendas. Porém, Tatiana ressalta que trabalhava todos os feriados e finais de semana. “Bem, a minha profissão exige alguns sacrifícios, e o varejo possui uma grande rotatividade. O que me incomodava era a imposição de vendas a qualquer custo e muita concorrência entre os vendedores. E a rede não distribui por igual os benefícios, além de não pagar auxílio alimentação. A meu ver é necessário oferecer suporte à sua equipe, suporte físico e psicológico, pois, a saúde física e mental do funcionário garantirá grandes méritos à empresa”.

Rede longe da crise

Em tempos de crise, a abertura de novas vagas no mercado de trabalho soa como alento, salvação, oportunidade e futuro para quem procura por uma chance em meio a 12,2 milhões de desempregados no Brasil (fonte IBGE/dez.2018). A Drogaria Araujo vai na contramão do momento de retração econômica e investe na expansão do número de farmácias e na contratação e capacitação de mão de obra.

Na sede, em Belo Horizonte, a rede possui um Centro de Treinamento que é reconhecido como um dos melhores de todo o varejo brasileiro. Com um Centro de Distribuição que permitirá triplicar o número de farmácias até 2020 e um projeto audacioso de expansão, que já está sendo implantado, a empresa aumenta sua atuação em diferentes regiões do Estado e o seu investimento em profissionais, buscando novos talentos.

A empresa valoriza mais os profissionais que têm maior capacidade de entregar resultados, desenvoltura, mais habilidade para atender e encantar os clientes, além da melhor formação escolar. O que realmente importa para a rede são pessoas com boa performance, facilidade de relacionamento, que se identifiquem com os valores de ética, responsabilidade, simplicidade, proatividade, disciplina e qualidade.

Segundo a empresa, as oportunidades internas são amplas no segmento farmacêutico, mas também nas áreas administrativa, financeira, marketing, atendimento ao cliente e limpeza. Além disso, a maioria dos estabelecimentos necessita de profissionais com o conhecimento em produtos de manipulação, porque a rede também trabalha com a área magistral.

Araujo Neto afirma que a rede valoriza o farmacêutico: “O trabalho de assistência farmacêutica é maravilhoso. Importante também é tirar o farmacêutico da burocracia, de ficar vendo a receita ou se está faltando data na receita, se está faltando CPF. Eu acho que o farmacêutico é peça importantíssima nas farmácias”.

Olhando para frente

O modelo de negócios da Araujo já é bem conhecido dos mineiros que já contam com farmácias da rede. No entanto, novas demandas de mercado fizeram a empresa apostar em um espaço acolhedor para comercializar medicamentos especiais, principalmente na capital do Estado.

Assim, com atendimento personalizado, que exige ainda mais cuidado e atenção, a loja conceito, localizada em Belo Horizonte, conta com linhas de produtos para oncologia, ginecologia, reprodução humana, entre outros. "São medicamentos que, geralmente, não estão nas farmácias para atender ao consumidor. Além daqui, o cliente de todo o Brasil poderá solicitar pelo site. Escolhemos esse ponto para também atender aos médicos", explica Araujo Neto, referindo-se à unidade que fica em frente ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.

A inovação visa proporcionar benefícios para a saúde e o bem-estar dos clientes, expõe Eduardo Formaggini, especialista em Medicamentos Especiais da Araujo: "Fazemos de tudo para ajudar da melhor forma, seja com um ambiente mais reservado ou com orientação mais direcionada sobre os medicamentos”.

Expansão

A rede de Drogarias Araujo possui 113 anos de tradição e história. Foi fundada em 1906, com sua primeira farmácia na capital mineira, criada pelos empreendedores Aberaldo de Faria e José Lage Martins. No início se chamava Pharmacia Mineira.

Anos mais tarde, o visionário empreendedor Carvalho de Araujo, que com apenas 17 anos na época era balconista, comprou a farmácia de seus patrões transformando-a numa das maiores redes de drogaria do País.

Com 220 estabelecimentos, distribuídos por Belo Horizonte e pelo interior de Minas Gerais, a empresa está com planos para expandir ainda mais no Estado. "Acredito no Brasil e, depois das eleições, temos condições de apostar mais alto. Vamos abrir, em 2019, 40 novas farmácias do interior. O objetivo é estar presente em todas as cidades mineiras, prestando serviços de qualidade e credibilidade", destacou o presidente da empresa.

O foco da drogaria são cidades do interior do Estado que tenham mais de 50 mil habitantes. "Estamos trabalhando nas rotas que levam para São Paulo e Rio de Janeiro", revela ele.

A empresa se diz pioneira em diversos quesitos: o primeiro plantão 24 horas da cidade, o primeiro telemarketing, a primeira drogaria do País com serviço drive thru e a primeira drugstore. A Araujo também tem um forte compromisso social. A rede já arrecadou R$ 12 milhões para o Hospital da Baleia, com a venda de agendas, canecas e doação de troco.

Tags: profissão farmacêutica, carreira farmacêutica, varejo farmacêutico

Atendimento

Atendimento de segunda a sexta-feira,
das 08:00 às 18:00 horas.

Telefones:

  • 0800 602 6660
  • (62) 3937-7056
  • (62) 3937-7063

Whatsapp

Endereço

Escritório administrativo - Goiás

Rua Benjamin Constant, nº 1491, Centro, Anápolis - GO.

CEP: 75.024-020

Escritório administrativo - São Paulo

Rua: Haddock Lobo, n° 131, Sala: 910, Cerqueira César.

CEP: 01414-001 , São Paulo -SP.

Telefones:

(11) 2607-6688
(11) 2268-4286

 

Fale conosco

PÓS-GRADUAÇÃO - TURMAS ABERTAS