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Cinco dicas para farmacêuticos que buscam por um emprego em tempos de crise econômica

Nos últimos meses tenho percebido através das redes sociais as quais faço parte, principalmente redes profissionais como o Linkedin, um notável aumento do desemprego na área farmacêutica.

Apesar da indústria e varejo farmacêutico não sofrerem tão drasticamente os efeitos da crise como outros setores da nossa economia, é possível observar a diminuição de vagas nas empresas por conta deste período turbulento

Estar preocupado em ficar desempregado é um sentimento comum em momentos de crise e de fato o desemprego pode bater na nossa porta, mas nestes momentos precisamos ter sabedoria para “sobreviver” a estas situações. Abaixo listei algumas dicas para quem já está sentindo o peso negativo da crise sobre as costas.

1. Não Tenha Pressa

Se você perdeu seu emprego recentemente, tenha calma. A pressa em querer se reposicionar no mercado, pode levar você a fazer escolhas que talvez em uma situação normal você não faria. Avalie as oportunidades de emprego que surgem e veja se vale a pena, por exemplo, trocar de área ou trabalhar em cargos inferiores comparados ao seu último emprego.

É óbvio que em um momento de desespero não pensamos muito nisso, mas esta decisão é extremamente importante para quando a situação se estabilizar novamente. Aceitar qualquer vaga para retornar ao mercado pode ser ruim para seu currículo caso no futuro queira retornar à atividade que exercia antes.

Entretanto, não ter pressa não quer dizer que você deve deitar no sofá e esperar a vaga perfeita cair no seu colo. Neste momento você deve estar atento a todas oportunidades possíveis, até mesmo para ampliar seu poder de escolha. Cadastre-se em sites de vagas, contate empresas de RH, distribua seu currículo e não pense em desistir por um só dia da busca pela recolocação. O empenho e a perseverança são fundamentais, portanto sempre siga em frente.

2. Não se Isole

Normalmente quem está desempregado se sente de certa forma envergonhado e acaba se isolando dos colegas. Este é um dos piores erros que se pode cometer.

Para começar, estar desempregado não é nenhuma vergonha e pode ocorrer com qualquer um, principalmente no serviço privado. É muito importante manter a cabeça erguida e não se deixar abater. Tenha em mente que cedo ou tarde você estará empregado novamente.

E nunca, em hipótese alguma se isole dos seus colegas de profissão. Pelo contrário, esta é a melhor hora para contatar todos, expor sua condição e pedir ajuda. É hora de deixar o ego e o orgulho de lado.

Quanto maior a rede de pessoas dispostas a te ajudar, mais rapidamente você conseguirá se reposicionar. E lembre-se uma das coisas mais valiosas que podemos e devemos construir na nossa carreira é uma boa rede de relacionamentos, pois ninguém constrói uma carreira sozinho.

3. Aprimore-se

Por mais que você esteja ocupado buscando vagas, enviando currículos e contatando colegas, certamente terá mais tempo para se dedicar a você. Talvez seja a hora de fazer aquele curso ou especialização que vinham sendo adiado, se matricular no curso de inglês, estudar mais sobre seu ofício, não importa.

Informação e conhecimento são coisas que podem te diferenciar de seus concorrentes no mercado, então aproveite seu tempo para se aprimorar e se tornar melhor qualificado que os demais. Se precisar pular da cama às 5 da manhã e ir dormir à meia noite, faça. Saiba aproveitar as oportunidades que você não poderia ter se estivesse cumprindo sua jornada de trabalho.

E certamente quando retornar a trabalhar, pode ter certeza que não irá querer abandonar os projetos de desenvolvimento pessoal que iniciou.

4. Seja Realista

Ser otimista é muito importante, mas ser realista é mais. O otimista só conquistará o seu espaço se souber ser realista e se dedicar a encontrar um novo emprego, se dedicar a obter mais conhecimento, se dedicar em fazer seu networking, etc. Ser otimista sentado no sofá vendo TV o dia todo não te levará a lugar nenhum. Achar que milagrosamente aparecerá um emprego para você, com a força da sua fé, igualmente não ajuda em nada.

Saiba também encarar a situação. Um período de desemprego pode durar dias, semanas, meses e é importante saber disso.

Tente não colocar metas como, “quero estar empregado novamente em 3 meses”, pois se nos 3 meses não acontecer nada, você pode se desanimar demais. Esqueça a meta e mantenha o foco, pelo tempo que for necessário.

5. Seria a hora de prestar um Concurso Público?

Esta é uma pergunta que muitos se fazem, independente de estarem desempregados ou vivendo um momento difícil no seu emprego. Bom, eu venho construindo minha carreira no mercado privado e pessoalmente acredito que não me adaptaria no serviço público por conta do meu perfil profissional, portanto esta é uma avaliação muito pessoal e deve ser feita com muito cuidado. Antes de tomar esta decisão, você deve se perguntar qual é o motivo de estar pensando em fazer um concurso.

A ideia principal de quem pensa em fazer concurso público é a estabilidade e em alguns casos os altos salários que são oferecidos. Não que não se deva pensar nestes pontos, que são importantes, porém é um erro seguir este critério como prioridade.

Pense que provavelmente você passará muitos e muitos anos realizando seu ofício no sistema público (10, 20, 30 anos?), e caso você não coloque em primeiro lugar a real vontade de realizar aquele trabalho, se não entender o motivo daquilo que você faz, se aquilo te trará algum tipo de realização, será um empregado infeliz por 30 anos.

Entretanto, se você acredita que poderá ser feliz no serviço público, independente da estabilidade ou salário, sim esta é uma ótima hora para se dedicar. Aproveite seu valioso tempo para estudar e conseguir vencer a concorrência!

Por fim, se você está desempregado ou acredita que pode perder seu emprego por conta da crise, por mais desanimador que seja, não se deixe vencer pelas turbulências que encontrará no caminho até seu novo emprego. Mantenha a cabeça erguida, o foco no seu objetivo e a fé, os três sempre juntos. Tenha certeza que quando menos esperar, tudo estará nos eixos novamente.

Vítor Brandão Eça é especialista em regulação na indústria farmacêutica e professor do ICTQ

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