Coronavírus: 100% dos profissionais das farmácias podem ser contaminados

Coronavírus: 100% dos profissionais das farmácias podem ser contaminados

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no mundo, as farmácias são estabelecimentos que têm sido muito procurados pela população. Por isso, os cuidados com a saúde dos profissionais são essenciais. Muitos especialistas fazem alertas sobre o assunto, principalmente, porque vários farmacêuticos começaram a se manifestar, por meio das redes sociais e por mensagens privadas, dando depoimentos em relação à falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) nas unidades em que trabalham.

Segundo o docente na área de saúde, Cássio Rossi, a situação é preocupante: “Se nós não mudarmos a forma de atendimento das farmácias no Brasil, todos os profissionais que trabalham nesses estabelecimentos serão contaminados pelo novo coronavírus. Na semana passada, o Fantástico mostrou uma reportagem de uma cantora que esteve em uma festa de casamento, onde tinha uma pessoa infectada, e só de cantar algumas músicas ela saiu contaminada mesmo sem ter bebido nada do copo da pessoa que estava infectada”, exemplifica ele, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.

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Ele complementa: “De cada 100 casos de pessoas contaminadas, 10% vão para o hospital, onde tem um ambiente controlado. No entanto, esses 10% que vão ao hospital, mais os outros 90%, muito provavelmente vão a uma farmácia, seja para comprar uma dipirona ou um lenço. Agora eu te pergunto, essa farmácia é um ambiente controlado? Não!”.

Cassio enfatiza: “A pessoa [paciente] vai à farmácia, vai tossir, vai tocar em tudo, pegar no dinheiro e passar para a funcionária do caixa. Por isso, nesse momento, se não pensarmos na forma de atendimento desses estabelecimentos em território nacional, nós teremos 100% de contaminação dos profissionais que trabalham nas farmácias, desde o segurança até o gerente, todos serão contaminados”, afirma ele, que também é enfermeiro de emergência.

O docente ainda ressalta: "Precisamos orientar a população que, em caso de suspeita, mesmo que seja uma gripe, a pessoa possa pedir o medicamento da sua casa. Para que pessoas que estão lá para servir e atender [os farmacêuticos] não sejam infectadas com essa doença que tem um poder de infecção talvez nunca visto na história da medicina. Por isso, temos que evitar sim as aglomerações, mas também temos que tomar esses cuidados”.

Outro especialista que recomendou cuidados aos farmacêuticos foi o médico, Drauzio Varella (foto). Em mensagem de áudio que circula na internet, o veterano da área da saúde recomenda: “Há anos que eu defendo a importância dos farmacêuticos e dos funcionários de farmácias do sistema de saúde brasileiro. Nesse momento, estamos vivendo uma pandemia de um vírus que se transmite com muita facilidade. Adote todas as precauções que estão sendo divulgadas nos meios de comunicação". 

O médico ainda diz que é importante o farmacêutico orientar os pacientes sobre como se comportar para evitar a contaminação. Em outro momento, Varella prevê uma mudança de panorama sobre a valorização da classe farmacêutica no Brasil. "O sistema de saúde não pode prescindir da falta de colaboração dos farmacêuticos, esses profissionais são muito importantes, especialmente, nesse momento, e não só nele. Acho que depois que a pandemia passar vai haver um entendimento maior sobre como os farmacêuticos devem ser incorporados ao sistema de saúde brasileiro". Veja: O que Drauzio Varella está falando sobre o farmacêutico aqui.

Iniciativa do Ministério da Saúde

Em coletiva de imprensa no último domingo (22/03), o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou que grande parte dos testes rápidos serão disponibilizados para os profissionais de saúde, devido ao fato de que eles estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus.

“Esses profissionais não podem parar 14 dias para saber se tem ou não o vírus. Por isso, médicos enfermeiros e farmacêuticos fazem parte de uma classe de saúde que está sendo aplaudida pela população”.

Assista ao vídeo com o alerta do docente em saúde, Cássio Rossi:

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