Vendas de medicamentos para saúde mental aumentam até 20% na pandemia

Vendas de medicamentos para saúde mental aumentam até 20% na pandemia

Estudo revelou que medicamentos para desequilíbrio emocional obtiveram aumento que chegou a 20% das vendas no primeiro semestre. Alta elevou em até 24% o faturamento do segmento em relação ao mesmo período do ano passado. Pandemia fez crescer atendimentos em saúde mental.

O levantamento foi realizado pelo aplicativo de vendas on-line de itens de saúde e beleza

Farmácias APP. Segundo ele, os hipnóticos sedativos, classe que engloba medicamentos para ansiedade e insônia, tiveram crescimento de 20% nas vendas nos seis primeiros meses do ano, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Como consequência, o faturamento desses itens também registrou alta, de 24%, conforme informou a Folha Vitória.

No primeiro semestre, os antidepressivos e reguladores de humor tiveram variação positiva de 17% nas compras, número que resultou em faturamento 18% maior. Seguindo a tendência, os antipsicóticos, que incluem medicamentos para esquizofrenia e bipolaridade, também registraram aumento de compras no período. Essa classe de medicamentos teve alta de 18% no faturamento, variação que foi gerada pelo aumento de 16% nas vendas.

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O levantamento contemplou vendas realizadas no varejo farmacêutico, nos canais físicos e on-line, indicando que, além dos hipnóticos sedativos e produtos de saúde mental, medicamentos para bem-estar também foram procurados com mais frequência pelos consumidores.

Pandemia aumentou atendimentos em saúde mental

Uma pesquisa realizada pela Coordenação Estadual de Saúde Mental da Secretaria da Saúde (SES) do governo do Rio Grande do Sul apontou aumento da busca por atendimento em saúde mental nos postos de saúde e nos serviços da atenção especializada desde o início da pandemia do novo coronavírus.

A pesquisa foi respondida por gestores de 402 municípios gaúchos. Nos serviços da Atenção Básica (como nas Unidades Básicas e Estratégia Saúde da Família), 78% gestores municipais perceberam um aumento na demanda dessa natureza. Nos serviços da atenção especializada (Centros de Atenção Psicossocial), esse aumento foi relatado por 68% dos gestores.

De acordo com os pesquisadores, entre os principais sintomas de saúde mental que estão fazendo as pessoas procurarem mais os serviços de saúde estão ansiedade, nervosismo ou tensão, perturbação de sono e uso abusivo de álcool ou medicamentos e outras drogas.

“Durante uma pandemia, é normal a exacerbação de emoções e sentimentos. Essa situação implica em uma perturbação psicossocial que pode afetar toda a população, em diferentes níveis de intensidade e gravidade”, explicou ao portal do governo gaúcho a coordenadora da Saúde Mental, Marilise Souza.

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Crise mental no continente americano

A crise de saúde mental se alastrou pelas Américas, segundo revelou a diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Carissa Etienne, em uma entrevista coletiva virtual realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em Washington, Estados Unidos.

“A pandemia de Covid-19 causou uma crise de saúde mental na nossa região em uma escala que nunca vimos antes”, afirmou Carissa, segundo revelou a agência Reuters. “É urgente que o apoio de saúde mental seja considerado um componente crítico da reação à pandemia”.

Segundo a diretora da OMS, muitas pessoas estão estressadas pelo medo de desenvolver a doença causada pelo novo coronavírus, enquanto médicos, enfermeiros e profissionais de saúde estão trabalhando mais horas do que nunca e arriscando as vidas nos hospitais, disse ela.

A pandemia também tem provocado o aumento da violência doméstica contra mulheres. “As medidas de confinamento domiciliar em vigor, somadas aos impactos sociais e econômicos do vírus, estão aumentando os riscos de violência doméstica – o lar não é um local seguro para muitos”, salientou Carissa.

América Latina e Caribe, onde mais de 6,2 milhões de casos e 243 mil mortes foram registrados desde o início da pandemia, segundo a Agence France-Presse (AFP), responderam por praticamente metade das mortes por coronavírus no mundo na última semana.

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