Como é trabalhar na Rede Extrafarma

A Extrafarma foi fundada, em 1960, no Pará. Atualmente está presente em 14 Estados, com 414 unidades, 30 delas em São Paulo. Emprega uma média de sete mil colaboradores diretos e possui um faturamento anual próximo a R$ 800 milhões. Em 2014, a empresa passou a fazer parte do Grupo Ultra, uma companhia de multinegócios da qual fazem parte também Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Oxiteno.

A empresa é regida por forte estrutura familiar e, por conta disso, seus membros defendem que é muito difícil se consolidar no mercado de operação varejista no Brasil. Atualmente, a rede nacional de farmácias Extrafarma conta com mais de seis milhões de clientes cadastrados no seu programa de fidelidade, conhecido como Clube Extrafarma.

De 2017 pra cá, a companhia passou a disponibilizar espaços exclusivos para prestação de serviços farmacêuticos específicos, envolvendo atendimentos, como testes de diabetes e pressão arterial, além da aplicação de vacinas e medicamentos injetáveis, orientações para controle do peso e do colesterol e revisão da medicação.

Segundo informações do grupo, no geral, para abrir uma nova unidade a companhia chega a investir R$ 200 milhões e emprega uma média de 30 funcionários. Em 2018, o Grupo Ultra investiu cerca de R$ 232 milhões na Extrafarma, principalmente com a abertura de farmácias nas regiões Norte e Nordeste e no Estado de São Paulo.

Como a Extrafarma é vista no mercado

A rede do Grupo Ultra ganhou posições no ranking das maiores redes de farmácia do Brasil. O grupo saiu da oitava para a sétima posição entre as redes de maior faturamento. A Extrafarma subiu também no ranking que classifica as redes pelo número de unidades, saindo da oitava para a sexta posição.

Para saber como a empresa é vista no mercado, é possível fazer uma busca, com certa cautela, nas principais plataformas de classificados de emprego on-line. Aqui, estão citados alguns desses portais, para que se possa ter referência do que pesam a favor e contra a empresa.

Por exemplo, a Extrafarma aparece no ranking de consulta da Infojobs sobre a classificação das melhores empresas para trabalhar no Brasil. No site, é possível consultar 1.224 avaliações da empresa. Esse ranking é atualizado mensalmente.

Na plataforma Infojobs, a pontuação média da Extrafarma é de 4,4 pontos, de um total de 5 pontos. Foram avaliados os quesitos: Oportunidade de Promoção (4,8), Conciliação com a Vida Familiar (3,9), Ambiente de Trabalho (4,2) e Benefícios (4,0). Cerca de 88% dos profissionais dizem que indicariam a Extrafarma para um amigo, e 93% aprovam a diretoria, com base em 479 avaliações.

Já segundo o site de oportunidades profissionais, Love Mondays, a satisfação geral dos funcionários com a companhia é de 3,3 pontos, de um total de 5 pontos, com base em 111 avaliações. Essa pontuação considera a média de pontos obtidos em Remuneração (3,3) e Benefícios (3,3), Oportunidade de Carreira (3,1), Cultura da Empresa (3,2) e Qualidade de Vida (3,0). No portal, a média salarial do farmacêutico pode variar. Dependendo do modo da contratação, por exemplo, o farmacêutico ganha R$ 2.819,00, com 38 salários postados; o farmacêutico responsável recebe R$ 3.717,00; e o gerente farmacêutico, R$ 5.524,00. E entre os profissionais que já trabalharam ou trabalham na empresa, 66% a recomendariam a um amigo.

No portal da Catho – outra plataforma online de empregos - os profissionais também podem avaliar as empresas. A pontuação média da Extrafarma é de (4,0) pontos, com base em 55 avalições. A categoria Benefícios é a mais bem classificada, com nota (4,4) pontos. Em seguida, vem Ambiente de Trabalho (3,9), Qualidade de Vida (3,4) e Oportunidade de carreira (2,9). Já a Alta Gerência e Diretoria (3,0) e o nível de estresse foram classificados como médio.

No site Indeed, outro portal de carreiras e empregos, a rede possui 57 avaliações. Sobre Equilíbrio entre Trabalho e Vida Pessoal, a companhia é classificada com uma pontuação de 3,9; Salários e Benefícios, 4,0; Estabilidade e Promoção, 3,7; Gerência, 3,6; e sobre a Cultura da empresa, a pontuação é 3,9.

A respeito da liderança da rede, 92% dos funcionários aprovam o desempenho do CEO. A aprovação é baseada em 39 avaliações. No portal é possível checar também os locais e os cargos com as melhores avaliações. Fortaleza (CE) possui 4,5; São Luiz (MA), 4,4; e Belém (PA),  4,2. Com relação aos cargos com as melhores avaliações se destacam Atendente (5,0), Jovem Aprendiz (4,8), Sub Gerente (4,3), Caixa (4,2) e Farmacêutico (3,3).

A favor da Extrafarma estão pontos como pagamento do salário em dia, remuneração satisfatória, ambiente de trabalho agradável, estrutura física, vale transporte, vale refeição, plano odontológico, auxílio creche, previdência privada, carga horária flexível e plano de saúde.                  

Pesam contra a Extrafarma o fato de não possuir plano de carreira e oportunidade de crescimento profissional. Há desvio de função, ou seja, a empresa não realiza investimento em capacitação dos funcionários. Além disso, fornece vale refeição baixo e exige carga horária exaustiva.

Ponto de vista de quem trabalhou e trabalha na rede

Segundo o farmacêutico da rede Extrafarma, dr. Adriano Ribeiro, 32 anos, de São Bernardo do Campo (SP), trabalhar na companhia é uma experiência gratificante, visto que os desafios dos profissionais crescem a cada dia. “Como trabalho aqui há mais de quatro anos percebi, no decorrer do tempo, o quanto o varejo farmacêutico evoluiu e nós, para garantirmos nosso emprego, temos o dever de buscar capacitação para acompanhar esse desenvolvimento. Vejo isso por meio da transformação do atendimento farmacêutico nas unidades. Temos uma grande responsabilidade. Não estamos aqui para vender medicamentos, nosso trabalho vai muito além disso”.

Ribeiro relata que o desempenho profissional dele é devido ao próprio empenho e compromisso que ele possui consigo e com a empresa. “As minhas especializações, o meu desenvolvimento profissional parte de mim e não necessariamente da empresa. Se eu não tiver iniciativa, não tem como querer reconhecimento, aumento de salário e benefícios. Se o que a empresa me oferece não me agrada, depende de mim negociar e procurar crescer para conquistar o que realmente desejo”.

A farmacêutica B.L.O., 30 anos, de Fortaleza (CE) conta que trabalhou na Extrafarma durante três anos e meio. “Foi um período muito satisfatório, mas muito puxado. Eu entrei como estagiária, então meu horário era muito puxado na época devido à conclusão do meu curso e, também, por eu morar longe. Mas eu aprendi coisas que a faculdade não me ensinou, e com isso fui amadurecendo dentro da empresa. Quando fui contratada como farmacêutica percebi que é tudo um processo, que é necessário desenvolver resiliência e competências para atuar no varejo farmacêutico. Não foi fácil, não lidamos apenas com a saúde física das pessoas, lidamos com os conflitos emocionais e outros problemas que afetam muito o comportamento humano. Sai porque eu gostaria de me dedicar aos estudos. Hhoje estou concluindo meu mestrado, e trabalhando no varejo, eu não conseguiria”.

O farmacêutico H.L.P, 43 anos, de Horizonte (CE), trabalhou na Extrafarma durante cinco anos, ele relata também que a experiência no varejo farmacêutico é exaustiva e muito intensa. “Até mesmo nosso horário de intervalo é um sufoco, comemos pensando no que temos que fazer. É necessário trabalhar com uma sobrecarga de horário menor, porque isso desgasta muito o profissional. Na farmácia, por ser um estabelecimento de saúde, estamos abertos atendendo ao público de segunda a segunda, e geralmente os salários, os benefícios e as folgas não compensam o desgaste que sofremos no decorrer desse processo. Além disso, é necessário que o grupo valorize os colaboradores, seria muito motivador participar de cursos, palestras e treinamentos para que possamos crescer profissionalmente”.

Fase ruim

A Extrafarma não obteve resultados positivos em 2019, juros, impostos, depreciações e amortização negativa de R$ 24 milhões, ante R$ 7 milhões positivos no ano anterior, 2018. O mau desempenho, conforme a companhia, reflete um impacto de R$ 26 milhões de reais relacionados à substituição do sistema de varejo e à baixa de investimentos - fruto da maior depuração de unidades -, além do maior número de lojas novas e em manutenção.

A Extrafarma encerrou o último trimestre de 2018 com 414 unidades, sendo 77 aberturas e 29 fechamentos nos últimos 12 meses, equivalente ao aumento de 13%. Em setembro, as unidades em manutenção, com até três anos de operação, representavam 53% da rede.

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