Farmacêutico foi destaque no Bom dia Brasil da Globo

Farmacêutico foi destaque no Bom dia Brasil da Globo

A nova pesquisa sobre automedicação no Brasil, realizada pelo ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, foi destaque hoje (15/01) no jornal da rede Globo de televisão, Bom Dia Brasil, que é líder de audiência nas manhãs em território nacional. No período da manhã, apenas na grande São Paulo, mais de meio milhão de pessoas assistem ao noticiário, segundo dados do Kantar Ibope. A matéria foi um dos destaques do programa, com duração de 2 minutos e 25 segundos, período considerado extremamente longo em TV.

Em 14/01, o ICTQ já havia divulgado os dados do estudo para todo o mercado farmacêutico nacional. Agora, o levantamento, que constatou um cenário em que oito a cada 10 pessoas se automedicam no País, deve repercutir em outros veículos de imprensa. Na matéria da Globo, o único profissional de saúde entrevistado foi o farmacêutico e professor de Interpretação Clínica de Exames Laboratoriais, que dá aula no Instituto, Rodolfo Fernandes, que falou sobre os riscos da automedicação.

Segundo ele, tomar medicamentos sem prescrição médica ou orientação do profissional farmacêutico pode acarretar diversos problemas à saúde:  “São muitos os riscos de tomar medicamento sem receita do médico ou orientação do farmacêutico. Um determinado antibiótico, por exemplo, pode resultar em uma lesão renal, hepática, perda parcial ou total da audição e interação medicamentosa. Já em relação a reduzir ou potencializar o efeito de outros medicamentos, o uso de inibidores de ácidos, como o omeprazol, por exemplo, podem causar anemia e transtornos neurocognitivos como falha na memória e demência. Além disso, podem gerar doenças cardiovasculares também”.

Ele completou: “Outro exemplo clássico está relacionado ao uso da dipirona, que nos Estados Unidos é proibida, mas, no Brasil, ainda é comercializada. A utilização indevida pode causar anemia aplásica, que é um quadro hematológico em que há redução nas células tronco, ocasionado pelo medicamento. Os próprios antibacterianos também podem causar essa complicação”.

Outro dado alarmante apresentado pela pesquisa é que quase metade dos brasileiros (48%) costuma se informar na internet para comprar um medicamento. Nesse sentido, Fernandes explica que o farmacêutico poderia contribuir bastante para a diminuição desse quadro. “As resoluções 585 e 586, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), que dizem respeito às prescrições farmacêuticas, poderiam ajudar muito na redução da automedicação, já que o farmacêutico teria condições de prescrever medicamentos, e orientar à população de forma mais segura, sem, necessariamente, a obrigatoriedade da passagem do paciente pelo médico. Resultando na diminuição desse cenário, com isso, esses transtornos seriam esclarecidos e orientados pelos farmacêuticos”.

Na reportagem, Fernandes também falou sobre como a automedicação dificulta o diagnóstico do paciente. Ao jornalismo do ICTQ, ele explicou: “Quando a pessoa compra um medicamento para uma dor de cabeça, uma febre, uma inflamação, uma dor de garganta, enfim, para algo que esteja sentindo, esses sintomas podem estar associados a alguma doença que ainda não foi diagnosticada. Essa atitude pode retardar a descoberta do problema e, com isso, a enfermidade pode acabar sendo identificada quando já está em estágio avançado”, esclarece.

De acordo com ele, por isso existe a importância de exames laboratoriais, tanto na prevenção quanto no diagnóstico dessas doenças comuns na população. Além disso, Fernandes lembra que também é indicado que o paciente faça um monitoramento por meio do acompanhamento farmacoterapêutico.

Por fim, o farmacêutico lembra que a automedicação também pode resultar em uma resistência bacteriana. “A resistência bacteriana é ocasionada pelo uso indiscriminado de antibióticos e antibacterianos, que fazem com que as bactérias criem resistência e o tratamento perca a eficácia. Assim, é importante que os médicos prescrevam, além do medicamento, a cultura para identificação da bactéria e o teste de sensibilidade aos antibacterianos, que define a qual medicamento a bactéria é sensível ou resistente, assim como a concentração mínima inibitória do produto. Isso é importante na prática clínica para evitar os casos de bactérias resistentes”.

Outro dado essencial apresentado pelo estudo é que quase um terço da população (29%) identifica o farmacêutico como o profissional que mais conhece sobre medicamentos.

Assista à matéria completa do Bom Dia Brasil:

 

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