Antes de pedir valorização o farmacêutico deve se valorizar, afirma Rick Chesther

Antes de pedir valorização o farmacêutico deve se valorizar, afirma Rick Chesther

O Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) realizou recentemente mais uma live em sua página no YouTube. Dessa vez a transmissão contou com o escritor, conferencista e influenciador digital Rick Chesther, um dos maiores sucessos editoriais da área de empreendedorismo do País. Chesther destacou, entre outros assuntos, a importância de o farmacêutico ser o protagonista da sua carreira. “Ninguém irá valorizá-lo mais do que você mesmo”.

“Quando alguém vê um farmacêutico de sucesso, diferenciado, logo se pergunta: como ele chegou lá? Para atingir o que muitos acreditam que seja o topo é preciso muita determinação e capacidade de se reinventar”, revela Chesther, apontando ainda que a medida da conquista deve ser outra. “Costumo dizer que o segredo do sucesso mora no percurso, não no resultado. Eu sou fruto do percurso, o farmacêutico vencedor também pode ser. Cair, levantar e seguir em frente, esse é o segredo”.

Chesther destaca, contudo, que não há uma receita única. “Eu não vou dizer ao farmacêutico o que ele deve fazer, posso contar o que eu fiz e deu certo. Até porque acredito em uma ideia chamada ‘faça a sua parte’. Se o farmacêutico fizer a parte dele as coisas vão acontecer”, salienta o escritor.

Alguns farmacêuticos costumam dizer que fazem parte de uma categoria não valorizada, observa Chesther. “Então vou contar uma coisa. Já morei em comunidade. Chega na favela e pergunta para uma mãe o papel que tem o farmacêutico. Você vai sair de lá com o maior orgulho da profissão. Com toda a carência de serviços de saúde que o Brasil possui, em muitos lugares a farmácia é a única opção que as pessoas têm. Então, o primeiro passo é parar com a autodepreciação e se valorizar”.

Ele completa: “Se um em um milhão consegue dar certo, você tem que ser esse um. Acorde todos os dias com esse pensamento: se na farmácia um vai acertar, então que seja eu. Se tiver dois ou três que acham a mesma coisa, ótimo. Aí vem a disputa saudável. Cada um lutando por se diferenciar e ganhar o seu espaço. Lá na frente os três vão descobrir que todos podem chegar lá”, afirma o escritor e completa. “Um farmacêutico não perde para outro farmacêutico, perde para ele mesmo. É a coragem que vai levá-lo aonde outros não vão conseguir chegar. Medo é real, mas acima dele vem a coragem. Ela é que vai fazê-lo ir em frente quando errar, quando as coisas não derem certo”.

Além disso, ressalta Chesther, é necessário também saber renunciar. “Crescer dói, é preciso abrir mão de vaidades, da vergonha e principalmente da zona de conforto. Se você acha que não vai conseguir e culpa o outro, o governo, a escola, a profissão escolhida, que não é valorizada, fica fácil invocar o fracasso. Assuma a sua responsabilidade. Há muitas pessoas que se contentam em ser coadjuvantes. Se você quer chegar lá seja o protagonista da sua vida. Não concordo com a frase: você é do tamanho do seus sonhos. Você é do tamanho da disposição que tem para buscar o seu sonho. Conhecimento transforma”.

De acordo com Chesther, a “faculdade da vida” lhe mostrou que ela não dá oportunidade, mas gera possibilidade. “Enxergamos a possibilidade e fazemos dela uma oportunidade. A vida é como uma moeda: de um lado está o problema, do outro, a solução. Se você não é parte da solução automaticamente é parte do problema. Escolhi ser parte da solução”.

O vídeo que mudou uma vida

Rick Chesther nasceu e passou a infância em Pitangui, interior de Minas Gerais. Filho do meio de uma dona de casa e um pedreiro, começou a trabalhar cedo porque “queria comer carne todo dia”, como costuma contar. “Para conseguir o que queria, fui trabalhar por conta. Aos sete anos plantei uma horta no fundo do quintal, cultivei e quando cresceu fui vender na rua. Vendi de tudo. Anos mais tarde, deixei os estudos porque precisava me sustentar e me mudei para Belo Horizonte e, em 2016, fui morar no Rio de Janeiro. Sabia que um dia as coisas iriam melhorar”. 

A virada ocorreu em 2018, quando um vídeo que publicou na rede social mudou completamente sua vida. Na época, ele era ambulante e vendia água nas areias de Copacabana. “Estava atendendo um rapaz na praia e ouvi o amigo dele reclamando sobre o Brasil. Dizia que iria embora, pois o País não tinha mais jeito, estava afundando. Depois de vender a água para o rapaz, me virei para seu amigo, pedi desculpas e retruquei: não existe essa crise toda que você falou. É questão de oportunidade. Ele ficou bravo, levantou-se da areia e me falou: ‘Quem você é para falar em crise. Olha a sua condição, dá pra ver o seu sofrimento. Você vende água na praia, está com uma caixa de 69 kg nas costas e quer me convencer de que não existe crise. Está no sub do subemprego numa idade dessa e vem falar de crise. Acorda’. E foi além: ‘Um neguinho que vende água em Copacabana querer saber de economia’”.

Chesther conta que engoliu em seco, mas ficou quieto. Seguiu seu caminho. “Ele foi preconceituoso, cometeu um ato de racismo, mas não sabia, acordou um gigante. Fui para casa e decidi que iria falar de crise. Sempre li muito, estudava sozinho. Peguei o celular e em 58 segundo gravei aquele que ficou conhecido como o vídeo da água”, conta.

No vídeo, batizado de “Minuto do Empreendedorismo”, Chesther dá sua visão para fugir da crise. “Está desempregado no Rio de Janeiro? Então faz o seguinte: arruma R$ 10 emprestado, vai para a Central do Brasil e compra uma mala de água mineral e meio saco de gelo. Pega tudo e vai para Copacabana, cedo. Lá, você vende uma água a R$ 4 ou R$ 5. Vamos considerar que você venda tudo a R$ 4 e beba duas garrafas. São dez águas, somou R$ 40 reais. Você investiu R$ 10 e obteve 300% de lucro”.

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O vídeo viralizou e, em 24 horas, fez multiplicar por 10 seus seguidores no Instagram, passando para 8 mil – hoje essa cifra já ultrapassou 1,4 milhão de pessoas. O empresário Flávio Augusto da Silva, fundador da Wise Up e proprietário do time de futebol Orlando City, foi um dos que assistiu ao vídeo. “Ele quis me conhecer. Nos encontramos em Curitiba e ele me convidou para trabalhar e escrever um livro. Contei a minha história na obra, que já vendeu mais de 100 mil cópias”, relata Chesther.

Com o sucesso, veio o convite para contar sua trajetória em uma palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. “Depois dessa conferência, assinei contrato com o Santander, escrevi mais um livro e fiz outras palestras em várias partes do Brasil e do mundo”, diz Chesther. “O importante é que não esqueci de onde vim e o que me trouxe até aqui. Um negro, pobre, mas com muita autoconfiança e que nunca desistiu nem transferiu a outros a responsabilidade sobre a vida. Estudei pouco, mas não tão pouco que não tivesse capacidade de adquirir conhecimento. Comprei muitos livros para me preparar para um dia, quando aparecesse a oportunidade, estivesse pronto para ela. E principalmente: não acreditei na mentira que me contaram que depois dos 40 anos não dá mais para vencer. Provei o contrário”, finaliza.

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