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Suplementos: mais lucro nas farmácias com produtos de bem-estar

Foi-se a época em que os suplementos alimentares eram considerados itens exclusivos de atletas e de adeptos de atividade físicas ligadas ao crescimento de massa muscular. Pouco a pouco a população voltada ao consumo de produtos do bem-estar vem descobrindo os benefícios dos nutracêuticos, suplementos, nutricosméticos e aliméticos, que têm encontrado cada vez mais adeptos no Brasil.

As estimativas apontam que o segmento de nutracêuticos e nutricosméticos chegará a faturar US$ 4,24 bilhões em 2017 (Global Industry Analysts) no mercado global. No Brasil, estima-se que a categoria dos suplementos alimentares tenha um faturamento superior a US$ 400 milhões, segundo a Euromonitor International. Nada mal quando se imagina que esses produtos chegaram para ficar no varejo farmacêutico!

Para se ter uma ideia do vigor desse mercado, vale lembrar que o aumento do faturamento da categoria esperado para o próximo ano é de, no mínimo, 25% só no Brasil. Por aqui há uma migração do consumo desses produtos das lojas especializadas para as farmácias. Muitas grandes redes já perceberam essa tendência, que vem acontecendo com muita força nos últimos anos.

Há os que digam que essa onda teve início com a RDC 44/99, que inicialmente colocou os medicamentos isentos de prescrição (MIPs) para dentro do balcão (fora do alcance da população). Assim, os varejistas viram suas gôndolas vazias e os mais empreendedores vislumbraram a possibilidade de preenchê-las com itens de alto valor agregado e muito rentáveis, como os suplementos. Os que agiram dessa forma tomaram uma decisão acertada.

Com isso, todos foram beneficiados, já que o usuário que decidiu pela compra de suplementos nas farmácias passou a receber orientação do farmacêutico podendo assim utilizar esses produtos de forma correta, segura, orientada e consciente. O outro beneficiado foi o estabelecimento farmacêutico, que aumentou seus lucros e, por meio de sua equipe, pode disponibilizar à clientela orientação correta e profissional, agregando valor ao trabalho prestado aos usuários de seus serviços.

O fundador e CEO da Midway Labs, Wilton Colle, tem uma visão mais voltada ao esporte. Ele comenta que o termo nutracêutico serve para nomear substâncias como vitaminas, minerais, aminoácidos, fibras dietéticas, peptídeos, oligoelementos. Os nutracêuticos são amplamente utilizados em fórmulas da indústria da suplementação alimentar com objetivos diversos, tais como melhorar o desempenho, aumentar massa muscular, recuperação pós-treino, força, energia, definição muscular e aumento da massa magra.

Ele diz que alguns nutracêuticos, como a creatina, promovem fornecimento de energia muscular na forma de produção do ATP (adenosina trifosfato) enquanto que a L-carnitina atua na conversão da gordura acumulada pelo organismo humano em fonte de energia (queima de gordura). Já a arginina promove a produção de óxido nítrico que, por sua vez, atua como vasodilatador, inflando músculos e veias do corpo.

Todas essas substâncias estão presentes nos alimentos, como, por exemplo, o licopeno no tomate, a vitamina C na acerola, o ferro no espinafre, e assim por diante. São aplicados em profilaxia, mas não são considerados medicamentos.

Colle comenta que combinações especiais em fórmulas específicas podem ainda melhorar o desempenho sexual, acelerar as funções cerebrais (que é primordial para executivos e estudantes), contribuir para o sucesso de dietas de emagrecimento, aumento do ânimo e até na melhora do humor. Em suma, o nutracêutico é aquilo que há de melhor no alimento e que quando ministrado em quantidades adequadas produzem efeitos úteis, desejados e necessários. “É impossível, para quem pratica exercícios físicos com regularidade, deixar de complementar suas dietas, especialmente se for um atleta ou se tiver uma vida muito agitada”, destaca ele.

Exemplos como o da Midway, que posicionaram inicialmente seus produtos para atletas, há vários no mercado, como os dos fabricantes Nutrilatina, Integralmédica, Probiótica, SmartLife, entre outros. No entanto, gigantes como a Nestlé já vislumbraram o potencial desse mercado. Neste caso, a empresa lançou a linha Nestlé Health Science, em que comercializa produtos como o Nutren Sênior (voltado para os cuidados de idosos) e Nutren Active (para pessoas com necessidades especiais, ganho de peso, melhoria de percentual de massa magra, carência de vitaminas). Esses itens são disponibilizados com alto teor de proteínas, mas são posicionados para pessoas comuns.

Mudança de hábitos

A gerente de Marketing da divisão Beauty da Nutrilatina, Jeanne Botelho Maciel, concorda que há uma tendência de crescimento da venda dos nutracêuticos nas farmácias. Isso porque o canal está cultivando maior tradição na comercialização desses produtos. Além disso, há uma mudança de perfil do consumidor moderno, que precisa de respostas mais rápidas e eficazes.

“O segmento está em forte crescimento mundial, e no Brasil também se pode verificar esse aumento devido à alteração dos hábitos dos consumidores. Eles entendem que precisam compensar os desgastes próprios do ritmo de vida acelerado e do estresse”, destaca a executiva. As pessoas estão mais conscientes de que a alimentação do cotidiano dificilmente será capaz de atender a essas demandas do organismo que precisam ser supridas.

“O papel do farmacêutico no varejo para a venda dos nutracêuticos e suplementos é fundamental no que se refere à recomendação e aconselhamento”, diz a gerente. Por ser um mercado em expansão, muitos consumidores precisam de informações adicionais sobre quais suplementos ou nutracêuticos são mais indicados para cada necessidade.

Desse modo, é fácil reconhecer que a venda de suplementos em farmácias melhora o tíquete médio e atrai o novo perfil de consumidores para as lojas, melhorando inclusive a área de perfumaria, pois o consumidor de suplementos e nutracêuticos é preocupado com a boa aparência e a qualidade de vida. A imagem da loja e o negócio ficam muito melhores com a venda desses produtos.

Presença nas farmácias magistrais

O presidente e fundador da rede de farmácias magistrais Artesanal, Evandro Tokarski, oferece também produtos com marca própria nessa categoria. Ele diz que os nutracêuticos são a força do momento nos Estados Unidos e Europa, e o mesmo está acontecendo no Brasil.

“Os nutracêuticos vieram para ficar. Com o aumento do poder de compra e de informação, a ascensão das classes C e D e o aumento da expectativa de vida, o mercado do bem-estar tem crescido muito. É o mercado da prevenção”, comemora Tokarski.

Ele afirma que o faturamento da Artesanal nas vendas de nutracêuticos aumentou 14% de 2013 para 2014, e o dos medicamentos cresceu 10,5%. “Estamos prevendo crescimento ainda maior para 2015, na ordem de 15%”, conclui ele.

Falsificação e contrabando

O CEO da Midway diz que, quando se fala em suplementos e nutracêuticos, a legislação brasileira é extremamente controversa e controladora no que diz respeito a combinar livremente as substâncias. Isso limita muito a capacidade da indústria de ofertar maior variedade de suplementos, como acontece nos Estados Unidos, onde essas restrições não existem.

Esse tipo de atuação da Anvisa, que tem como objetivo a segurança do consumidor, promove indiretamente o contrabando, a falsificação ou ainda a entrada irregular de suplementos nutracêuticos no Brasil. “A Midway Labs defende uma maior possibilidade de formulações e, ao mesmo tempo, mais rigidez sobre produção e importação. Atualmente existem muitos mecanismos, como as RDCs, que restringem quem atua de boa fé e favorece quem quer tirar vantagem”, critica ele.

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