Novos medicamentos ampliam portfólio terapêutico no Brasil

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Não se pode negar a enorme contribuição que os novos fármacos oferecem à população. De qualquer forma, todos ganham com os lançamentos, inclusive a indústria e o varejo, que tem mais itens para aumentar seu faturamento e pode ampliar sua atuação clínica, melhorando a saúde e o bem-estar da comunidade onde atua.

Acompanhe os lançamentos de medicamentos do trimestre junho a agosto de 2018 - uns inovadores, outros nem tanto:

1. Neo química ostenta com três novos produtos: cloridrato de nebivolol, glimepirida e pantoprazol

Para iniciar a trinca de lançamentos da Neo Química em agosto deste ano, há o cloridrato de nebivolol, que aumentou o portfólio de medicamentos cardiovasculares da empresa. É o segundo genérico do mercado, que de acordo com dados da IMS, tem venda superior a 1,5 milhões de unidades por ano.

O cloridrato de nebivolol é indicado para os tratamentos da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca em idosos acima dos 70 anos, prevenção do aumento da frequência cardíaca e para o controle do bombeamento do sangue pelo coração. As farmácias e drogarias de todo o País terão o medicamento na versão em 5mg e 28 comprimidos.

Além disso, a Neo Química traz uma extensão de sua linha de medicamentos antidiabéticos, com o genérico da Glimepirida (Amaryl). A substância é indicada para o tratamento oral da diabetes mellitus não insulinodependente ou quando o paciente não consegue controlar os níveis glicêmicos com mudança de hábitos, como praticar exercícios físicos, dieta alimentar e perda de peso. A Glimepirida pode ser encontrada em três apresentações, com 1mg, 2mg e 4mg – todas com 30 comprimidos.

Já o genérico do Pantoprazol (Pantozol) é mais uma opção para o tratamento de problemas gástricos. O medicamento é o principal da classe dos inibidores de bomba de prótons, ou seja, inibe a produção de ácido clorídrico proporcionando alívio da acidez no estômago, esôfago e início do intestino, causados por gastrites e gastroduodenites. Além disso, pode ser usado para o tratamento da doença do refluxo esofágico e esofagite leves. O pantoprazol está disponível em versões com 20mg e 40mg.

2. Abbott amplia linha feminina com produto com ácido hialurônico

Recomendado especialmente para mulheres que estão no climatério e menopausa, período pós-parto e tratamento quimioterápico, a Abbott lançou no mercado brasileiro, em agosto, o Hyalufem - um hidratante intravaginal desenvolvido para restaurar a umidade vaginal, melhorando os sintomas da atrofia e restaurando o pH (acidez) local.

“Os diferenciais de Hyalufem são uma fórmula exclusiva livre de parabenos (conservantes que podem causar irritação e desequilíbrio do pH vaginal), derivados de petróleo e hormônios, e o ácido hialurônico, responsável pela alta hidratação nas paredes vaginais”, afirma a diretora médica da Divisão de Farmacêuticos Estabelecidos da Abbott, Riva Dimitrov. 

O ressecamento vaginal, comum na menopausa e no pós-parto, ocorre por causa de uma alteração na produção de estrogênio, e acaba trazendo sintomas como dores durante as relações sexuais, coceira, queimação ou ardor e infecções bacterianas ou fúngicas recorrentes.

Na fase pós-menopausa, o quadro pode ser mais grave, pois de acordo com estimativas, 50% das mulheres nesse período sofrem com os sintomas da atrofia vaginal – alterações na espessura da região –, sendo o ressecamento um dos principais incômodos. “Queremos que essas mulheres sintam-se mais seguras e com boa autoestima”, explica Riva.

3. Roche anuncia tratamento inovador da hemofilia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar (agosto/18) o medicamento Hemcibra (emicizumabe), da Roche Farma Brasil, para o tratamento da hemofilia A em pessoas que desenvolveram inibidores contra o fator VIII da coagulação. Esse distúrbio é hereditário, afeta o sistema de coagulação e faz com que os pacientes tenham dificuldade de estancar sangramentos espontâneos ou causados por traumas. Isso ocorre devido à ausência, no sangue, do Fator VIII, uma proteína que atua nesse processo.

Cerca de 30% das pessoas que possuem a forma grave da doença desenvolvem inibidores, que são capazes de neutralizar o efeito do fator infundido no organismo para o tratamento e, por conta disso, a terapia de reposição padrão deixa de ser eficaz nesses pacientes.

Foram realizados quatro grandes estudos clínicos, em escala mundial, que evidenciam o potencial do novo medicamento emicizumabe, para melhorar o tratamento das pessoas que sofrem com este distúrbio. Esta é a primeira inovação no mercado de hemofilia A desenvolvida nos últimos 20 anos.

Os estudos clínicos que serviram de embasamento para a aprovação do fármaco demonstraram redução significativa dos episódios de sangramento em adultos e crianças com inibidores contra o Fator VIII, quando comparado com as terapias atuais disponíveis no mercado.

Além disso, devido à possibilidade de administração subcutânea e uma vez por semana, o impacto da aplicação da droga nos pacientes é menor, quando comparado com a administração profilática das drogas disponíveis, que é intravenosa e, pelo menos, três vezes por semana. Hemcibra demonstrou, assim, eficácia superior com suas aplicações subcutâneas semanais e bom perfil de segurança.

 “A aprovação da Anvisa redefine as possibilidades de tratamento para pessoas com hemofilia A com inibidores do Fator VIII”, afirma o diretor médico da Roche Farma Brasil, Lenio Alvarenga. “É de extrema importância disponibilizarmos uma opção de terapia comprovadamente eficaz na prevenção e redução da frequência de episódios hemorrágicos de forma flexível, eficiente e segura às pessoas que convivem com a hemofilia”, acrescenta.

4. Astellas amplia portfólio de tratamento de câncer

A Astellas Farma Brasil (AFB) anunciou, em julho de 2018, que a enzalutamida obteve indicação ampliada e aprovada pela Anvisa para o tratamento de câncer de próstata resistente à castração (CPRC) não metastático.

A aprovação teve como base os resultados do estudo clínico de fase 3, PROSPER. Esta aprovação faz da enzalutamida a primeira e única medicação oral aprovada pela Anvisa tanto para CPRC não metastático como metastático.

“Com essa aprovação, há agora uma nova opção para homens com CPRC não metastático no Brasil”, afirma o gerente geral da AFB, João Carlos de Britto, que complementa: “Este é outro exemplo de como a Astellas está ajudando a suprir as necessidades médicas não atendidas, convertendo a ciência em valor para os pacientes em áreas nas quais estamos preparados para impulsionar a inovação”.

A enzalutamida, de uso oral, é um inibidor da via de sinalização do receptor de andrógenos. Acredita-se que, com isso, o medicamento seja capaz de diminuir a proliferação e induzir a morte das células de câncer de próstata, com consequente redução do volume do tumor.

“Esta aprovação – que segue a aprovação da Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos – é um progresso importante para homens com CPRC, que agora têm a enzalutamida como uma opção de tratamento independentemente de terem, ou não, doença metastática detectável”, explica, o diretor médico sênior da companhia para América Latina, Machado Moura.

5. Na Europa, aprovado primeiro medicamento para enxaquecas crônicas

O laboratório Novartis lançou o Aimovig, o primeiro medicamento especificamente concebido para prevenir enxaquecas. Ele foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento, em julho, e deverá estar disponível para os europeus já em setembro, sob licença da União Europeia.

Segundo a Novartis, o medicamento pode ser auto administrado em casa, uma vez por mês, por meio de uma caneta auto injetora, em pessoas com quatro crises de enxaqueca por mês.

O fármaco foi concebido para bloquear o receptor peptídico, relacionado com o gene da calcitonina, que se pensa estar envolvido na ativação da enxaqueca. De acordo com o laboratório, após vários testes, o medicamento mostrou reduzir para metade o número médio de episódios de enxaqueca por mês.

“Aimovig é o primeiro e único tratamento licenciado especificamente para prevenir a enxaqueca, demonstrando o nosso compromisso com o desenvolvimento de terapias inovadoras para pessoas que vivem com algumas das condições mais debilitantes", disse o diretor administrativo do Reino Unido e Irlanda da Novartis Pharmaceuticals, Haseeb Ahmad, à agência Reuters.

6. Estados Unidos aprovam droga que cura malária

Uma nova droga - chamada tafenoquine - para tratar malária recebeu autorização, em junho deste ano, das autoridades reguladoras dos Estados Unidos para ser comercializada. O medicamento, fabricado pela GSK, se destina a um tipo de malária causada pelo parasita plasmodium vivax, que contamina 8,5 milhões de pessoas por ano.

Esse tipo da doença é particularmente difícil de tratar porque o parasita pode permanecer adormecido no fígado por anos antes de se manifestar repetidas vezes.

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, considerou a droga eficaz e aprovou seu uso naquele país, mas destacou que ela produz efeitos colaterais relevantes, como em pessoas com um problema de enzima, chamado deficiência G6PD, porque podem desenvolver anemia grave.

Assim, a agência reguladora recomenda que os pacientes sejam testados para esse tipo de deficiência antes de tomar a tafenoquine. Apesar disso, a expectativa é de que a nova droga, aliada a medidas de controle da população de mosquitos, reduza os casos de malária no mundo.

"A habilidade de se livrar do parasita no fígado com uma dose única de tafenoquine é uma conquista fenomenal e, na minha visão, representa um dos maiores avanços no tratamento da malária dos últimos 60 anos", disse o professor da Universidade de Oxford, Ric Prica, à BBC News.

Já o presidente do departamento de pesquisa e desenvolvimento da GSK, Hal Barron, empresa que faz a droga, disse que o medicamento é um divisor de águas para quem vive com esse tipo recorrente de malária.

"Juntamente com nosso parceiro, Medicines for Malaria Venture (instituição voltada à pesquisa sobre malária), acreditamos que o Krintafel (nome comercial da tafenoquine) irá contribuir para os esforços de erradicação da malária", destaca ele.

7. Pfizer lança antibiótico contra superbactéria

A Anvisa aprovou, em junho, o medicamento Torgena, da Pfizer, primeiro antibiótico específico para o combate de bactérias resistentes, incluindo a superbactéria klebsiella pneumoniae, produtora de carbapenemase (KPC), que já é considerada endêmica e, desde 2010, registra aumento da taxa de mortalidade no País, pela falta de opções terapêuticas adequadas.

O medicamento é uma combinação do antibiótico ceftazidima com o avibactam, uma molécula inovadora que confere ao produto superior eficácia sobre uma série de bactérias multirresistentes. Torgena é ainda eficaz contra outras duas bactérias consideradas críticas para a saúde pública pela Organização Mundial de Saúde (OMS): a pseudomonas aeruginosa e as bactérias que expressam outro mecanismo de resistência a antibióticos, as enterobactérias produtoras de ESBL (lactamases de espectro estendido).

Atualmente, cerca de 700 mil mortes por ano são atribuídas à resistência bacteriana no mundo e, segundo a OMS, a previsão é de que esse número suba para 10 milhões de mortes até 2050.

A KPC, especificamente, expressa resistência a aproximadamente 95% dos antimicrobianos existentes no mercado. No Estado de São Paulo, as taxas de resistência dessa bactéria aos antibióticos carbapenêmicos quase quadruplicou, passando de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica Paulista.

"As bactérias têm evoluído e se tornado cada vez mais resistentes às opções terapêuticas existentes. Por isso, a importância do desenvolvimento de novos antibióticos. O lançamento do antibiótico Torgena é um importante marco na luta contra a resistência bacteriana, principalmente contra a KPC", destaca o diretor médico da Pfizer Brasil, Eurico Correia.

8. EMS põe foco em doença falsiforme

A EMS anunciou, em junho de 2018, o lançamento do Tepev, primeiro similar de marca no mercado da hidroxiureia, princípio ativo indicado para o tratamento da doença falciforme.

Trata-se de uma das condições crônicas e hereditárias mais comuns do País, porém ainda pouco atendida pelo mercado, caracterizada por um grupo de distúrbios em que os glóbulos vermelhos assumem o formato de foice e causam crises dolorosas, infecções, isquemias e complicações pulmonares para seus portadores.

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), estima que de cada mil brasileiros nascidos vivos, um tem essa doença, que é mais comum entre os afrodescendentes. Classificada como uma droga de alto custo, a hidroxiureia é fornecida pelo SUS e também pode ser utilizada no tratamento da neoplasia mieloproliferativa, que atinge a medula óssea. Após vencer licitação, a EMS passou a ser a fornecedora de hidroxiureia do Estado de São Paulo.

“Trata-se de uma molécula que entrou no mercado há mais de 30 anos, mas é cada vez mais difícil de ser encontrada pelos pacientes, que precisam interromper o tratamento ou até mesmo abandoná-lo”, alertou o diretor do departamento Médico da EMS, Roberto Amazonas. “Nosso principal objetivo com o Tepev é viabilizar o acesso e a continuação do tratamento para esses pacientes, que não podem ficar sem a terapia, fundamental para sua saúde física e mental”, completa.

Apesar de ser um similar de marca, o produto traz uma inovação em sua apresentação para facilitar o manuseio da droga e aumentar a segurança do consumidor. “Diferente da embalagem em frasco do referência, o medicamento da EMS é entregue em blísteres, garantindo a integridade do comprimido”, explica Amazonas.

Tags: medicamentos, Indústria Farmacêutica, varejo farmacêutico

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