Brasil é o 6° mercado farmacêutico do mundo

Brasil é o 6° mercado farmacêutico do mundo

O Brasil tem se tornado um grande atrativo para os investidores da indústria e do mercado farmacêutico como um todo. De acordo com um levantamento realizado pela empresa IQVIA, em 2019, a perspectiva é de que o setor feche em alta de 9%.

Ainda segundo o relatório, o País é o 6º maior mercado farmacêutico do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e da França. Em recente entrevista do presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Nelson Mussolini, ao Valor Econômico, ele falou sobre o cenário otimista da indústria.

“O Brasil está barato com o câmbio, além de ter um mercado em crescimento. Isso atrai principalmente investidores estrangeiros. Esse movimento deve permanecer no ano que vem. As perspectivas são boas”, explica.

Mussolini enfatiza que há uma certa organização na indústria farmacêutica. Para ele, empresas internacionais estão concentradas em medicamentos inovadores, deixando espaço para as nacionais na atuação de produtos maduros.

“A indústria farmacêutica tem essa característica de muita fusão e aquisição. E acredito que esse movimento deverá permanecer nos próximos anos”, completa.

Nesse contexto, a matéria cita como exemplo a disputa pela família Buscopan, da Boehringer Ingelheim (BI). Algumas fontes revelaram que a queda de braço estava concentrada entre dois gigantes laboratórios estrangeiros, o francês Sanofi e o americano Procter & Gamble (P&G).  

No entanto, nesta quarta-feira (18/12), a brasileira Hypera anunciou a compra da popular família de medicamentos por R$ 1,3 bilhão. Vale ressaltar ainda que a brasileira União Química desistiu do negócio após oferecer R$ 500 milhões.

Para o vice-presidente da América Latina da consultoria Close-Up, Paulo Paiva, os países latino-americanos despertam o interesse de investidores internacionais em função do potencial de expansão de negócios. Segundo o gestor, esse é o principal diferencial em relação aos mercados americanos ou europeus.

“Há oportunidade para crescimento na região, afinal, são 650 milhões de habitantes. Além disso, as farmacêuticas podem investir em melhoria de acesso, incremento em atividades básicas ou em áreas terapêuticas específicas. Há muito espaço para crescer na América Latina”, explica.

O executivo ainda revelou que, neste momento, empresas estão traçando estratégias e definindo valores de investimentos futuros. “Por isso, vemos tantos ativos colocados à venda. As empresas definem os seus planos agora. Essa é a hora de vender e comprar”, indica. 

Estimativa para os próximos anos

Se 2019 já pode ser considerado bastante positivo para o setor farmacêutico, a previsão para os próximos anos apresenta perspectivas de crescimento ainda melhores.  

Um recente levantamento realizado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) aponta para um patamar bastante positivo em 2023. De acordo com o estudo, em 3 anos, o mercado deverá movimentar R$ 175 bilhões, colocando o Brasil na quinta posição do ranking.

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