Covid-19: Novartis pretende fornecer medicamentos para países pobres

Covid-19: Novartis pretende fornecer medicamentos para países pobres

Enquanto durar a pandemia causada pelo novo coronavírus, o laboratório Novartis irá fornecer, por meio da sua subsidiária Sandoz, 15 medicamentos genéricos a preço de custo para países em desenvolvimento tratarem pacientes com sintomas da Covid-19.

De acordo com a empresa, o programa anunciado vai vigorar enquanto não houver disponível uma vacina ou tratamento capaz de curar os infectados. Serão atendidos 79 países de baixa renda e renda média-baixa, segundo critérios do Banco Mundial.

Na lista dos 15 medicamentos prometidos pela empresa para distribuição estão incluídos vários antibióticos, o esteroide dexametasona, que obteve algum sucesso no tratamento de casos graves de Covid-19, a droga para insuficiência cardíaca dobutamina, o antifúngico fluconazol e a droga pulmonar salbutamol, entre outros.

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O diretor operacional da Novartis Global Health, Lutz Hegemann, disse que o programa visa ajudar sistemas de saúde vulneráveis na África, Ásia, América do Sul e no Leste Europeu para que não fiquem sobrecarregados. “Não devemos subestimar o estresse que a Covid-19 causa, especialmente, em sistemas de saúde frágeis”, afirmou Hegemann à Agência Reuters.

Ele acrescentou que a Novartis espera trabalhar com autoridades de saúde, organizações religiosas e ONGs para cortar a margem de lucro. “Não estamos falando dos canais de distribuição comercial clássicos, mas de canais muito diretos”, disse.

A promessa da Novartis de fornecer antibióticos, esteroides e pílulas para diarreia aos países pobres fez a ONG Médicos Sem Fronteiras pedir mais transparência sobre o preço dos medicamentos e que o setor siga essa iniciativa de não lucrar com novos medicamentos para Covid-19.

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De acordo com a Agência Dow Jones Newswires, o histórico de atuação social da Novartis foi prejudicado por uma série de eventos negativos ao longo dos anos, incluindo críticas ao preço de seu medicamento Zolgensma, utilizado no tratamento de crianças com atrofia muscular espinhal. O remédio custa US$ 2,1 milhões (R$ 11,3 milhões), o que o torna o medicamento de dose única mais caro do mundo.

Hegemann não informou qual o custo ‘sem lucro’ dos medicamentos da campanha anunciada, em comparação com os preços comerciais. Esses medicamentos existem há décadas e são relativamente baratos de fabricar. “A Novartis deve publicar o 'preço de custo' real desses medicamentos, bem como quaisquer custos de pesquisa e desenvolvimento e custos de produção de todos os seus medicamentos”, disse um porta-voz da Médicos Sem Fronteiras. “Além disso, esperamos que outras empresas sigam iniciativas similares de fornecer 'sem lucro' quaisquer novos produtos contra a Covid-19”.

Os medicamentos da Novartis tiveram pouca aplicação no tratamento do novo coronavírus, e seu medicamento para malária, a hidroxicloroquina, fracassou em alguns ensaios científicos contra a nova doença. Mas os genéricos da Sandoz estão entre os medicamentos comumente usados para tratar os sintomas das pessoas hospitalizados pela Covid-19.

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