COVID-19: Governo testa medicamento misterioso em 500 pacientes

Governo testa medicamento misterioso em 400 pacientes

Em visita à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na última segunda-feira (13/04), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos César Pontes (foto), que é ex-astronauta, revelou que o Governo irá realizar testes clínicos para a descoberta de um possível medicamento eficaz no combate ao novo coronavírus (Covid-19). Sem revelar o nome da droga, ele disse que as análises começam em poucos dias.

"Serão feitos testes clínicos em 400 pacientes e, ao fim desses testes, o que deve ocorrer entre duas e três semanas, nós vamos ter conhecimento e [vamos] poder divulgar se funciona ou não essa droga. Lembrando que ciência é sempre dessa forma: existe sempre esse potencial de não funcionar. Não gosto de dar muita esperança nesse ponto. Mas, funcionando essa droga, nós teremos um remédio para tratamento aqui no Brasil", afirmou aos jornalistas.

Já em coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (15/04), o ministro revelou um aumento no número de pessoas que serão testadas, subindo para 500 pacientes. Além disso, Pontes disse que, na verdade, serão dois fármacos que serão testados, mas apenas um nesta primeira fase de testes clínicos. No entanto, novamente, não revelou o nome dos medicamentos.  

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"Porque não posso falar o nome desse medicamento [que será testado na primeira fase], justamente, para evitar uma correria em torno desse produto [nas farmácias], até que se tenha um resultado que comprove a eficácia dele", destacou o ex-astronauta. Um detalhe importante, é que o ministro revelou que o medicamento não é a cloroquina. 

Contudo, o Ministro da Saúde (MS), Luiz Henrique Mandetta, revelou em coletiva, nesta quarta-feira (15/04), que o medicamento que Pontes está pesquisando pertence a classe dos anti-helmínticos, também conhecidos como parasiticidas, vermicidas ou vermífugos. Essas drogas são utilizadas no tratamento de diferentes parasitoses.

Clima tenso 

Cuidando de informações direcionadas à pasta da saúde, na visita à UFMG, o ex-astronauta foi questionado por jornalistas sobre a tensão evidente entre o presidente, Jair Bolsonaro, e o ministro da saúde, Mandetta, devido às divergências de direcionamento na gestão da crise ocasionada pela pandemia. Neste sentido, Pontes disse que não há separação nas diretrizes do Governo, em relação às ações de combate ao vírus.

"O Governo está unido, embora a gente veja algumas notícias desse jeito. Tanto eu, o Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro e os outros ministros estamos todos imbuídos para que o Brasil tenha sucesso em vencer isso aí [a pandemia]. Cada um na sua parte. Eu não me meto em outras áreas, mas a ciência e a tecnologia estão presentes em tudo e, nesse caso em específico, talvez sejam as únicas ferramentas que a gente tenha para vencer o vírus".  

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Medicamento escolhido

O ministro esclareceu que o medicamento foi escolhido por meio de um método de reposição, ou seja, ele já existia para uma determinada finalidade, mas está sendo testado para outra indicação, no caso, a Covid-19. Pontes afirmou que o fármaco foi escolhido após um longo processo de pesquisa.

Segundo ele, a análise se iniciou com duas mil moléculas de drogas diferentes, que foram testadas por meio de computação e inteligência artificial (IA). Logo após, testes feitos com células reais, in vitro, teriam feito um filtro ainda maior sobre a escolha do medicamento. "Duas [drogas] se destacaram e, agora, nesta semana, estamos iniciando os testes clínicos com uma delas", destacou Pontes, em entrevista publicada no portal Hoje em Dia.

Otimista, ele agradeceu os profissionais da ciência: “Gostaria de parabenizar a todos os nossos cientistas que têm trabalhado dia a dia com isso achando soluções. E o Brasil está bem avançado nessas soluções, tanto na busca de reposicionamento de drogas, quanto na busca por vacina e de sistemas de testes diagnósticos”.

Prioridades

De acordo com ele, o Governo tem estabelecido prioridades para o enfrentamento à pandemia. A primeira delas seria a busca por um medicamento para tratar a doença, a segunda os testes diagnósticos e, em terceiro lugar, a descoberta de uma vacina. "É mais demorado desenvolver vacinas, por isso estamos testando remédios para saber quais realmente funcionam para o tratamento", disse.

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