Vídeo: qual vai ser a escolha do novo ministro da Saúde? Jovens ou idosos?

Novo ministro propõe escolha entre a vida de jovem e idoso

Após o presidente, Jair Bolsonaro, demitir Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, muitos questionamentos ficam no ar sobre como será o trabalho do novo ministro responsável pela pasta, o oncologista, Nelson Teich (foto). Nesse sentido, um questionamento feito pelo médico, em 2019, sobre ter que escolher entre a vida de uma pessoa adolescente ou uma idosa em um sistema de saúde caótico, tem causado polêmica nas redes sociais.

Ele assume a gestão, no Brasil, de uma das maiores crises de saúde do mundo, ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Em abril do último ano, por meio de um vídeo institucional produzido pelo Instituto Oncoguia, Teich, propôs o seguinte dilema: um idoso com problemas de saúde "que pode estar no final da vida" ou um adolescente: "Qual vai ser a escolha?". As declarações foram feitas no âmbito de decisões que, segundo o novo ministro, devem ser pensadas na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, escolhas precisam ser feitas, pois, há poucos recursos financeiros no Brasil.

"Como é que seria o ideal, na minha opinião, sobre como estruturar uma proposta: A primeira coisa que você tem que mapear é qual a necessidade da população. E a segunda coisa é quanto dinheiro você tem. [...] E tem uma coisa que é fundamental: como você tem um dinheiro limitado, você vai ter que fazer escolhas. Então, você vai ter que definir onde você vai investir”, inicia Teich.

Assista ao vídeo completo sobre o dilema proposto pelo novo ministro da saúde:

Em seguida, o novo ministro da saúde faz o seguinte questionamento polêmico: “Então, sei lá, eu tenho uma pessoa que é mais idosa, que tem uma doença crônica avançada, ela teve uma complicação. Para ela melhorar, eu vou gastar praticamente o mesmo dinheiro que eu vou gastar para investir num adolescente que está com um problema. O dinheiro que eu vou investir é igual. Só que essa pessoa é um adolescente que vai ter a vida inteira pela frente e o outro é uma pessoa idosa que pode estar no final da vida. Qual vai ser a escolha?", questiona.

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Em outro momento, Teich justifica: "São duas coisas importantíssimas na saúde hoje: o dinheiro é limitado e você tem que trabalhar com essa realidade; segunda coisa, as escolhas são inevitáveis. Quais vão ser as escolhas que você vai fazer?".

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Ainda no vídeo, ele fala que os recursos repassados ao SUS em território nacional são poucos: "E realmente o recurso financeiro é baixo. A gente tenta ter um acesso [ao sistema de saúde] semelhante ao que aconteceu nos EUA, que é uma referência em termos de acesso. Para vocês terem uma ideia, para 2019, a projeção é que se gaste US$ 11,2 mil por pessoa por ano e no Brasil, no SUS, você vai ter menos de [US$] 500. Então, é um abismo, a diferença financeira. A gente pode discutir corrupção, má gestão, mas até para fazer uma gestão eficiente é difícil quando você tem pouco dinheiro", destaca.

Ele completa: "Então, você tem que se superar realmente para conseguir entregar o máximo que você pode com o que você tem de recursos, seja financeiro, seja de estrutura”.

Repercussão

As declarações feitas por Teich no vídeo, ainda que feitas há um ano, têm causado bastante polêmica na internet, pois, vêm ao encontro de posicionamentos de Bolsonaro. Em março de 2020, o presidente chegou a afirmar: “Alguns vão morrer? Vão, ué, lamento. Essa é a vida", disse ele, em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, para justificar, em decorrência da crise financeira, a necessidade de por fim às medidas de isolamento social, que são recomendas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), justamente, para que seja evitado um estado de calamidade no sistema de saúde. 

Contudo, até o momento, o novo ministro da saúde apenas declarou que não há, por hora, uma 'definição brusca' para as políticas a serem adotadas para o isolamento: "A parte do distanciamento e do isolamento, o que acontece? Não vai haver qualquer definição brusca, radical, do que vai acontecer. O que é fundamental hoje? Que a gente tenha informação cada vez maior sobre o que acontece com as pessoas com cada ação que é tomada. Como a gente tem pouca informação, como é tudo muito confuso, a gente começa a tratar a ideia como se fosse fato e começa a trabalhar cada decisão como se fosse um tudo ou nada e não é nada disso", disse ele, em matéria publicada no G1.

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