Covid-19: Governo quer gravar reunião com a Pfizer sobre vacina

Covid-19: Governo quer gravar reunião com a Pfizer sobre vacina

O vice-presidente Hamilton Mourão revelou em entrevista à Rádio Gaúcha, hoje (11/01), que ouviu do ministro da saúde, Eduardo Pazuello, que a próxima reunião para tratar da venda da vacina contra o novo coronavírus (Covid-19) para o Brasil, com a indústria farmacêutica Pfizer, será gravada.

“Deve ser gravada para evitar mal-entendido", disse Mourão na entrevista. Segundo o jornal O Globo, as negociações entre a companhia farmacêutica e a pasta, que funciona sob o guarda-chuva do Governo de Jair Bolsonaro, estão complexas.

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Frequentemente, a imprensa tem revelado informações que mostram uma verdadeira guerra de versões dos dois lados. Em 8 de dezembro de 2020, pressionado pelo início da vacinação no Reino Unido com o imunizante da Pfizer, o Ministério da Saúde (MS) anunciou que as negociações com a farmacêutica teriam “avançado muito”, estimando, naquela ocasião, a aquisição de 70 milhões de doses do antígeno.

Além disso, um dia depois, em entrevista à CNN Brasil, Pazuello disse que a campanha de vacinação brasileira poderia começar em dezembro do último ano, iniciativa que não ocorreu. Ele também mencionou a chegada de 500 mil doses da vacina da Pfizer em janeiro de 2021, mesmo que não houvesse formalização de compra ou aprovação de uso emergencial do imunizante por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Essa divulgação teria causado um desconforto na Pfizer, ainda segundo as informações publicadas pelo jornal. Contudo, a companhia manteve as negociações com o MS.

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Nota da Pfizer

Vale ressaltar que, na sexta-feira (08/01), a Pfizer emitiu uma nota oficial dizendo que já encaminhou três propostas para vender 70 milhões de doses da sua vacina ao Governo brasileiro. Segundo a companhia, caso uma dessas negociações fossem concluídas, haveria possibilidade de início de entrega do imunizante em dezembro do último ano.

“A Pfizer encaminhou três propostas ao Governo brasileiro, para uma possível aquisição de 70 milhões de doses de sua vacina, sendo que a primeira proposta foi encaminhada pela companhia em 15 de agosto de 2020 e considerava um quantitativo para entrega a partir de dezembro de 2020”, disse a empresa, por meio de comunicado oficial.

Farpas

Um dia antes do comunicado da Pfizer, Pazuello criticou as exigências da Pfizer para fechar um contrato de comercialização com o País. De acordo com o ministro da saúde, o Governo Federal está negociando com representantes do laboratório suas condições para a aprovação da vacina no Brasil, mas disse que a empresa farmacêutica apresenta “imposições que não encontram amparo na legislação brasileira”.

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