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JAPÃO - O país da farmácia drive thru

O Japão é um país com muitos idosos. Sua taxa de mortalidade é baixa e a expectativa de vida da população japonesa é uma das mais elevadas do mundo, chegando a 83,6 anos. Além disso, há uma baixa taxa de natalidade. Sua população é de 127,3 milhões de pessoas, mas o curioso é a alta densidade demográfica, que chega a 336,8 habitantes por km² (no Brasil esse índice é de 24 hab./km²).

O país é formado por um arquipélago que fica no Oceano Pacífico, no extremo leste do continente asiático. O território japonês possui uma área de 377.899 km². Com a terceira maior economia do mundo (perdendo apenas para os Estados Unidos e a China), o Japão possui renda per capita de US$ 43 mil (R$ 142 mil).

Quem falou sobre a farmácia no Japão foi Elza Satoko Mio Nakahagi, que publicou o Dicionário de Termos Médicos com nove mil palavras em japonês, português, espanhol e inglês. Embora ela seja formada em medicina no Brasil, atua no Japão como intérprete trilíngue e dá aulas em faculdades de saúde, inclusive na área farmacêutica, para estrangeiros que vivem naquele país.

Ela trabalha no SABJA-DISQUE-SAÚDE do Conselho de Cidadãos do Consulado Geral do Brasil, em Nagoya, para o atendimento, informações e aconselhamentos gratuitos sobre saúde, e é voluntária de ONGs de assistência aos estrangeiros residentes no Japão. Elza conta que, naquele país, há três tipos de linha de medicamentos:

Linha 1- Só se vende com prescrição médica. Inclui todos os medicamentos utilizados para enfermidades em geral (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, hormônios, medicamentos oncológicos, antiácidos, antialérgicos etc.). Os itens dessa linha possuem as seguintes características:

- Necessitam da presença do farmacêutico para sua venda;

- São vendidos nas farmácias de manipulação;

- Podem ser vendidos tanto nas farmácias dentro do hospital como nas farmácias fora do ambiente hospitalar;

- São cobertos pelo seguro de saúde público, portanto o paciente paga apenas 30% do seu custo real.

Linha 2 - Pode ser vendida na ausência do farmacêutico, mas necessita de um técnico de medicamentos – profissional licenciado pelo governo nacional. A linha compõe medicamentos mais leves, com menos efeitos colaterais, como itens para dores leves, antigripais, alergias comuns, xarope simples para tosse etc. Estes produtos não são cobertos pelo seguro de saúde público, portanto, seus usuários pagam 100% do seu valor real.

Linha 3 – Agrega os medicamentos mais comuns do que os da segunda linha, e que não necessitam do farmacêutico ou técnico de medicamentos, ou seja, são dispensados apenas pelo balconista, como emplasto para torção, produtos para curativo, gargarejo, sabonete antisséptico etc. Eles não são cobertos pelo seguro de saúde público, portanto, os consumidores pagam 100% do seu valor real.

Conheça a seguir outros 7 aspectos da farmácia e da profissão farmacêutica no Japão:

1- Regulamentação do segmento farmacêutico

O governo estadual (no caso do Japão, diz-se governo provincial) é quem controla e autoriza o funcionamento das farmácias por meio do Departamento de Medicamentos, Drogas e Burocracias. Há muita rigidez com relação às regras, leis e normas que regulam o setor.

2 – Perfil das lojas

Uma farmácia pode optar por vender as três linhas de medicamentos, apenas a primeira, a primeira e segunda, ou apenas a terceira, desde que o farmacêutico esteja presente, o técnico de medicamentos ou o balconista, ou seja, o profissional responsável pela dispensação de cada linha.

Os medicamentos de primeira linha ficam localizados dentro de um recinto particular, onde apenas os farmacêuticos têm acesso. Os itens das linhas 2 e 3 ficam à vista dos consumidores.

3 – Prescrição de medicamentos por farmacêuticos

Não há a permissão da prescrição para o farmacêutico. Apenas o médico pode prescrever. Cada receita é válida apenas por quatro dias, a partir da data aviada. Também não se aplicam injeções em farmácias. Todas as consultas, intervenções e procedimentos são realizados nos hospitais ou clínicas.

4 – Propriedade das farmácias

Não há exigência legal sobre a propriedade das farmácias. Qualquer pessoa pode comprar um estabelecimento, mas o local deve seguir as regras de dispensação dos medicamentos, atendidas pelos profissionais responsáveis por cada linha, sejam farmacêuticos, técnicos ou balconistas.

5 - Presença do farmacêutico na farmácia

O farmacêutico pode ser contratado e remunerado por horário de trabalho. Não há a exigência de período integral. No entanto, se ele estiver ausente, o estabelecimento pode funcionar, mas não pode vender os medicamentos de primeira linha. Com isso, as farmácias procuram manter os farmacêuticos durante todo o período de funcionamento, pois os medicamentos de primeira linha são os mais vendidos (por conta do subsídio governamental).

6 - Remuneração do farmacêutico

Os farmacêuticos japoneses recebem, em média, 250.000 ienes por mês (R$ 7.312,50).  Podem também receber por hora, entre 2.000 (R$ 58,28) a 2.500 (R$ 72,85) ienes.

7 – Algumas curiosidades da farmácia no Japão

Os japoneses veem vantagem em comprar medicamentos de primeira linha, mesmo que sejam obrigados a passar por uma consulta, pois, além de poderem adquirir o medicamento, eles ainda pagam somente 30% do seu valor por conta da cobertura do plano de saúde do governo. “Eu sempre digo que, às vezes, é mais prático e menos oneroso passar por consulta médica e receber uma prescrição”, afirma Elza.

Os brasileiros que vão ao Japão e tentam comprar seus medicamentos de costume, como anticoncepcionais, por exemplo, não conseguem fazê-lo, pois a maioria desses medicamentos são itens de primeira linha, vendidos sob prescrição.

É muito comum que um japonês frequente a sua farmácia de costume. Ao passar por uma consulta, em clínica ou hospital, é comum que esses órgãos já enviem a receita diretamente à farmácia. Assim, o usuário só precisa ir até o estabelecimento para retirar o pacote pronto e pagar uma pequena parcela.

O sistema de drive thru é facilmente encontrado nessas condições. O hospital, por exemplo, já envia a receita, os dados do paciente, seu cartão de saúde etc. É só pegar e sair.

Dessa forma, todo o histórico do paciente fica registrado na farmácia de costume, e o farmacêutico tem o cuidado para não cruzar as reações e doses medicamentosas, pois mantém todas as informações das consultas realizadas nas diversas especialidades.

O próprio paciente também recebe uma Caderneta de Medicamentos, onde fica registrado todo o histórico de medicamentos, para o caso de ele precisar visitar outra farmácia além daquela de costume.

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