Farmácia homeopática tem atuação fundamental em problemas emocionais

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Ao contrário do que alguns profissionais de saúde imaginam, nem só com substâncias diluídas funciona a farmácia homeopática. Longe disso! O farmacêutico desenvolve o seu papel na homeopatia baseado em conhecimentos específicos sobre recursos farmacotécnicos, fármacos, garantia da qualidade, entre outros. Desta forma, ele propõe soluções em medicamentos ajustadas às necessidades individuais dos pacientes, prescrevendo formulações para tratamentos personalizados e oferecendo o medicamento e a atenção farmacêutica de forma particularizada, inclusive para possíveis problemas de fundo emocional.

Partindo do pressuposto de orientação ao uso racional de medicamentos, o farmacêutico homeopata, dr. Henrique Marquez Henriques, explica que duas vertentes também são evidenciadas na homeopatia: assistência e atenção farmacêutica: “Na assistência farmacêutica o farmacêutico homeopata deve ter conhecimentos profundos da filosofia e da medicina homeopática, como também das diversas escolas (unicista, alternista, organicista e complexista), nas quais a ciência se dividiu. Além disso, deve conhecer os medicamentos que manipula, para melhor orientar o paciente, afinal de contas, o farmacêutico é o elo entre o prescritor e o usuário”.

Henriques esclarece, ainda, que na atenção farmacêutica é imprescindível a presença de um farmacêutico muito bem preparado. “O profissional deve ser capaz de orientar o usuário a utilizar corretamente os medicamentos homeopáticos, organizar horários, orientar sobre alimentação e outros hábitos, explicar sobre a utilização de outros fármacos e verificar interações medicamentosas, auxiliando na cura de enfermidades leves e também prevenindo e evitando o desenvolvimento de enfermidades graves, levando sempre em conta a lei dos semelhantes”.

De acordo com o Guia de Carreiras do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, a carreira de farmacêutico homeopata é descrita na resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) número 601, de 26 de setembro de 2014. Segundo o CFF, o farmacêutico homeopata é o profissional graduado em ciências farmacêuticas e registrado no Conselho Regional de Farmácia (CRF) de sua jurisdição, com formação teórico-prática em homeopatia e farmácia homeopática, por meio de disciplinas específicas em cursos de graduação em Farmácia (ou de cursos de especialização) e em cursos de aprimoramento reconhecidos pelo CFF. “Ser farmacêutico homeopata exige do profissional conhecimentos aprofundados em farmacotécnica homeopática, gestão farmacêutica, prescrição farmacêutica e legislação sanitária do setor”, comenta o professor do ICTQ, Leonardo Doro Pires.

O preparo do medicamento homeopático pelo farmacêutico é tão importante quanto à escolha do medicamento pelo médico. A presença do farmacêutico na farmácia é a garantia do paciente de receber exatamente o medicamento prescrito. O farmacêutico é o último profissional e, às vezes, o único, que está em contato com o paciente, antes que ele use o medicamento. Daí a sua responsabilidade ética e profissional. É ele quem, muitas vezes, faz a conexão médico-paciente-medicamento-médico, assessorando a equipe de saúde nas dificuldades encontradas quando à questão do medicamento.

Para Pires, o farmacêutico homeopático deve estar sempre atento, pois, é ele o responsável pela orientação do paciente quanto ao uso correto do medicamento resultante da prescrição clínica ou automedicação, sobre as possíveis interações medicamentosas e alimentares e efeitos secundários, conservação do medicamento; encaminhamento ao médico, quando necessário; e aconselhamento quando há mudança de hábitos de vida. Estes procedimentos garantem maior adesão do paciente à terapêutica homeopática.

Alívio de sintomas na homeopatia

Henriques lembra que atendeu um paciente idoso, em seu consultório, em Mogi Guaçu (SP), para uma consulta. O paciente se dizia muito triste, com pressão baixa e com muitas dores no corpo. Ele já estava utilizando medicamentos alopáticos sem sucesso.

“O idoso afirmou estar muito mal. Eu assegurei que, com o tratamento homeopático, era possível aliviar e curar os sintomas relatados. Eu expliquei como funciona o tratamento homeopático e informei que a consulta já faz parte do tratamento”, afirmou o farmacêutico homeopata.

Henriques começou a consulta percorrendo o motivo principal de ter sido procurado. Logo em seguida, fez uma anamnese detalhada, realizando perguntas sobre toda a história de vida do idoso para entender as causas das queixas. Depois disso, o farmacêutico fez perguntas direcionadas, com o intuito de chegar aos medicamentos homeopáticos ideais para o caso, lembrando que a homeopatia tem uma forma bem peculiar de abordagem.

“O paciente relatou que tinha três filhos, e que estava viúvo havia três anos. Naquela ocasião, ele estava com gripe forte, feridas na boca, tristeza, dor no corpo, pressão baixa, inapetência e, por isso, estava se alimentando muito mal. Ele chorava muito e não conseguia falar sobre o falecimento da esposa, pois sentia muito a falta dela. Afirmou também que sua perna esquerda estava com queimação”, lembra Henriques.

Suporte ao luto

A psicóloga, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP, Cristiane Vaz de Moraes Pertusi, explica que a vivência do luto varia de pessoa para pessoa, de acordo com os recursos internos que ela vem desenvolvendo ao longo da vida para lidar com as perdas: “Porém, sem dúvidas, perder uma mãe idosa que vinha padecendo de uma doença grave não é a mesma coisa de perder um cônjuge. Além de depender dos recursos internos da pessoa, também vai depender do tipo de relação que havia entre os cônjuges, da intensidade dos afetos, do momento da vida conjugal em que a perda ocorreu, do grau de dependência ou independência, tanto emocional quanto de vida cotidiana, o significado afetivo desta pessoa e as circunstâncias em que ocorreu a morte, por exemplo”.

Para o farmacêutico clínico e professor do ICTQ, dr. Clezio Rodrigues de Abreu, a dor relacionada à perda de uma companheira pode deixar marcas permanentes. Para ele, infelizmente, o problema relacionado ao luto vem acompanhado de outras morbidades. “Pode ocasionar depressão, dificuldade de concentração e problemas relacionados com o sono. Paralelamente a isso, ainda há as doenças que o paciente já tinha antes da perda”, ressalta Abreu.

Cristiane comenta que o luto é um processo complexo em que o período mais difícil é o primeiro ano. Segundo ela nesse período, as pessoas enlutadas podem sentir sintomas diversos que oscilam como tristeza, angústia, medo, abandono entre outras manifestações físicas de doenças psicossomáticas (problemas estômago, alergias, inflações e até câncer). “Os momentos iniciais da perda são bastante difíceis, em especial se for uma perda inesperada (repentina). O choque da perda pode trazer emoções fortes que fazem o processo de luto ser vivenciado como um trauma (susto), em que a pessoa pode ter sintomas semelhantes a Transtorno de Estresse Pós-Traumático (níveis de ansiedade altos com manifestações físicas e psíquicas que trazem para a pessoa sensações de perigo e ameaça iminente, como se o evento estivesse acabado de ocorrer). Em alguns casos, a perda pode até ser sentida como um alívio”, observa ela.

A psicóloga diz ainda que há vários períodos difíceis nesse processo de luto, porém, o momento mais complicado é aquele em que a pessoa vai se dando conta de que realmente o outro se foi deparando a falta, com as dificuldades que não estava acostumada a enfrentar sozinha. “É importante que a pessoa busque apoio da sua rede social (família e amigos), tanto para poder apoiar-se emocionalmente como na rotina do cotidiano. O processo de luto é particular, tanto nas emoções como na intensidade. Pode ocorrer dentro de um tempo ‘normal’ ou se estender como um luto patológico. Procurar ajuda profissional é muito importante”, afirma Cristiane.

Ouvir e observar para tratar

Para o tratamento integral, Henriques avaliou os medicamentos prescritos pelo médico que o idoso já vinha utilizando. Havia um desejo, por parte do paciente, de parar de usá-los: alopurinol, hidroclorotiazida, sustrate, vasogard, losartana, citalopram, amioron, sinvastatina.

Na sequência, o farmacêutico solicitou que o idoso voltasse ao médico com seu encaminhamento, solicitando a realização de novos exames e uma reavaliação das prescrições.

Henriques afirma que era necessária uma mudança de pensamentos, palavras e ações diante das ocorrências da vida. Assim, o idoso deveria aceitar os fatos e as ocorrências. Antes de receber os dados solicitados para tratar o paciente de forma holística (pela homeopatia clássica, conforme Hahnemann), o farmacêutico prescreveu medicamentos para tratar os sintomas locais e físicos, baseando-se na questão emocional e nas principais queixas relatadas pelo paciente.

Prescrição medicamentosa:

- Arnica 30 CH - DU LIQ - Tomar todo conteúdo pela manhã.

- Phosphorus 6CH, 20 mL - Tomar 5 gotas 2 vezes ao dia.

Henriques contou que, na segunda consulta, ocorrida um mês após a primeira, o paciente relatou que sua gripe havia melhorado e que estava se alimentando melhor. “Ele me disse que voltou ao médico, e que ele retirou alguns medicamentos, e manteve apenas alopurinol, vasogard, citalopram e sinvastatina. Deu para perceber que o idoso estava mais alegre e descontraído. A pressão permanecia normalizada. Estava se locomovendo com menos dificuldade. A rotina de vida havia melhorado. O choro excessivo havia cessado e a dor na perna, melhorado. O paciente conseguiu falar, com detalhes, a história do falecimento de sua esposa e, acrescentou, dizendo que também a sua mãe havia falecido em casa, mas que isso não o deixava com medo mais”, afirmou Henriques. 

Já Abreu ressalta que foi muito importante a atuação do farmacêutico clínico mostrando a relevância da homeopatia no tratamento de doenças de qualquer etiologia. “A anamnese feita por Henriques foi de suma importância para a melhora na qualidade de vida do paciente, auxiliando outros prescritores por meio de parecer farmacológico, no uso racional de medicamento”, conclui o farmacêutico.

Prerrogativas para o exercício profissional

O farmacêutico Henriques relacionou algumas prerrogativas e atribuições que são imprescindíveis para o exercício profissional do farmacêutico homeopata:

- Ter cursado a disciplina Homeopatia na graduação de Farmácia, com o mínimo de 60 horas, complementadas com estágio em manipulação e dispensação de medicamentos homeopáticos, de 240 horas, no mínimo, na própria instituição de ensino superior, em farmácias ou laboratórios homeopáticos conveniados a estas instituições de ensino.

- Ter título de especialista ou curso de especialização em Farmácia Homeopática que atenda às Resoluções pertinentes do CFF, em vigor.

- Comprovar o exercício da responsabilidade técnica em farmácias ou laboratórios homeopáticos, tendo obtido a comprovação até a data da publicação do CFF 319/97 e Resolução CFF 440/05.

Atribuições do farmacêutico homeopata

- Garantir a aquisição de materiais com qualidade assegurada;

- Avaliar a prescrição quanto à sua formulação, forma farmacêutica e o grau de toxidade;

- Manipular e prescrever a formulação de acordo com a prescrição, obedecendo aos procedimentos adequados para que seja obtida a qualidade exigida;

- Aprovar e supervisionar os procedimentos relativos às operações de preparação e garantir sua implementação;

- Garantir que a validação do processo e dos equipamentos seja executada e registrada e que os relatórios sejam colocados à disposição da autoridade sanitária competente;

- Garantir que seja realizado treinamento específico, inicial e contínuo, dos funcionários e que eles sejam adaptados conforme as necessidades;

- Assegurar que os rótulos dos produtos manipulados apresentem, de maneira clara e precisa, todas as informações exigidas pela legislação específica.

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