Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão

Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão

Em dezembro de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de Evobrig (brigatinibe), medicamento que atinge e inibe o rearranjo genético que causa um tipo raro de câncer metastático de pulmão, chamado ALK+. Indicado para pacientes adultos previamente tratados, o produto aumenta a sobrevida das pessoas em até 16 meses.

No Brasil, o medicamento será comercializado pela empresa biofarmacêutica, Takeda, que tem mais de 238 anos de atuação no setor. A companhia conta em seu portfólio com diversos produtos nas áreas terapêuticas de gastroenterologia, oncologia, dermatologia e medicina geral.

O medicamento se destaca por ser de utilidade para pacientes com um tipo de câncer mais raro e agressivo, pois o tumor de pulmão se manifesta de diferentes expressões nos pacientes. 

De acordo com o Instituto do Câncer (Inca), o tipo mais comum é o câncer de pulmão de células não pequenas, que representa, aproximadamente, 85% dos casos. No entanto, 5% possuem alteração do gene ALK+, que é quando há um rearranjo genético, chamado quinase de linfoma anaplásico, que produz a proteína de maneira anormal e, dessa forma, origina o tumor no organismo, fazendo com que as células cancerígenas cresçam e se espalhem.

Esse tipo de câncer é mais comum nos jovens, se comparado a outros tumores de pulmão que acometem os pacientes de forma geral. A causa está associada aos maus hábitos, como o tabagismo, por exemplo. No mundo, estima-se que cerca de 40 mil pessoas estão em tratamento contra a doença.

Câncer de pulmão no Brasil e no mundo

Segundo dados do Inca, os tumores de pulmão são os que mais causam vítimas fatais no mundo, em comparação a outros tipos de cânceres. No Brasil, apenas em 2015, a doença foi responsável por 26.498 mortes.

Ao todo, a última estimativa mundial, divulgada em 2012, apontou incidência de câncer de pulmão em 1,8 milhão de pessoas, sendo 1,24 milhão de casos em homens e 583 mil em mulheres.

Fatores de risco

De acordo com o Inca, em cerca de 85% dos casos de pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, o desenvolvimento da doença está associado ao consumo de derivados de tabaco.

O órgão explica que o cigarro é o maior fator de risco para a evolução do câncer de pulmão. Inclusive, de 2011 para 2015, houve uma queda na incidência da doença, que está relacionada à diminuição do número de fumantes.  

Em pacientes homens, os casos diminuíram em 3,8% ao ano. Já em mulheres, a redução foi de 2,8%. Conforme o levantamento do instituto, a taxa média de sobrevida, relativa em cinco anos para câncer de pulmão, é de 18% (15% para homens e 21% para mulheres).

Apenas 16% dos cânceres são diagnosticados em estágio inicial (localizado), para o qual a estimativa de meia década aumenta para 56%.

Outro dado importante é o fato de que a taxa de novos casos vem reduzindo de forma significativa, no período entre 1980 e 2000. O cenário positivo está associado à diminuição no consumo de tabagismo por meio de mudanças no comportamento social, estimuladas pela conscientização dos malefícios causados pelo cigarro.

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