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12 mitos sobre uma carreira de sucesso

Carreira de sucesso

Nestes quase 11 anos de trabalho no mundo farmacêutico, devo ter lido algumas dezenas de livros e artigos sobre o tema “Como ter sucesso na carreira”. Muitos destes eram “Guias Definitivos” para o sucesso, ou para ficar rico, ou para ambas as coisas. De maneira geral, a linha de pensamento é a mesma, “trabalhe com o que você ama”, “tenha objetivos claros”, entre tantos outros clichês. Seria lindo se realmente houvesse um guia definitivo para o sucesso, uma fórmula mágica a ser seguida por todos. Mas cada pessoa pensa de um jeito, cada empresa funciona de um jeito, e nunca haverá uma verdade absoluta quando falamos de carreira.

Portanto, baseado nas minhas experiências, escrevo este artigo com o objetivo de quebrar alguns paradigmas e desmistificar algumas dicas para ter uma carreira de sucesso, mostrando que outros caminhos podem ser seguidos.

1 – Estude na melhor Faculdade

Este é um conceito que já faz parte da nossa sociedade. “Quer se dar bem? Então estude na melhor faculdade!”. Normalmente essas ditas “melhores faculdades” são as universidades públicas, mas é muito importante deixar claro que, nem sempre os melhores acadêmicos são os melhores profissionais. Já trabalhei com excelentes e péssimos profissionais, tanto de faculdades públicas quanto de particulares. Portanto, o que importa não é onde você se graduou ou está se graduando, mas sim o empenho e dedicação desde o momento da entrevista para conseguir o estágio ou emprego até o dia a dia no trabalho.

2 – Trabalhe com o que você ama!

Ah! Como seria bom escolher aquilo que temos amor para poder trabalhar! Certamente muitos de nossos colegas seriam excelentes funcionários da área de Avaliação de Seriados do Netflix. Concordam?

Este é um dos conceitos mais difundidos quando se trata de ter sucesso na carreira, mas na prática não funciona tão bem assim. Algumas pessoas são abençoadas em poder, de fato, trabalhar com o que amam, mas a maioria dos pobres mortais, simplesmente precisa trabalhar com o que der ou a vida oferecer. O que fazer então?

Bom, meu conselho é: Aprenda a amar o que você faz!

Quando comecei a atuar na indústria farmacêutica, na área de assuntos regulatórios, eu não só não amava, como eu detestava o que eu fazia. Hoje, uma década depois, tenho amor pelo que faço. Aí você me pergunta: Como? Simples, eu encontrei o propósito para aquilo que eu fazia e percebi a importância e contribuição que eu poderia dar para a sociedade. Mas também aprendi que, mesmo amando o que faço, há dias bons, excelentes, ruins e péssimos. Há momentos de alegria e momentos de total desespero, mas no final das contas vale muito a pena.

Procure encontrar o seu propósito, a importância do seu trabalho, o que te faz querer dar o seu melhor para atingir os êxitos, mas pare de procurar algo que você ame incondicionalmente. Caso contrário, você corre o risco de não fazer nada, ou de odiar tudo que faz. E lembre-se, qualquer relacionamento que envolve amor, seja com seus pais, companheiros ou com o trabalho, é feito de dias bons e dias ruins. Não existe a perfeição!

3 – Tenha objetivos muito claros e concretos

Não, por favor não tenha. É muito importante ter objetivos, mas também é importante não os restringir demais. Querer “ser promovido em 18 meses” ou “querer um aumento em até 12 meses” são objetivos que no mundo real dificilmente serão atingidos. Na maioria das empresas há planos de carreira, porém, apenas no papel, pois é bastante complicado colocar em prática. Procure ter objetivos flexíveis, mas que possam ser atingidos, começando por mudanças internas e não esperando mudanças externas. Por exemplo, querer ser promovido em 18 meses pode até ser um objetivo secundário, mas primeiro é necessário traçar e atingir diversos objetivos primários, internos, como por exemplo iniciar uma especialização nos próximos 6 meses; procurar ser mais organizado no trabalho imediatamente; buscar aumentar a produtividade nos próximos 12 meses; melhorar o relacionamento com os colegas de trabalho; etc. Para no fim, tentar conseguir a promoção e não simplesmente ficar esperando ela cair no seu colo e, caso não acontecer, querer culpar a empresa que não reconhece seu trabalho. Até porque você deu o prazo de 18 meses para eles te promoverem, mas não souberam enxergar o excelente profissional que você é! Certo?

Pode ser que você não consiga sua promoção mesmo fazendo o seu melhor? Pode, claro! Mas aí talvez seja a hora de procurar esta promoção em outra empresa e não necessariamente na que você já trabalha. Isso depende de diversos fatores. Portanto, esteja sempre atento às oportunidades.

4 – Siga seus instintos

Calma! Não estou dizendo que você deve ignorar seus sentimentos, mas pense bem no que você considera ser seu instinto, pois às vezes podemos nos enganar.

Normalmente quando recebemos uma proposta de outra empresa e também uma contraproposta da empresa que já trabalhamos, considerando que financeiramente a diferença é irrelevante, nosso “instinto” quase sempre nos diz para ficar onde já estamos, pois a nossa mente adora a famigerada “zona de conforto”. Ela nos diz: “Pra quê se arriscar agora? Fica quietinho aqui que está bom demais!”. Porém, algumas vezes a mudança pode ser necessária e importante para o crescimento profissional. Talvez você já estivesse procurando emprego por não estar mais feliz onde trabalha, ou por querer um desafio novo para carreira. Cada um tem seus motivos. Portanto, muito cuidado com seus instintos. Uma dica é procurar por profissionais que já passaram por estas situações, se aconselhar, colocar na balança os motivos que te levaram a querer sair de onde está, conversar com profissionais que trabalham na empresa que te fez a proposta, tentar saber como é o dia a dia de trabalho, os valores e princípios da empresa, etc. Nunca decida cegamente, apenas acreditando nos seus nobres sentimentos.

5 – Cuidado para não fracassar

Muito cuidado com esta frase, e não com o fracasso.

Fracassar faz parte do processo de aprendizagem e crescimento. Sejam pequenas derrotas, como cometer erros no trabalho, ou até mesmo uma demissão. Logicamente é importante ter cautela para não fracassar, medir as consequências quando estiver prestes a se arriscar, ter bom senso quando for tomar decisões. Tenha medo do fracasso, mas não muito. Quem tem muito medo do fracasso não se arrisca, e quem não se arrisca não cresce, ou demora muito tempo para crescer. E por favor, não entenda crescer com ganhar um aumento ou uma promoção. Crescer é evoluir como profissional e muitas vezes como pessoa, aprender mais, saber lidar com as adversidades, saber gerenciar conflitos, entre outras coisas. Saiba que o fracasso existe e saiba levantar depois de uma queda. Sempre se leva algo bom de momentos como esses.

6 – Saiba separar a vida pessoal da vida profissional

Ou seja, crie um clone para trabalhar por você.

Temos apenas um cérebro e um coração e, até onde sei, não é possível desligar a chave da vida profissional e ligar a da vida pessoal (ou vice-versa) quando quisermos. Situações ocorridas em casa influenciam diretamente no trabalho, assim como situações ocorridas no trabalho influenciam diretamente nossa vida pessoal, e sejamos sinceros, é muito difícil separar as duas coisas.

Não adianta negar, você algum dia disse que o seu chefe “dormiu de calças jeans” naquele dia em que ele estava muito nervoso. E não se iluda, alguém algum dia já falou isso de você.

O que precisamos nos atentar é para não extravasarmos os problemas que adquirimos em um ambiente no outro, pois isso nos prejudica em ambos. Teremos dias bons e dias ruins e precisamos administrar isso, sem esquecer que as pessoas ao nosso redor não são as culpadas de tudo (ok, às vezes são). Temos que trabalhar o autocontrole e seguir em frente, pois, infelizmente, não é possível ter vidas paralelas, uma para “viver” e outra para trabalhar.

Se o seu trabalho está te deixando louco e você está se afastando de amigos, família, cônjuge. Reveja seus conceitos, imediatamente!

7- Saiba trabalhar em grupo

Quando a professora do primário dizia: “Turma! Formem grupos de 5 pessoas!”, pronto, ali já começavam a surgir as panelinhas. Obviamente, todos queriam no seu grupo os colegas com que tinham maior afinidade, e quando a professora resolvia formar os grupos por ela mesma, desespero total! Vou ter que conviver com o colega que odeio!

Isso se repetiu no ensino fundamental, ensino médio, faculdade e agora você está aí no mercado de trabalho, sem poder escolher o velho grupinho de amigos para trabalhar. A “professora” agora é a empresa e ela te obriga a trabalhar com quem já está lá. Que enredo trágico, não? Não, claro que não!

Infelizmente nossa formação desde a infância nos ensinou a trabalhar em grupos, mas não nos ensinou a trabalhar em times.

Trabalhar em time é trabalhar com pessoas que você não tem a menor afinidade, mas que você sabe que são extremamente competentes, talvez mais do que você (pode ser difícil de assumir, mas aceita que dói menos). Trabalhar em time é trabalhar com pessoas totalmente diferentes, com visões diferentes, com ideias diferentes, mas que juntos são imbatíveis. Trabalhar em time é saber colocar o seu ponto de vista e brigar até o fim por ele, mas é também saber aceitar que o outro estava certo e você errado. É abrir mão de seus desejos pessoais, ego e vaidade em prol de um bem maior.
Esqueça esta besteira de trabalhar em grupo e comece a trabalhar em time!

8 – Nunca se desespere

Pode se desesperar, mas não vá sair arrancando os cabelos, não vá bater o teclado do computador na mesa até que não reste nenhuma tecla, e nem vá chorar escorado em uma parede descendo até cair no chão como uma típica cena de novela mexicana. Ou seja, nunca tome atitudes extremas em momentos de desespero, mesmo estando desesperado.

Se você cometeu um erro catastrófico, você tem bons motivos para se desesperar, mas você precisa também ter a habilidade de se recompor e de fazer do desespero seu aliado. O desespero te deixa em estado de alerta, portanto, saiba administrar seus pensamentos de caos e retomar o foco para resolver o problema. Talvez isso demore um dia e uma noite mal dormida para acontecer, mas tudo volta ao normal. Se desesperar faz parte do processo, e você se verá em situações de desespero em alguns momentos de sua carreira, apenas tenha cuidado para não se desorientar.

9 – Seja fiel às suas opiniões

Sim, seja fiel às suas opiniões, porém, só até quando você acreditar nelas!

Mais uma coisa arraigada na sociedade: mudar de opinião sobre determinado assunto é errado. Fomos criados assim, time de futebol preferido, prato predileto, cor preferida. Escolha um, cresça, viva e morra com aquela mesma preferência. Acontece que a vida não é assim, nossas opiniões e preferências mudam. Até nosso paladar muda, então porque no mundo corporativo precisamos nos agarrar tão firmemente às nossas opiniões e não mudá-las nunca? Medo de julgamentos, ego talvez?

Não importa. O que importa é que não devemos nem podemos ter opiniões imutáveis sobre tudo. Às vezes assumimos um determinado posicionamento onde trabalhamos e defendemos nossa opinião, o que é extremamente importante, mas também precisamos saber avaliar se aquela ideia é de fato correta, ou se aquele caminho é realmente o melhor a ser seguido. Não há mal algum em mudar de ideia, mudar conceitos pessoais. Aliás, isso faz parte do processo de crescimento de qualquer pessoa.

10 – Tempo de experiência é fundamental

“Afinal, quando eu comecei a trabalhar, você ainda usava fraldas!”. Quem nunca ouviu essa frase ou alguma semelhante? Eu já ouvi várias vezes e sei que são bastante corriqueiras nas empresas.

Não que o tempo de experiência seja irrelevante, pois não é. Quanto mais tempo de experiência temos, melhor conseguimos avaliar e resolver os problemas que surgem no caminho. Entretanto, muitas vezes precisamos ter em mente que soluções do passado podem não resolver os problemas do presente. Ter uma boa bagagem é muito bom, particularmente, adoro conversar com pessoas com mais anos de estrada do que eu, pois se aprende bastante. Mas acreditar que “Aqui sempre funcionou assim” e por isso nada pode ser mudado é um grande erro.

Além disso, é importante mencionar que há profissionais com pouco tempo de carreira, mas com extrema competência, e que em 5 anos conseguiram atingir êxitos que outros profissionais não conseguiram em 20 anos. Tempo de trabalho e competência são coisas totalmente distintas. O tempo pode ajudar e pode não fazer diferença, tudo depende do que você anda fazendo com seu tempo.

11 – Trabalho é coisa séria!

Esta é da época dos nossos pais e avós, mas perdura ainda hoje.

O trabalho precisa ser feito com responsabilidade, o que não quer dizer que precisa ser toda essa coisa séria!

Passamos a maior parte das nossas vidas trabalhando. A convivência com os colegas de trabalho é normalmente maior que a convivência com nossa família. Já sofremos pressões diárias por resultados entre outras coisas, então, qual o sentido de piorar a situação tornando tudo tão sério, tão pesado?

É importante rir dos problemas , ter um ambiente descontraído, fazer piadas e se divertir com as adversidades da vida. Logicamente sem perder o bom senso, mas é possível ter um ambiente leve e alegre no trabalho. Quem sabe aumentando até a produtividade. Acredito que gente feliz trabalha melhor.

12 - Seja um profissional insubstituível

Quer ficar estagnado na carreira? Então seja um profissional insubstituível!

Será tão difícil encontrar alguém para colocar no seu lugar que você nunca será demitido! Mas também nunca será promovido.

O segredo para ser um grande profissional, principalmente quando se está em cargos de gestão, é ser substituível. E digo mais, ser substituído por alguém da própria equipe e que tenha sido treinada por você!

Então vocês podem pensar: “Nossa, que horrível! Que pessoa desleal essa que rouba o lugar do chefe!”. Acontece que quando você é um bom profissional, nunca vão “roubar” o seu lugar. Ou você vai ceder seu lugar, pois foi promovido para um cargo maior, ou porque foi convidado a assumir uma nova posição em outra empresa. Bons profissionais não são “derrubados” por ninguém. Bons profissionais passam o máximo de conhecimento para sua equipe, para que quando estiver ausente da empresa por qualquer motivo que seja, o time consiga se virar sem ele. O bom profissional deve ser sempre substituível pela equipe na qual ele trabalha. Profissionais insubstituíveis são péssimos para qualquer corporação, portanto nunca seja um deles.

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