Reajustes de insumos na indústria farmacêutica ultrapassam os 100%

Reajustes de insumos na indústria farmacêutica ultrapassam os 100%

Impactados pela pressão do câmbio e do aumento da demanda mundial por causa da Covid-19, os preços dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e outros materiais deram um salto que supera os 100% em alguns casos, aponta o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), revelou o Valor Econômico.

Os aumentos dos IFAs ocorreram pela enorme procura global pelos fabricantes desses insumos, que se concentram em sua maioria na China e na Índia. A indústria farmacêutica mundial é totalmente dependente desses dois países. O Brasil, por exemplo, compra quase 90% dos IFAs produzidos na China e na Índia. A produção nacional é bem restrita e as empresas farmacêuticas que produzem, normalmente, o fazem para consumo próprio.

“Não se consegue investir hoje para produzir na semana seguinte. É um sonho imaginar que vai se fazer uma fábrica de IFA em menos de 12 a 18 meses. E se não tiver um mercado consumidor grande e uma exportação forte fica inviável o negócio. Precisa de uma garantia mínima de não ociosidade, justamente para dar margem ao negócio”, ressaltou o presidente do Sindusfarma, Nelson Mussolini.

Além dos IFAs, frete e embalagens também apresentaram reajustes que chegam a mais de 100% em determinadas situações. É o caso das caixas para bisnagas, que chegaram a custar 123,31% a mais em sete meses. Resinas para tampas de bisnagas aumentaram 85,82% no mesmo período. Segundo o presidente do Sindusfarma, todos os insumos usados pela indústria sofrem com a alta do câmbio e o aumento da demanda global por causa da pandemia.

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“São insumos que, se não são importados, têm seus preços cotados no mercado internacional. Ou seja, a base é o dólar. Teve material de embalagem que subiu 85% e vem da Índia, China e Europa. A variação do dólar no último ano foi muito dura. Isso afetou muito a rentabilidade das empresas”, afirmou Mussolini ao Valor. “Os aumentos ocorreram não somente para a produção de vacinas, a elevação foi generalizada nos insumos e em todos eles, como material de embalagem, blister, alumínio, polietileno”.

No caso dos fretes, segundo Mussolini, a alta foi de 10 vezes desde o início da pandemia. Ele afirmou que se antes da crise sanitária um frete da China para o Brasil custava US$ 1 por quilo de IFA, agora as empresas pagam cerca de US$ 10 pelo mesmo quilo importado. “Quem subsidia carga área são os passageiros. E com a restrição de voos, ficou ainda mais difícil o frete aéreo. Sabemos que ainda não voltou ao normal, mas, acredito que nunca mais retornam para aquilo que eram. A experiência demonstra isso”, salientou.

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