Coronavírus: presidente da Anvisa participa de manifestação pública em tempos de pandemia

Coronavírus: presidente da Anvisa participa de manifestação pública em tempos de pandemia

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, rompeu com diversos protocolos recomendados pelo Ministério da Saúde (MS), que funcionam como medidas de contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), ao acompanhar o presidente, Jair Bolsonaro, durante as manifestações pró-governo na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), no último domingo (15/03).

A atitude de Torres ainda contrariou orientações da própria Agência, pois, durante o ato, o médico e contra-almirante da Marinha cumprimentou e ficou muito próximo do presidente e de outros manifestantes, conforme noticiado pelo Estadão. Ainda segundo o jornal, o comportamento do presidente do órgão sanitário causou perplexidade em técnicos da área da saúde do Governo, pois, desqualificou as campanhas de prevenção que estão sendo realizadas para conscientizar a população.

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Vale destacar ainda que, de acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), Bolsonaro, que teve contato com o secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, infectado com o novo coronavírus, deveria estar em um período de isolamento, estimado, em 14 dias, mesmo testando negativo para o vírus.

No entanto, durante o ato, ele abraçou, tirou selfie e teve contato próximo com diversos apoiadores. Segundo a OMS, mesmo em casos de pacientes que testaram negativo para o novo coronavírus, a recomendação é um período de isolamento de duas semanas, pois, esse é o tempo de incubação do vírus. De acordo com o Estadão, fontes médicas que trabalham com Bolsonaro informaram que ele foi orientado a permanecer isolado até a próxima quarta-feira (18/03), quando completa sete dias desde seu último contato com o secretário de Comunicação. 

Recomendação do MS e da Anvisa

Na última sexta-feira (13/03), o MS emitiu um comunicado, por meio de videoconferência, em que divulgou medidas para evitar a proliferação do vírus em território nacional. Entre elas, o órgão pediu para a população evitar aglomerações e até recomendou o cancelamento de eventos de grande porte.

Vale destacar que, a Anvisa é uma agência reguladora, sob a forma de autarquia de regime especial, vinculada ao MS, ou seja, ambos os órgãos compartilham a mesma linha de recomendação.

Atos causaram preocupação

Mesmo sendo aliado de Jair Bolsonaro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), discutiu com manifestantes no ato pró-governo e contra o Congresso Nacional, que aconteceu na Praça Cívica, em Goiânia.

Durante a manifestação, Caiado, que é médico, foi até o local e pediu o fim do ato, alegando que a aglomeração facilitava os riscos de proliferação e de contágio do novo coronavírus. “Vocês vão estar chorando na porta do palácio, este que é o absurdo. O que vocês precisam é ter seriedade. Não se mostra apoio ao Governo colocando em rico a sua população”, orientou.

Ele ainda completou dizendo que a população tem todo o direito de se manifestar, mas ressaltou que aquele ato era imprudente, já que Goiás confirmou casos de contaminação pelo vírus. “É um risco para a população. Estão entendendo bem? Essa é minha ordem e minha ordem será seguida. Não preciso dos seus votos. Eu sou médico, eu trato é de vidas. Quando seu filho estiver doente, você vai me procurar como médico. Não tem carro de som. Isso aqui vai contaminar todo mundo”, afirmou o Governador.

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